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SAMARA, A FANTASMINHA CAMARADA - Parte 1


autor: EscritorAnônimo
publicado em: 26/06/17
categoria: jovens
leituras: 914
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O meu nome é Samara e eu tenho 15 anos a mais de duas décadas.
Não entedeu? Eu vou te explicar.

Vinte anos atrás eu estava atravessando a rua quando um bêbado maldito dirigindo o seu carro desgovernado me atropelou e eu morri imediatamente. Fiquei ali, jogada no meio da rua, o sujeito imundo fugiu e nem sequer tomou uma providência.
Maldito seja ele.
Eu acabei ficando aqui mesmo, assombrando as casas dessa rua e as pessoas que passam por ela. É um negócio muito chato estar morta mas assustar as pessoas trás um pouquinho de alegria para minha vida, aliás, minha morte.
Os meus alvos preferidos são pessoas em seus carros e jovens, principalmente meninos, da minha idade. Certa noite passou mais uma possível vítima dos meus assombros aqui no meu ponto, só que eu nunca imaginaria que ia acabar me apaixonando por ela, na verdade, por ele e tentei atacá-lo.
Essa é a história de como uma fantasma adolescente acabou se apaixonando por um vivo.

PARTE 1

Era umas dez horas, a noite estava fria e a rua vazia.
Eu fico debaixo de um poste na esquina a noite toda esperando algum trouxa passar para assustá-lo e durante o dia eu entro em alguma casa por perto ou debaixo da sombra de uma árvore, não posso ficar no sol, a luz queima.
O bairro onde fico é de classe média, cheio de casas e gente para apavorar, a rua é escura e não tem muitos cachorros (detesto cachorro). No começo eu assustava até dez pessoas em uma única noite, mas, com o tempo, todos começaram a ter pavor de sair durante a noite por minha causa. Agora, com muita sorte, eu consigo assustar apenas um pedestre desprevenido.
Meu look é de uma daquelas fantasmas que aparecem nos filmes: vestido branco longo e cabelos negros compridos que tapam a minha vista, a única diferença é que eu não tenho uma cara horrorosa como a das minhas sósias da TV, eu sou bem bonita, inclusive, quando eu estava viva, era muito elogiada devido a minha beleza estonteante.
Eu estava ali parada, escorada no poste olhando para o muro branco de uma casa, quando percebi uma movimentação lá no final da rua, alguém estava vindo. Me preparei, coloquei o cabelo na frente do rosto e fiquei esperando a pessoa passar perto de mim para fazê-la sair correndo desesperada. A rua era muito escura, o único poste que fornecia luz era o meu, então não conseguia ver quem era, se era homem ou mulher, jovem ou velho.
Algumas vezes eu acabo mudando a modalidade do meu ataque, ao invés de fazer minha vítima se cagar nas calças, eu acabo abordando ela e, se for um carinha que me interesse, eu o faço me levar para sua casa para poder estuprá-lo. Bom, uma fantasma também precisa de sexo.
A pessoa se aproximou mais e finalmente a luz do poste me permitiu ver quem era. Um adolescente muito bonito, devia ter uns 16, 17 anos, trajava um moletom cinzento e calça azul-marinho, tinha cabelos pretos e usava grandes óculos quadrados. Agora estava a cinco metros de mim, fones de ouvido nas orelhas e uma expressão séria, preocupada, era como se estivesse perdido, olhava para os lados como se procurasse alguém ou alguma coisa.
Estava a dois metros de mim agora.
Eu gostei dele, era bonito e devia ter a minha idade, ia usar a minha segunda tática com ele.
Passou por mim, literalmente passou dentro de mim (por que eu sou uma fantasma e os fantasmas geralmente são intangiveis), parou na esquina e olhou para os lados.
Não perdi tempo, me materializei, botei os cabelos para trás e falei:
- Oi.
O rapaz soltou um gritinho estranho e deu um pulo caindo de quatro no meio da rua em seguida.
- Ei cara, você tá legal?
Ele se levantou rapidamente, virou-se pra mim, tirou o fone das orelhas e falou:
- Caralho! D-de onde foi que você apareceu? - Tinha agora uma expressão de medo no rosto.
- Desculpa se eu te assustei.
Ele endireitou os óculos quadrados.
- N-não, é que eu não vi você ai.
Minha presa estava indefesa agora.
- Você tá perdido? Precisa de ajuda? - Perguntei.
- Não... é que eu tava indo pra casa e me perdi no caminho.
Sua voz estava embargada, como se estivese quase chorando de medo.
- Se perdeu no caminho de casa? Então você precisa da minha ajuda. Onde você mora?
- Err... n-na Rua das Flores, 576.
Ele estava praticamente na porta de casa.
- Ah, a Rua das Flores fica bem ali na outra esquina. - Apontei à minha frente para uma rua mais iluminada que estava a três quarteirões de distância. - Vamos, eu te levo até lá.
Ele olhou para a outra esquina e disse:
- Não, tudo bem, eu me viro sozinho.
- Mas eu insisto, vou te levar até lá.
Agarrei ele pelo braço e o puxei.

