"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Just a Gigolô - II


autor: LOBO
publicado em: 26/02/15
categoria: hetero
leituras: 1903
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( Para melhor entendimento, leiam antes desta a primeira parte)


Acordei no dia seguinte ainda algo cansado. Mira realmente deu-me trabalho. Aliás, mais tarde fui aprendendo da importância de se estar com o físico em forma.

Meio sonado ainda, fui relembrando a aventura do dia anterior. Por instantes achei que tudo tinha sido só um sonho erótico. Mas chequei minha carteira: lá estava o cartão da Mira. E com uma anotação no verso: Lana, Iguatemi quinta-feira, 14:00 horas, frente aos cinemas. Era real.

Lembrei de Leka. Senti-me confuso: obviamente não éramos namoradinhos, mas eu teoricamente a tinha traído com Mira e certamente ela acabaria sabendo, mais cedo ou mais tarde, do que houve.

Leka tinha viajado com o marido, voltava no domingo. Tínhamos marcado um encontro numa galeria da Rua Augusta na segunda-feira pela manhã.

Dez horas, lá estava eu aguardando, quando recebo um tapinha nas costas:

- Seu safado!...- Leka chegou, e já sabia de tudo...

Virei-me surpreso, mas a encontrei sorrindo.

- Vai ter que me contar tudo! Quero detalhes!...

A surpresa na minha cara foi eloqüente e ela completou:

- Querido: em sociedade tudo se sabe...

Tomamos um café e decidimos cancelar o almoço por um lanche no motel. Aquela casa perto da Universidade tinha sido alugada...

Fui descobrindo que Leka se propunha ao papel de minha cúmplice absoluta. Sempre queria saber os detalhes dos meus encontros com outras mulheres – minhas clientes... Sempre conversávamos sobre isso naqueles momentos de paz, entre uma trepada e outra. Isto a excitava.

Descobrir isso naquele dia deixou-me mais tranqüilo. Até me permitiu solicitar ajuda sobre um aspecto que me incomodava. Assustava-me até.

Mira havia dito: “... Lana é louca por sexo, mas só funciona depois de apanhar...”.

Meus conceitos românticos de então eram mais para aquele em-mulher-não-se-bate-nem-com-uma-flor. SM para mim era uma sigla desconhecida. “Salário Mensal”?...“Sistema de Monitoramento”?...Não esqueçam que eu ainda era, acima de tudo, um garotão quase ingênuo.

Mas nas mãos da professora certa.

Leka naquele dia foi me ensinando: algumas mulheres precisam ter seu prazer estimulado por um clima de dominação/submissão. Que o adestramento as prepara para se libertarem em toda a sua sensualidade. Que o spanking não só as aquece, mas libera-as de toda a culpa.

- Leka, não sou capaz de bater numa mulher! – eu disse, incrédulo...
- Claro que é! Pode começar comigo...

Me falou mais, bem mais sobre as fantasias femininas. Inclusive me apresentando um conceito paradoxal, de que um tapa, uma palmada, não são necessariamente uma agressão. Podem configurar carinhos fortes...

- Ok! Você ainda é um noviço. Evite tapas na cara, não vai saber dosar ainda. Mas deixe a bunda dela vermelha. Eu sei que ela vai adorar...

Dizendo isso, postou-se de bruços, nua, sobre minhas coxas.

- Treine comigo...

Fiquei ali apreciando a bela visão. Ela realmente, afora o resto, tinha uma bela bunda. Mas eu hesitava.

- Vai seu frouxo! Me bate, me faz lembrar que eu sou uma casada vadia que em vez de trabalhar está aqui no motel dando...

Eu ainda hesitava. Tinha, afinal, muito carinho por ela. Mas ela insistia, me provocava mais:

- Ou me bate ou eu saio daqui e vou dar pro primeiro motorista de caminhão que passar. Se tiver um ajudante dou pra ele também, só pra te cornear mais...

- Vagabunda!... - Rendi-me. Vibrei uma palmada que estalou na sua bunda.

