"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Punição e Recompensa I


autor: SubtleDanger
publicado em: 28/02/16
categoria: hetero
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08:00. Bem vestido, cabelo cortado, barba aparada. Eu sei o que fazer, sei como me comportar. Tenho confiança nas minhas habilidades. Estou totalmente ciente dos meus defeitos e me forço a corrigi-los.

“Diogo Yale, por favor, queira me acompanhar”
Me levanto, ajeitando a manga da minha camisa, meu relógio, meu cabelo. A secretária que anunciou meu nome me guiava sem pressa pelo corredor com carpete escuro, olhando ocasionalmente sob o ombro. Eu conheço aquele olhar, mas não tinha tempo pra ele. Não ainda.

Ela abre a porta a minha frente, repete meu nome para a senhora na sala escura, mas aconchegante. A mulher devia ter seus 40 anos, obviamente séria e profissional, me mediu de cima a baixo.

– O senhor tem um currículo impressionante, mas sua experiência na área não é tão grande. Exigimos um certo grau de diligência que somente a experiência é capaz de proporcionar e …

– Eu garanto que sou apto para o serviço. Além da minha educação, me destaco por me adaptar e adotar métodos que garantam a qualidade absoluta nas minhas tarefas, sempre seguindo as ordens e metodologia da empresa.

– Exceto por interromper seu possível empregador. Agradeço a disponibilidade, entraremos em contato.

– Perdão. Me desculpe eu não queria…

– Vá, nos falamos depois.

Droga. Depois de uma interrupção tão brusca na entrevista, as chances é que ninguém retornaria. Agradeci, pedi desculpas novamente, levantei e me dirigi até a porta enquanto a entrevistadora atendia o telefone que começara a tocar.

– Ainda não… Mas ele não… Eu entendo que ele é um bom candidato mas temos que prezar pela…– Eu sabia que era sobre mim. Minha sorte havia mudado? A entrevistadora levantou a mão num gesto para que eu esperasse. Com alegria eu fiquei em pé ao lado da porta, com a mão na maçaneta. – Sim, chefe. Farei com que ele chegue ao seu escritório. – Ela me analisou mais uma vez, não tinha como me constranger a esse ponto. – Entre no elevador a direita, cuidarei para que uma das meninas te encaminhe para a sala da chefia.

– Obrigado.

– Não fique alegre tão cedo. Isso pode significar uma carreira promissora ou o fim de qualquer carreira séria que você pretenda seguir. Tome cuidado com o que vai dizer e não se atreva a interromper mais ninguém hoje. Agora vá.

Como eu havia dito, aprendo com meus erros e não faria de novo. Entrei no elevador. Exceto pela mesma moça que me guiou antes me esperando na porta do elevador, o andar estava vazio. Fui escoltado até uma porta de vidro embaçada com o nome “Diretoria” escrito. Entrei. A sala era extremamente clara, estéril, perfeitamente organizada. Quase não havia sombras por conta do dia nublado, deixando o ambiente ainda mais brilhante e frio.

– Bom dia, senhor Diogo. Como está? – A voz era feminina. Uma voz firme, cadenciada… eu não estava preparado para aquilo e nem para o que viria a seguir.
Ela lentamente deixou de olhar para as folhas na mesa e me encarou com seus grandes olhos verdes, claros como os meus, destacados por uma sombra escura cujo efeito me cortava ao meio; A boca coberta numa leve camada de batom de cor natural, lábios semi-abertos, cabelos castanhos num coque quase solto… aquilo me desconcertou. Minha concentração foi pela janela, um certo volume começou a aparecer nas minhas calças.

Tinha que sentar e tinha que ser rápido.

– Agh…E-Estou ótimo. Estou muito bem. Obrigado.

– Que bom. Deixou a eloquência no elevador? – Aquela voz… um leve tom de sarcasmo, a sobrancelha arqueada, o olhar fixo. Eu estava perdido.

– Eu.. ahg.. perdão é só que por um momento achei que a entrevista estava perdida. Obrigado pela oportunidade.

– Diogo, a entrevista não está ganha ainda. Você está aqui porque se destacou. Tem traços de liderança, tem coragem, mas seu caráter impulsivo e sua facilidade em desistir pode ser um problema – Ela levantou da cadeira. O pequeno terno executivo devia cumprir seu trabalho em não ter apelo sexual, mas estava falhando miseravelmente. As pernas firmes sugeriam uma rotina de exercícios. Seu caminhar era lento, calculado, provocativo. Ela se movia para fora do meu campo de visão, eu queria segui-la com meus olhos, mas ela tocou o meu rosto me fez olhar para frente. O toque, o perfume. De forma alguma podia me levantar agora, não com aquela ereção pulsando na minha calça. – Mas podemos trabalhar nisso – ela disse perto do meu ouvido.

