"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Cadeira Envelhecida


autor: luah
publicado em: 04/10/15
categoria: aventura
leituras: 1714
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Num lugar sem visibilidade me deparei do nada, era frio, estranho e aparentemente assustador, ao olhar para o chão percebi que havia uma continuidade entre a areia cercada por verde, uma trilha a desvendar.

Caminhando entre a névoa estava buscando uma luz quando vi algo reluzir meio ao longe, indo na sua direção, ponderando os passos com exatidão, ela emanava energia sem igual, transformando o que parecia obscuro em algo sedutor, com gosto a ser desvendado.

Ao passar de alguns instantes a imagem se desfez e um som fez vibrar tudo ao redor de forma gostosa foi um complemento para cessar a névoa e o caminho transcender, a energia cresceu relaxadamente e constante logo após permaneceu.

O lugar parecia familiar num breve piscar, numa fração de segundo quando tudo se esclarecia e o bosque era visível, o ar mais denso ressecando a garganta e os olhos, fazendo o paladar modificar, me encontrou de repente numa cadeira envelhecia sozinha sem ver nada ao redor, fechei os olhos, descansei, desconectei e deixei só a respiração me tomar e assim a minha mente esvaziar.

Algo estava acontecendo à mente relaxou e ao abrir os olhos tudo aconteceu em sincronia, o brilho voltou, o som e fragmentos dos momentos bailavam no ar misturando sensações, o brio fez a essência dominar o ar, se instalou como doce perfume a se propagar.

A fragrância dominando trouxe o breve tocar, um instinto levou a sensibilidade se compor fazendo o corpo todo responder, aumentando o pulsar do coração acelerando seus batimentos, algo singular e primoroso.

A imaginação era sem igual, os sentidos foram acionados, ver o brilho de algo indecifrável, sentir a um cheiro delicioso, ter um contato sutil, ouvir o som que energizava fez o paladar funcionar, a boca ressecou dando a vontade de algo degustar.

O bosque se fez aparecer, tinha arvores, flores, em plena elegância, era um belo entardecer, a imagem era perfeita, pássaros, muito verde, muito primoroso. Deliciando com tanta beleza, o que parecia sem igual ficou venusto quando percebi que um formoso ser estava ali bem próximo todo tempo, sua imagem era sem igual, ele misturava todos meus sentidos, sem descrição só percepção, o brilho do olhar, o perfume, uma mão forte a tocar, a voz roca e viril era de aguçar o paladar.

Ele estendeu a sua mão em minha direção e nada falou, apenas sorriu ao tocar um portal se abriu, já era noite, uma musica num salão com mesa posta pra dois, me conduziu, uma conversa solta adocicada com olhares e afinidades que iam transbordando enquanto jantavam até que resolveram dançar após a doce e saborosa sobremesa que acabou por temperar a junção dos lábios a se enternecerem.

A reflexão do olhar um no outro e o corpo curioso salientaram um chamado para a descoberta, a mão na nuca de maneira dominadora, a pegada e o beijo antes quente, lento e profundo, viera agora desbravador e seguro em afinidades e erotismo.

Conversa desnecessária, cumplicidade carinhos, fez o tempo voar, banhados pelo luar o cavalheiro se fez presente e a dama acompanhou para uma porta simples, que parecia ser mágica, ao se deparar num novo ambiente, havia uma cama tomada de belas almofadas com uma mesinha discreta a acompanhando e um som mediano que alternava musica doces internacionais e o MPB envolvente, o beijo se perdeu entre mãos e o desejo aflorou fortemente em cada detalhe, se fez desnecessárias as vestimentas, só a renda vermelha bastava.

A boca banhada de batom vermelho parecia nua, estimulava os pensamentos dele, junto ao olhar ao ser suavemente degustado e passando a degustar, entre gemidos e sensações que fizeram o corpo ferver, fazendo acontecer  a sensibilidade toda reinar quando uma bruta ruptura se faz, desencadeando um saliente ser , que puxa pelo braço com força pra si, joga forte na alcova e desbrava todo Universo envolvido, explorando profundamente as galáxias alcançando a formosa, exuberante e envolvente, Nebulosa chegando ao ápice indescritível. Os sorrisos indicam que o brilho no olhar já tinha deixado constatado com o abraço aconchegante e seguro a testa sendo beijada, sintonia perfeita, encaixe primoroso, magnífico, exímio.

A música para de repente, o cheiro nem existe mais, a névoa vai tomando tudo e ao olhar rapidamente, só se vê o vazio, ele não esta mais lá, ouço um despertador, é hora de acordar e ir trabalhar depois de uma noite sem igual e eterna.

 

 

Luah.





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