"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Silêncio


autor: EDT
publicado em: 26/05/17
categoria: hetero
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Entrei. Hesitei mas consegui manter-me calma. Era a minha primeira vez que ia sozinha de autocarro. Nem a porra do cartão conseguia passar - vá lá que uma rapariga ajudou-me em relação a isso.

Visto que o autocarro estava cheio, tive que permanecer em pé. Fiquei paralizada, pois conseguia sentir sombras quentes atrás de mim. Era desconfortável estar tão apertada no meio de tanta gente muito maior que eu. Fiquei num canto no meio do autocarro, e aí permaneci toda a viagem.

Reparei que estava um homem de auscultadores e de mala desportiva mesmo em frente à porta da saída. Tinha barba, era alto, bem estruturado, e tinha um olhar cortante e relaxado – mas via-se que algo mexia com ele. Não devia passar dos trinta - pensei eu enquanto olhava para ele com curiosidade. Deixar-me-ia levar pela sua beleza durante a viagem inteira. Seria garantido.

Cruzámos a certo ponto os nossos olhares e ficámos cerca de 10 segundos a colidir irís com irís, lábios com lábios, corpo com corpo.

Desviava assim que tinha a certeza que ele me estava a observar. Penso que estaria a ficar impaciente com os meus olhares interrogatórios, mas eu não conseguia evitar. Ele era atraente, tinha um modo de vestir e de ser tranquilo. Roupa desportiva, mala desportiva, barba por fazer – decididamente iria para o ginásio.

A certo ponto parei de simplesmente olhar para ele. Foi aí que o autocarro começou a abrandar, e foi aí que o meu coração começou a acelerar. Conseguia prever o que ele estivesse prestes a fazer. A colar os seus olhos em mim, em todo o meu corpo. Sentia-me apoderada por um ser forte e sedutor.

Olhava-me com vontade. Olhava-me como se me quisesse possuir ali e naquele momento. A percorrer todo aquele meu percurso corporal, a sentir os meus seios na sua boca, e a pousar as suas mãos nos meus ombros com firmeza.

Aposto que ele já estaria excitado com tal fantasia, se eu ao menos lhe pudesse enviar via cerebral.

Por fim, ele chegou ao seu destino, as portas abriram-se e ele que estava prestes a sair ficou dentro do autocarro.

Relutância?

Foi aí que o meu coração explodiu quando ele dirigiu-se a mim com rapidez e fez colidir os meus lábios nos seus com agressividade. Um beijo demorado, e pouco agradável para ambos. Mas soube que ele não resistiria aos meus encantos. Aos meus olhares inocentes e rebeldes.

Agarrou-me na mão e saímos logo depois.

Levou-me até a um motel alguns metros depois da paragem, e durante o nosso meio passeio ninguém disse nada. Simplesmente o silêncio falava por si.

Era claro e objetivo de que o desejo estava presente em nós. Ele não resistiu, e eu por momentos até dei por mim a olhar para o resto dos passageiros do autocarro, esquecendo-me logo daquele homem.

Mas, acontece que ele não me levou para dentro do motel, mas sim para as traseiras do motel, onde havia um grande monte por trás de nós. Ele largou a minha mão, largou a mala e os auscultadores. Concentrou-se em mim, e apenas em mim.

Aproximou-se lentamente de mim e beijou-me ao de leve. Como que a pedir desculpa pelo beijo pesado no autocarro. Guiei-o com as mãos aos meus seios enquanto ele me beijava no pescoço passando depois para os seios já desrebuçados e prontos para serem sugados com intensidade.

Um calor enorme me invadia pelo corpo inteiro, à medida que nos despiamos e à medida que a noite se anunciava. Apenas a luminosidade da lua chegava perfeitamente para nos conduzir a uma noite sem fim.

Agarrou-me sem mais demoras pelas ancas e apertou-me contra a parede ficando com as pernas em volta da sua cintura. Percorreu os seus lábios no meu pescoço e sem aviso prévio penetrou-me com força. Um gemido se escapou dele, e quanto a mim ainda tinha que fazer muito, muito mais.

Beijos intensos e molhados faziam-me latejar as pernas de excitação. O momento mais precioso não tardava em chegar, quando ele decide parar e virar-me de costas e novamente sem dizer nada penetrou-me com robustez, onde aí – aí sim, escapou-me um belo de um gemido. Ele penetrou-me vezes sem conta até que não conseguimos aguentar mais a sede de nos termos, e entre os gemidos e suspiros acabámos por cair lentamente no chão após um longo e forte orgasmo.

Foi absolutamente glorioso o momento em que ele depositou os seus lábios nos meus com desejo e um olhar satisfeito e logo a seguir disse-me:

- Foda-se.

Fim





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