Sabia que ela me queria olhando pra frente, mas o jogo havia mudado. Voltei meu rosto para ela, fixei meu olhar no dela, a poucos centímetros de distância. Conseguia sentir o cheiro do batom e estava embriagado, louco.
Ela me deu um tapa no rosto e se pôs atrás de mim, segurando meu rosto, me forçando a olhar para frente.

– O que você está fazendo? – Perguntei assustado. Excitado, curioso, mas assustado mesmo assim.

– Te ensinando.

– O quê?

– Comando. Eu falo, você obedece. Você não hesita, não questiona. – As mãos saindo do meu rosto, descendo pelo meu peito – Você está aqui porque tem potencial para muita coisa – As mãos correndo pelo meu abdômen – Está aqui porque eu quero – Finalmente as mãos dela encontram meu pênis pulsando. Ela o aperta, se aproxima do meu ouvido e diz – E hoje você vai adquirir a experiência que lhe falta.

Parte de mim queria rasgar a roupas dela ali mesmo, joga-la na mesa e fuder aquela mulher como se não houvesse amanhã. A outra parte de mim queria ver aonde esse jogo ia dar.

– Comando? – Disse com uma voz fraca, rouca.

– Levante, olhe pra mim. – Obedeci. Olhei o tão fundo quanto pude nos olhos dela, tentando decifrar o que se passava na cabeça daquela mulher.
A partir daquele ponto eu sabia que acabaríamos aquele encontro deitados, ofegando com nossos corpos suados. Dava pra ver no olhar faminto dela e ela com certeza podia ver que meu pré-gozo já havia ultrapassado minha calça.

Ela se aproximou e começou a desabotoar minha camisa. Passando a mão pelo meu peito e seguindo pelos braços, ela fez com que a camisa caísse no chão. Segurando minhas mãos, ela me guiou até a cintura dela. Eu subi, deslizando as mãos até o ombro, tirando o pequeno terno executivo, enquanto minha outra mão desabotoava a camisa dela. O calor do corpo dela, era como se as roupas estivessem aprisionando o próprio inferno.
Já havia sentido que ela não usava sutiã, mas a antecipação de vê-los era insuportável.
Outro tapa. Um empurrão. Ela me jogou num sofá próximo, arrancou meu cinto, montou em mim, arrancou a camisa e enfiou meu rosto nos peitos dela. Eram rosados, firmes, quentes. Eu os apertei com força enquanto deslizava minha língua sobre os mamilos rígidos. Quando tentei chupar com força, recebi mais um tapa. Ela me encarou e disse:

– Comece devagar. Sempre. A força vem depois.

– Não faz isso comigo, eu quero você – protestei ofegante – você está me deixando louco e eu vou acabar…

– Calado.

– Não faz isso…

– Comece devagar, eu não vou pedir de novo. – Engoli a seco, meu coração batendo com força no meu peito enquanto as mãos dela me empurravam no sofá. – Se controle. – E ela agarrou minha nuca, me aproximando aos poucos.

Lentamente eu coloquei meus lábios nos seios dela, lentamente eu massageava com as mãos suadas. Meu corpo gritava desesperadamente para que eu a tomasse com força, mas eu sabia que não devia. Antecipação era a chave aqui, eu havia aprendido.

Suave e então mais forte, algumas mordidas e de volta ao ritmo lento, subindo pelo pescoço, mordiscando a orelha, enquanto pressionava o corpo dela com meus braços contra o meu peito, sentindo o contato da pele. Era como ambos estivéssemos em chamas.
Num movimento suave e firme, fiz com que ela se deitasse no sofá, meu corpo por cima dela. Retribuindo o movimento, ela me puxa e toca meus lábios com os lábios dela. Lentamente. Aproveitando cada momento, eu apenas retribuo na mesma medida, sentindo o sabor dos lábios dela. Sem pressa, uso um pouco da língua, ela também. Meus quadris começam a investir contra o corpo dela, esfregando meu pau nas pernas dela, minhas mãos descem ao vestido dela, o qual eu abro sem esforço descendo um pequeno zíper. Ela não se opõe, eu continuo apalpando a bunda dela com força.

Me ocorre que eu posso mudar o rumo do jogo, ou igualar o placar.

Resolvo parar, olhar para ela. Pela primeira vez, um pouco de surpresa cruza os olhos dela. Eu sorrio, começo a beijar o pescoço dela, descendo pelos seios, mordiscando meu caminho até o umbigo, removendo a saia dela com um sorriso, fixando meu olhar no dela, antecipando o próximo tapa.

Ele não veio.

A saia estava no chão e a calcinha branca dela estava molhada.

– Você estava esperando por mim. Pronta pra mim.

Tirei a calcinha devagar, alisando as pernas, beijando, tirando os sapatos dela e pressionando os pés dela contra o meu rosto. A calcinha estava no chão. Ela sabia o que vinha agora.

– Chupa.