- Isso! Bate mais, vai, bate na sua puta...

Continuei no jogo. Ela apanhou minha mão esquerda e a fez segurar suas duas mãos juntas sobre suas costas. Ensinava-me a dominá-la enquanto a mão direita seguia nas palmadas.

A coisa continuou até que sua pele foi se tornando rubra. Leka se levantou e me buscou ávida num beijo.

Tivemos uma nova sessão de sexo. Muito intensa. Mais selvagem, eu diria, que todas as que tivéramos até então.

Depois ainda fui brindado com mais alguns segredinhos, sobre como, por exemplo, tornar a parceira uma cadela, menos incomum do que eu poderia imaginar então, e coisas assim.

Quando nos despedimos no fim da tarde, eu ainda estava algo surpreso, até mesmo chocado com a descoberta desse mundo. Mas sabia de uma coisa: isso me excitava.

Leka fez menção de pagar-me:

- Agora você é profissional...

Repeli.

- Se você fizer isso, nunca mais nos vemos. Não te quero como uma mera cliente. Você é muito especial para mim...

Recebi mais um daqueles beijos inesquecíveis, cuja lembrança me acompanha até hoje.

- Querido! Viajo de novo e volto na semana que vem. Vou querer detalhes de novo. - rimos os dois...

Fiquei entre excitado e preocupado aguardando pela quinta-feira que me traria Lana.

Cheguei cedo ao Iguatemi naquele dia. Tomei um café, dei uma volta pelo mall. Havia alguma coisa em mim que não pude detectar o que era. Não sei bem o que, talvez fosse ainda um certo sentimento de culpa que ainda permanecia. As pessoas me olhavam, principalmente as mulheres, como se eu fosse alguém – mesmo estando vestido de uma forma elegantemente discreta - diverso dos outros que estavam por lá.

Lana chegou com torturantes 50 minutos de atraso. Mas veio deslumbrante. Um vestido longo de um tecido leve, vaporoso, costas nuas, saltos altíssimos que a faziam parecer mais alta que eu. E não era difícil perceber que não usava nada sob o vestido.

Tudo isso mexeu comigo. E já que o jogo tinha essa coisa de dominação, perdi pouco tempo em conversas formais. Agarrei seu braço, cravando de leve as unhas na sua pele bem tratada.

- Cadê teu carro, mulher? Vamos já para o motel...

Os saltos altos não impediram Lana de caminhar rapidamente até o estacionamento.

Chegando ao carro entregou-me as chaves, confessando que estava excitada demais para dirigir. Se ela estava assim, imaginem o “garoto” aqui ouvindo mais essa. Foi mais uma tortura a demora, em meio ao trânsito pesado, tempo para chegar ao motel.

Lana saiu do carro e foi se livrando do vestido ainda do lado de fora, na escada que dava acesso à suíte. Quase arrancou minhas roupas. Entregou-se totalmente ao meu domínio.

As aulas com Leka foram proveitosas. Creio que consegui disfarçar a insegurança que ainda tinha e cumpri com todo o ritual esperado.

Fiz Lana andar nua de quatro, exibindo a buceta como uma cadela de rua.

Chamei-a vadia, vagabunda, piranha, puta...

Botei-a de bruços como Leka me ensinara e apliquei-lhe a energia do Senhor que a dominava. Bati na sua bunda com palmadas vigorosas.

Pude confirmar mais uma vez que Leka estava certa. Lana gostava muito disso: gemia, dela escorria um gozo que molhava minhas coxas.

Depois que sua bunda já ardia das palmadas, fui percebendo como sua excitação se evidenciava. Bela ruiva de 35 anos, americana, ela vivia no Brasil desde os 12. Falava quase sem sotaque.

Mas quando a excitação se tornava mais intensa, não conseguia mais falar português. Gritava sua rendição no idioma materno:

- FUCK ME BABY! I’M YOUR WHORE! DO EVERYTHING YOU WANT WITH ME. EVERYTHING!

