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O Engano


autor: luah
publicado em: 06/10/15
categoria: hetero
leituras: 2074
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O engano

 

 

 

 

 

 

 

            Ao cair da noite, o telefone toca, ela corre para atender.

-          Rafael?!

-          Não, é da casa de Ro?

Era engano, triste ela desligou o telefone e se desvinculou da realidade e pôs-se a sonhar...

 

Lá fora por detrás daquela janela, as flores brilhavam, entre os raios luminosos das lâmpadas da varanda.  Um rosto discreto é visto por ela, alguém a olhava fixo, era ele alto, moreno, olhos sedutores, sorriso discreto, tímido e muito objetivo em seus passos.

Quando se aproximaram, ela tremia sem saber que atitude tomar o que lhe era peculiar, a fala, acabava por desaparecer.

O que fazer então, sorrir e abraçar, foram o caminho.

Aquele abraço era gigante, os braços dele a envolviam por completo, eram frações de segundos tendendo a trilhões de horas, algo loucamente gostoso.

Ao fim dos entrelaces dos braços, ele a olhou profundamente, seus rostos foram se aproximando e entre olhos e a boca, os lábios chamaram uns pelos outros e um leve tocar, os olhos entre abertos, foi doce, terno, devagar, molhado cuidadosamente aquele beijo, entre outro abraço de posse e domínio.

Quando se viram novamente, um sorriso selou aquele momento, as palavras eram desnecessárias.

Ela segurou a mão e o levou para a varanda, esta com um murinho médio, pouco iluminada e bem discreta.  Ao encostar-se ao murinho, Rafael se sentiu mais a vontade, agora a abraçou percorrendo suas costas com as mãos, ora na nuca, ora na bunda, algo envolvido a descobertas, algo aventureiro, ela o beijava na boca, na face por completo, como se estivesse se entregando a ele sem restrições, sem amarras, naquele instante.

Os corpos não poderiam responder melhor, ela com as pernas tremendo de emoção e ele aquecido com moderação, nada para assustá-la, era algo envolvente, erótico, mas não libertino.

Aquele instante, agora passara a ser deles, único, um momento para se conhecerem melhor.

Eles não usaram palavra alguma, só o corpo falava.

Ele passou a mão pela sua panturrilha, num momento mais quente, olhou fixamente, esperou o seu sorriso de aprovação e correu a mão por debaixo de sua saia, joelhos, coxa, era convidativa, envolvida, nada além de aproveitar o momento poderia ocorrer, naquele local envolvido pelo perigo, em pé, Rafael a virou, depois de carinhos compartilhados e a possuiu.

Um barulho de repente abafou os gemidos emanados pelas satisfações da carne, um segundo de silêncio em que unidos como um só corpo, ele a levou ao ápice do gostoso da vida.

Suados, seus abraços eram o contentamento de tudo que a muito esperavam, os dois compactuavam com  o silêncio do encontro, com a descrição do dia a dia, era algo inexplicável e muito sedutor.

De repente o telefone tocou, ela acordou para a realidade, pegou o aparelho e uma voz do outro lado da linha:

- É da casa de Ro ?




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