"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-3


autor: Rosário
publicado em: 29/08/17
categoria: bdsm
leituras: 403
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(Continuação)
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Então, sem esconder o desagrado e embaraço, peguei nas minhas coisas e, em silêncio, preparei-me para sair. Na realidade, eu até teria adorado as brincadeiras eróticas da minha amiga Luisinha, desde que não houvesse ninguém a assistir, mas a presença da D. Clarisse era confrangedora e alterava tudo.
E foi isso mesmo o que eu lhe disse quando ela, nessa mesma noite, me telefonou. Ia a escrever que o fizera para me pedir desculpa, mas Luisinha não é mulher para pedir desculpas a ninguém. De qualquer forma, ela não precisava de ser muito inteligente para se aperceber de que, a partir desse número da Revista, eu adquirira um grande poder, não só em termos editoriais como financeiros: bastava que amuasse durante um par de meses para que a publicação se confrontasse com a debandada de umas centenas de leitoras, e não era eu quem iria perder mais dinheiro com tal descalabro.
Senti, pois (e claramente desde o início do telefonema), que ela estava nervosa; e a conversa arrastava-se, pontuada pelo meu silêncio, quando dei por mim a sentir um estranho prazer na situação que ela criara!
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— Estás chateado comigo? — perguntou-me, por fim, quando se cansou das minhas evasivas.
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Sem entrar em pormenores desnecessários, dei-lhe a entender o que se passara.
Luisinha, então, respondeu com uma gargalhada nervosa, fazendo de conta que só nessa altura se fizera luz no seu espírito.
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— Ah, sim, humilhei-te um pouco na frente da Clarisse. Mas foi só um bocadinho... Ando há muito tempo para fazer isso, e hoje não resisti. E sabes porquê?
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Esperou que eu quebrasse o silêncio e, sem alterar o meu desagrado, lhe pedisse para prosseguir.
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— Imaginas quem foi que escreveu a carta que eu deixei para o fim?
— Quem?! — perguntei, temendo a resposta.
— Não, não fui eu, meu querido. Foi a nossa ingénua de trazer por casa!
— A sonsa da Clarisse? Não é possível! — explodi.
— Sim, essa. Ela nem sonha que eu adivinhei, mas não era preciso ser nenhum génio para comparar os caracteres de duas máquinas de escrever.
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Luisinha tinha ganho a parada, pois a situação invertera-se, e agora era eu que estava nas mãos dela, precisando absolutamente de saber como sair de tão insólita situação!
Apercebendo-se disso, deve ter sorrido, e prosseguiu:
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— Ela anda doidinha por ti, mas tu não lhe ligas nada, pois já se sabe que não é o teu género. Mas, se quiseres, podemos divertir-nos um bom bocado, só para ela não nos tomar por idiotas.
— E então...? — perguntei.
— Basta que faças o que eu te ordenar — respondeu ela, dando ênfase a esse verbo perturbador — No fundo, tu adoras obedecer-me, confessa lá!
Eu não disse nada...
— Vamos, vermezinho, confessa lá que adoras a tua patroa! Custa-te muito responder sim?
— Sim... — respondi eu, já quase sem respirar — Então o que é que é preciso fazer?
Ela riu-se, sentindo-se ainda mais senhora da situação, e respondeu com uma pergunta:
— Tens à mão o teu caderno de apontamentos?
— Claro, como sempre — retorqui.
— E tens a mão esquerda a segurar no telefone?
— Sim, tenho... — respondi, estranhando a pergunta.
— E a tua mão direita está livre? Ou será que estás a fazer uma coisa que eu cá sei, enquanto falas comigo? — e deu uma grande gargalhada, a que eu correspondi com outra, mas em surdina.
— Vais então responder a essa nossa leitora tão especial. Toma lá nota, Verme! Obedece e não refiles!
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E, voltando a rir, ditou o seguinte, que escrevi docilmente:
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"Cara leitora,
Recebemos a sua carta, que foi mais apreciada do que possa imaginar, e que nos vai ajudar na redacção do próximo número, a sair brevemente.
Como anunciámos no anterior, será agora a vez de abordarmos a dominação do homem pela mulher ao longo dos séculos — mas sempre baseados em obras de arte, deixando a análise do aspecto erótico para os psicólogos e para a fantasia das boas leitoras como é o seu caso.
Com os nossos cumprimentos, etc."
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A ideia de provocar a D. Clarisse, levando-a a escrever mais e mais, ficou lançada num P.S.:
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"Como sempre, serão publicadas imagens alusivas ao tema. Se Vc tiver alguma que nos possa enviar, ficaremos muito gratos".
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Luisinha sabia perfeitamente que eu não precisava dessa ajuda para nada, pois desenhos, pinturas e gravuras acerca desse tema era o que não faltava nos meus arquivos.
No entanto, era irresistível a ideia de ver (ou apenas imaginar) a austera D. Clarisse a procurar e a escolher imagens dessas!
Além do mais, a gama do sadomasoquismo é muito ampla, pelo que as imagens que o ilustram também o são: desde simples cenas de submissos a fazerem sexo oral ou a serem esbofeteados, até terríveis cenas de tortura de cariz medieval... eu tinha de tudo, mesmo nesse tempo em que nem se sonhava com internet.
Ah! Se a nossa amiga mordesse o isco, o que se seguiria?
Bem... É o que adiante vos contarei...
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(Continua)



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