Caiu de joelhos. Esfregou meu pau no seu rosto. Chupou-me com fome. Insistiu em receber meu gozo na face.

Com o rosto todo batizado pelo meu sêmen, parou me olhando. Pele arrepiada. Seu corpo tremia...

Depois chupei-a com – mais uma sugestão da Leka – uma cerveja derramada nos seios e na buceta, arrancando gritinhos quase histéricos.

Penetrei-a variando as posições, uma, duas vezes. Descansamos um pouco e então ela pediu-me que a sodomizasse.

Já estava aprendendo que mulheres como Leka, Mira, e agora Lana viam o sexo com uma experiência a ser vivida com toda a intensidade possível. Sem preconceitos.

Aliás, tudo que o preconceito proíbe, para elas tem um sabor especial.

Cliente sempre tem razão. Foi atendida e devidamente sodomizada. Deliciosa...

Seis da tarde, Lana disse que precisava voltar para casa. Não quis tomar um banho antes de sair. Fui descobrindo que Lana, assim como algumas outras mulheres que conheci pela vida, queria sempre eternizar ao máximo os momentos vividos. Queria sempre manter dentro do corpo, pelo máximo tempo que pudesse, os aromas e fluídos do sexo intenso feito.

Apanhou uma calcinha que trouxe na bolsa, vestiu-se e partimos.

Continuou minha cliente por mais uns três anos. Até que seu marido foi transferido para a Itália e ela o acompanhou. Nosso último encontro foi delicioso. Denso e intenso.

Uns dez anos depois da minha iniciação eu já tinha uma situação financeira estável. Isso me permitia fazer viagens pelo mundo. Para curtir, descansar e repor as energias que as clientes consumiam.

Estava pela Itália. Sempre curti muito viajar sozinho. Não é uma boa pedida para inseguros e carentes afetivos – o que obviamente não é meu caso... Requer conhecimento de línguas, mas dessa forma, sem ninguém nos desviando a atenção das coisas, é possível nos integrarmos mais aos lugares por onde passamos. Entender como as pessoas vivem e pensam, aprender bem mais.

Meio da tarde, eu tomava café num simpático restaurante na Piazza delle Cinque Lune, próximo da mais conhecida Piazza Navona, em Roma.

Já com alguma experiência em viagens, eu tinha desenvolvido olho clínico para evitar os lugares freqüentados só por turistas – sempre de baixa qualidade - indo apenas aonde as pessoas locais iam.

Era o caso desta tratoria. Estava ali numa mesa ao ar livre. Numa mesa grande, uns 10 metros de mim, havia um grupo de americanos. Não pareciam turistas, muitos falavam bem italiano, pareciam conhecer o pessoal do restaurante.

Uma lufada de vento vem, e quando a garçonete sai do ponto em que estava entre minha mesa e a dos americanos, vejo cabelos longos ruivos esvoaçarem.

A dona dos cabelos parece sentir-se observada e finalmente olha para trás. Sua face alva de ruiva corou-se. Lá estava Lana.

Estava com marido, conhecidos. Até pensei em ir até ela cumprimentá-la como se fosse um velho amigo do Brasil, mas julguei que isso seria arriscado para ela. Vejo que ela apanha um estojo de pó de arroz na bolsa, e enquanto simula retocar a maquiagem me olha pelo espelho. Garçonetes, clientes que chegam e saem cruzam nosso caminho e quando volto divisar a mesa dos americanos ela sumiu.

Imaginei que tivesse saído, para evitar alguma situação constrangedora. Mas nesse momento a garçonete surge e me avisa que sou aguardado lá dentro.

Sigo-a e dentro do restaurante ela me aponta uma escada.

- Prima porta a sinistra...

Primeira porta à esquerda. Olha para mim com um olhar malicioso que só no Brasil e na Itália é encontrado.

Ah!... O que algumas notas de 100 dollares não conseguem. Subo as escadas já sabendo o que me espera. Bato à porta, descobrindo que se trata de um banheiro. Foi o que os dollares puderam comprar ali.