O cheiro, era enlouquecedor. Sou um aprendiz aplicado, não iria com tanta sede ao pote sem antes aproveitar o caminho. Com meus braços, forcei as pernas dela conta o meu rosto, beijando e mordiscando sempre que possível. Ela deixou escapar um gemido de prazer quando me aproximei do interior das coxas, muito perto da vagina. Eu não conseguia mais prolongar aquilo. Usei minha língua para sentir o gosto salgado da buceta dela, forcei a entrada com movimentos firmes, melando meu nariz e minha boca toda com o gosto dela. Meus dedos explorando o interior quente, minha boca percorrendo tudo o que eu podia tocar.
Ela gemia mais alto, forçava minha nuca contra sua vagina com cada vez mais vigor.

Sem aviso ela puxou meu cabelo, me afastando dela. Girou o corpo se soltando de mim e me colocando por baixo, puxou minhas calças e num só movimento tirou minha boxer com meias e tudo, jogando tudo pro outro lado da sala. Enquanto me olhava, ela deixou uma fina linha de saliva cair sobre a cabeça do meu pau, que já estava doendo de tão duro. Abocanhando tudo de uma vez, ela engoliu minha rola, forçando cada centímetro para dentro da garganta.

Eu estava no céu.

Mais um pouco e eu iria explodir na boca dela. Eu estava suando, gemendo cada vez mais alto enquanto ela descia até o meu saco e voltava para o meu pau, chupando como se fosse a última coisa que ela fosse fazer na vida.

– Eu vou gozar.

– Não vai não.

– Eu vou.

Outro tapa.

Olhando pra mim, nua, ela montou em mim e começou a me beijar. Mais uma vez eu agarrei ela com força nos braços, eu queria ela colada em mim. Eu queria estar dentro dela. Com os dedos dentro da vagina dela, eu sussurrei ofegante:

– Eu vou fuder você.

– Vai? – Ela respondeu, quase sem conseguir falar.

– Aham.

– Como?

– Com força.

E posicionei meu pau na entrada na buceta quente e molhada dela. Devagar, ela sentou, gemendo enquanto eu entrava nela. Éramos um. Podia sentir a pressão dentro dela me puxando ainda mais pra dentro. Comecei a me movimentar. Separando a bunda dela com as minhas mãos, forçando aquele rabo contra o meu quadril, entrando e saindo, ganhando ritmo. Cada vez mais forte, e mais forte, e ela gemia mais alto e mais alto, o barulho do impacto dos nossos corpos ecoando pela sala.

Num movimento, fiquei de joelhos e virei ela contra mim e, de costas, voltei a fuder ela. Passei meu braço pelo pescoço dela, forçando ela até mim enquanto ofegava e gemia no ouvido dela, mordendo e chupando o pescoço e os ouvidos.

– Fode, essa buceta!

Aumentei a força.

– Mais forte!

Tive que empurrar o corpo dela pra frente, deixando ela de quatro. Enrolei o cabelo dela na minha mão e meti com força, tanta força que o barulho que nossos corpos faziam quando colidiam era quase mais alto que o gemido dela.

Ficamos assim por alguns minutos, aumentando e minuindo o ritmo até que eu não pudesse mais me controlar.

– Eu vou gozar.

– Eu quero na minha boca.

– Você vai ter.

– Quero tudo.

– Cada gota.

Tirei o pau de dentro dela, ela se ajoelhou e começou a me chupar. Aquilo ia ser mais rápido do que eu imaginei. Não demorou muito e eu explodi na boca dela enquanto ela ainda estava com metade da cabeça da minha rola na ponta da língua, deixando algum pouco de porra escorrer pelo lado da boca. Eu passei o dedo no rosto dela, colocando as últimas gotas pra dentro enquanto ela chupava meu dedo.

– Delicia. Agora se veste. – Ela disse, enquanto se levantava.

Aquilo me pegou de surpresa.

– Ah…

– Não está esperando uma aliança, está?

– É só que… O que diabos aconteceu aqui?

– Você aprendeu. Comando e antecipação. Obviamente você tem talento pra seguir ordens, se adaptar e liderar. A parte de liderar…hum… foi uma delícia. Você agora trabalha pra mim, começa na segunda-feira.

– Obrigado…Eu acho. – Respondi enquanto pegava minhas roupas espalhadas por toda sala. Ela colocou apenas a saia, sentou na mesa, arrumou o cabelo e voltou a olhar para as olhas na mesa como se nada tivesse acontecido. Como se os seios dela não estivessem a mostra, como se minha saliva não estivesse ainda secando ali.

– Isso vai acontecer de novo?

– Provavelmente não, mas eu não tenho bola de cristal. Feche a porta quando sair, Diogo.

Os olhares quando eu saí do elevador me trouxeram de volta do devaneio, mas eu não me importava em estar com minha camisa fora da calça, meu cabelo bagunçado e um sorriso besta no rosto.
A única coisa em que conseguia pensar era que eu mal podia esperar pela segunda-feira.
Até que me ocorreu que eu não sabia o nome dela...E de repente a segunda-feira ficou ainda mais distante.



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