"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-12


autor: Rosário
publicado em: 08/09/17
categoria: bdsm
leituras: 306
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(Continuação)
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Pouco mais de uma hora se passara, quando recebi um novo telefonema.
Era outra vez Luisinha — pois quem havia de ser? —, e parecia muito nervosa:
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— Falei com a Clarisse. Achei que era melhor esclarecer tudo hoje, ainda antes de começarmos, amanhã, o trabalho das tuas páginas. Ela ficou muito envergonhada, mas disse-me que já suspeitava de que sabíamos a verdade.
— E então? — Perguntei, também nervoso.
— Resolvi fazer um pouco de teatro e mostrar-me muito zangada. Parece que fui convincente, pois ela começou a chorar!
— A chorar?! Mas que absurdo! — Comentei, perplexo.
— Ela sabe que tudo aquilo que fez ultimamente é a confissão de que se sente Dominadora...
— Sim, é claro. E qual é o problema? Para mim, é até muito excitante trabalhar com duas, e não apenas com uma... — E, mal acabara de dizer isso, senti que falara demais!
— Pelo menos na cabeça dela, há vários problemas. Primeiro que tudo, tem medo que eu tenha ciúmes, pois sabe que sou a tua “dona”, e que posso recear que sejas mais atraído por ela do que por mim.
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Esse risco não deixava de ser real:
A minha relação de D/S com Luisinha já durava há muitos anos e era só em “part-time” (quando nos apetecia praticar esse jogo). Por outro lado, Clarisse era uma novidade erótica — tinha-se metamorfoseado inesperadamente, estava bastante provocadora (e muito apetitosa como mulher madura), e confessara, com os seus textos, fantasias que encaixavam perfeitamente nas minhas.
Assim, e se em termos puramente pessoais e de amizade a minha relação com Luisinha era perfeitamente satisfatória, a outra mulher despertava em mim algo diferente, como um precipício onde nos apetece despenhar!
Senti que a conversa estava a entrar em terreno muito perigoso, pelo que resolvi deixá-la falar — via-se que ela ainda tinha muito para dizer.
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— O outro problema é mais complicado... A Clarisse confessou que só se sente dominadora em relação a homens, pois é submissa em relação a mulheres.
— E contigo, como é? — Perguntei, embora já suspeitando da resposta.
— Quando há dias te mandei lavar a chávena do café, deves ter estranhado a quantidade de loiça suja que lá estava. Já deves ter percebido que essa e outras tarefas são com ela. Ainda pensei mandar-te a ti fazer isso (e muitas outras coisas), mas também não lhe quis tirar a ela esse prazer, que sei que é grande — Com essa resposta, Luisinha apenas confirmava o que eu já suspeitava.
— Sim, eu sei que ela faz todos os trabalhos domésticos, mas sempre pensei que era a forma de te pagar o alojamento... – Respondi.
— Em parte sim, mas também não lhe pago um centavo pelo trabalho dela na Revista.
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Ri-me; pelos vistos, era norma da casa não pagar aos empregados!
Ela também se riu, e continuou:
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— Nunca falámos disso claramente. Eu sei, desde sempre, do prazer que tem em me servir; ela sempre soube que eu sei, e isso tem sido suficiente até agora. Temos vivido muito bem assim, é uma coisa tácita.
Resolvi, então, fazer a pergunta que me abrasava:
— Ela, então, é bissexual...
— Sim, e deseja-nos loucamente, a mim e a ti — Eu não esperava uma resposta tão clara! — O pior, coitada, é que ambos somos inacessíveis — rematou.
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Apeteceu-me perguntar “somos inacessíveis, porquê?”, mas achei que o não devia fazer!
Ficámos então algum tempo calados, pois ambos sabíamos que ainda havia muito a dizer, mas hesitávamos.
E, de súbito, disse:
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— Ainda não te contei a parte melhor da história!
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(Continua)




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