Lana me abre, vejo que se trata provavelmente do privativo do dono do pedaço. Higiene bem melhor, felizmente, que um banheiro de público.

Lana teve tempo de se preparar. Uma visão inebriante: recebeu-me totalmente nua. Está com 45 anos agora, uns dois ou três quilos a mais, os seios parecem um pouco maiores. Mas continua linda. Noto que a virilha está depilada totalmente. Ela percebe e me explica que na Itália não se acha fácil boas depiladoras que façam aqueles desenhos como aqui...

Que pena! Eu adorava aqueles pentelhos ruivos...

Não tínhamos muito tempo e não podíamos gastá-lo com palavras. Um beijo intenso se deu, ela me ofereceu os seios que suguei com fome e se ajoelhou para chupar-me.

Num instante de indecisão procuramos a melhor situação para uma penetração. Acabamos escolhendo que ela se debruçasse sobre a grande bancada de mármore travertino que havia por lá.

Nesses minutos iniciais ela tentou relembrar o português falando comigo. Mas agora, como era sempre, sua excitação a fazia usar só inglês:

- I want you so bad! FUCK ME BABY! FUCK ME FOR OUR GOOD OLD TIMES…

Ela empinou-se, separou bem as coxas, abrindo-se toda. Tomei Lana dessa forma.

Ainda bem que lá embaixo o burburinho tipicamente italiano do berreiro de garçons e cozinheiros abafava os gemidos dela.

Parecia estar há tempos sem um bom atendimento. Muito excitada, logo teve um orgasmo. Fui para a sua outra entrada. Também parecia há tempos sem uso e a penetração estava difícil.

Lembrei-me de suas velhas preferências. Umas palmadas bem dadas estalam:

- Abre esse cuzinho, sua puta!...

A resposta foi aquele velho grito abafado, bem característico:

- YEEEEEEEESSSSSSSS!!!!!!!!!!

Abriu-se...

Recebeu-me lá como nos velhos tempos. Tivemos um orgasmo como nos velhos tempos...

Ela tinha de correr, antes que sua ausência despertasse suspeitas. Vestiu-se e saiu, pedindo-me que aguardasse uns dez minutos para que não se desconfiasse que estivéramos juntos.

Como sempre, não se lavou ao final. Queria, como de hábito, me manter dentro dela pelo resto tarde.

Quando volto a minha mesa, meu café está mais que frio. Peço a Francesca, a garçonete nossa cúmplice, um cappucino.

Os americanos já haviam saído. Vejo-os lá ao longe, conversando em volta de um carro com as portas abertas. Diviso Lana entre eles. Ela me olha disfarçadamente e continua a conversar com eles. Move suavemente os quadris, como se acomodasse na calcinha meus fluídos que saiam de dentro dela. Finalmente partem.

Ao meu lado, há uma mesa com dois casais italianos. Sinto que as mulheres me olham. Fazem discretamente sinais uma à outra.

Por instante embarco em uma fantasia de fazer um clone de mim e abrir uma filial na Itália. Fantasia interrompida por Francesca, a garçonete, que ressurge.

Em vez do cappucino me traz uma garrafa de vinho tinto.

- Regallo di una amica...

Serve-me. O presente é simplesmente um Brunello di Montalcino, um dos melhores tintos da Itália.

Brindo à minha amiga Lana...

Ah! ... Vinho, mulheres, alegria...

Fico ali meditando sobre minha vida.

Tenho tido acesso a bons vinhos, sempre.

Tenho tido tantas mulheres belas, tão cheias de sensualidade.

Tenho tido alegria de viver bons momentos, como essa viagem, por exemplo.

As mulheres vêm e vão. Não permanecem.

Tomo meus melhores vinhos quase sempre sozinho.

Minhas alegrias são intensas, mas quase sempre fugazes.

Tomo mais um gole do Brunello. Nunca se pode ter tudo, não é?

C’est la vie...

( A continuar...)


LOBO


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