Viramos a outra esquina. Rua das Flores.
- Você me deu um susto da porra lá embaixo. - Ele falou.
- Me desculpa, é que eu estava por trás do muro, aliás, do outro lado da rua, por isso que você não me viu.
- Aham, sei. Eu me assustei mesmo por causa do fantasma que uma mulher disse que assombrava a rua.
- E você acredita em fantasmas? - Lhe dei um sorriso simpático.
- Bom... claro que não. Fantasmas não existem. - Ele sorriu para mim meio sem jeito.
Andamos um pouco mais pela rua iluminada até que ele falou:
- Pronto, é ali. - Apontou para uma casa de dois andares toda pintada de vermelho. - Eu tenho que ir, obrigado.
Ele pôs o pé na rua e a atravessou, eu fiquei ali vendo ele ir embora.
Tinha que pensar em alguma coisa rápido.
- Mas espera! - Fui correndo atrás dele tropeçando no vestido branco. - Eu preciso de... água, é, um copo d'água, tô com muita sede.
Ele me olhou estranho.
- Hum, tá certo. Vem comigo.
Yes! Consegui. Agora era só entrar na casa dele, fazer ele me levar para o seu quarto e atacá-lo em seguida, tudo muito simples.

A casa dele era grande e bastante luxuosa, como uma pequena mansão, todos os cômodos eram grandes e os móveis eram antigos, acho que do século XVIII ou XIX. Passamos pela sala, atravessamos um corredor cheio de quadros nas paredes e chegamos na cozinha. Ele pegou um copo de vidro, encheu no filtro e me deu. A cozinha era o único espaço pequeno da casa, só tinha um fogão, a geladeira e a pia.
Bebi toda a água e agradeci:
- Obrigada. - Nesse momento eu fiz uma cara de santinha para ele. - Me diz, você mora com os seus pais? Cadê eles?
O olhar dele mudou.
- Bem, meus pais já faleceram faz uns anos. Eu moro aqui com a minha irmã mais velha.
Nesse momento eu pensei nos meus pais e nos meus irmãos, na tristeza que eles sentiram depois que eu morri, a falta que eu fazia para eles. Não muito depois da minha morte todos se mudaram do bairro, foram para longe, nunca mais os vi. Mas agora não era hora de pensar nisso, tenho que continuar com meu plano.
- Ah, sinto muito. Então quer dizer que a gente tá sozinho aqui?
Minha primeira investida.
- Hã, é... sim, a minha irmã saiu pra balada.
- Sei... Me leva pro seu quarto. - Dei uma mordidinha no lábio e fiz a minha melhor cara de safada.
Hein? P-pro meu quarto? Mas pra quê? - Ele estava começando a ficar nervoso.
- Pra gente transar.
Segunda investida.
Passei a mão na calça dele, bem naquele lugar, e aproximei meu corpo do seu, ele agora estava bastante nervoso, mas com toda certeza, não iria resistir ao meu encanto fantasmagórico. Minha boca quase encostando na sua, quando ele tentou me beijar eu recuei e me virei de costas, meu bumbum roçou em uma região que já estava ficando dura. Eu perguntei:
- Você quer?
Ele passou a mão na minha cintura e tentou levantar o meu vestido.
- Quero.
Sei muito bem como enlouquecer um homem, muitos anos de prática.
Subimos as escadas para o segundo andar e fomos direto para o quarto dele. Também era pequeno, três por quatro metros, cabia ali apenas a cama e um guarda-roupa. Eu o empurrei para a cama e olhei para fora do quarto através da janela, tudo escuro. Fiz um gesto com a mão e as cortinas roxas se fecharam imediatamente.
- Como que tu fez isso? - Ele me olhou com uma expressão de pavor.
Meu vestido se abriu e caiu no chão revelando o meu corpinho delicioso. Sua expressão mudou novamente, de apavorado para impressionado.
Fechei a porta do quarto e girei a chave. Me aproximei da cama, subi em cima dele e lhe dei um beijo bem gostoso. Senti seu pau ficar cada vez mais e mais duro.
Era agora, ia acontecer.



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