"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Dentro do Palco


autor: LOBO
publicado em: 16/04/15
categoria: hetero
leituras: 4987
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A vida às vezes nos presenteia com uma surpresa.

Somos apenas um homem e uma mulher. Cada um de nós com seu cotidiano e rotinas. Nada que nos aproximasse. Mas o destino fez nossos trajetos cruzarem-se uma vez.

Essa única vez bastou para que uma centelha de desejo brilhasse nos olhares.

Gerou dúvidas, gerou curiosidades. Nos fez nos buscar um ao outro pelas páginas virtuais da net. Nos fez trocar revelações e segredos. Gerou mais, gerou desejos.

Estou pensando em você agora, mulher...

Portanto, se mesmo estando em meio aos afazeres de teu cotidiano, você repentinamente se sentir longe, isolada de tudo e de todos, não estranhe.

Se, mesmo vestindo as roupas discretas de um dia trabalho, subitamente vê-las transformarem-se, tornarem-se dotadas de brilhos, fendas, transparências...Tudo tomar um sabor de sutil provocação, igualmente não estranhe.

Tampouco se assuste, se a lingerie comportada do dia a dia se transformar, tomar formas ousadas, num soutien que emoldura teus seios, numa calcinha diáfana que mais te exibe que esconde, que suavemente te entra.

Pronto! A cena inicial está montada.

Estamos dentro do palco...

Tudo já foi preparado e agora entra em cena a personagem. Uma você que certamente poucos, muito poucos, imaginam existir.

Agora te olho. Num encantamento que quase me faz esquecer a postura de comando que o momento exige. Mas - à duras penas...- controlo-me.

Sei que o momento me pede a postura de um regente de uma sinfônica. Você é a orquestra. Cada parte de teu corpo um instrumento. Cabe a mim extrair notas musicais de cada um deles, fazendo teu corpo reverberar na partitura que seguiremos juntos pelas próximas horas.

Mas primeiro a orquestra deve se apresentar. Sabendo bem disso, você se posta de pé ante mim.

Estarei sentado e atento a você. Olhar rigoroso e exigente.

Uma ordem nem será necessária agora. Como se cada músico da orquestra estivesse retirando de suas malas os instrumentos que irá tocar, você tira, com a calma e lentidão necessárias a esta liturgia, cada peça de tuas vestes.

Ah!...Você não me engana!

De nada adianta manifestar uma certa hesitação, de nada adianta mostrar alguma timidez. Eu sei muito bem da cortesã devassa que estou libertando agora das amarras do cotidiano.

Continue! Até tua completa nudez...

Novamente tenho de me conter. Claro que uma ereção incontida me toma. Te vejo morder os lábios ao notá-la, evidenciada, mesmo dentro das minhas roupas.

Mas estamos só no adágio inicial da nossa sinfonia. Tempo para te olhar, admirar tua nudez, te ver cada vez mais senhora de teus desejos, abandonando quaisquer resquícios da velha timidez que ainda permaneciam. Não há lugar para recatos no nosso palco. Você bem o sabe. Exibe-me teu corpo, aponta-me como setas a desferir teus mamilos eriçados. Separa as coxas para que possa pressentir o almíscar secretado em teu sexo.

Vamos passar do adágio para um andante con moto. Te ordeno que se poste contra a parede. Mãos sobre a cabeça, apoiadas na alvenaria, te sustentam, pernas separadas, quadris movidos para trás.

Fique assim.

Talvez te mande manter os olhos cerrados, ou te coloque uma venda. Tanto faz. Você ouve que me dispo, sente que me aproximo, percebe o calor de meu corpo na tua pele. Sente que meus olhos te perscrutam, detidamente, intimamente...

Hora do regente conferir os instrumentos de sua orquestra: minhas mãos viajam por teu corpo, cada curva tua. Tomam teus seios, acariciam, apertam, fazem os mamilos girarem. Descem pelo teu colo, teu ventre. E tal como se esperava, molham-se em teu sexo.

O andante con moto sugeriu o tema, que agora se desenvolve no allegro. Momento de se abrir tua Caixa de Pandora e libertar definitivamente a devassa que ali se esconde no cotidiano. É preciso despertá-la de seu sono.

Puxo com algum vigor teus cabelos para volte a cabeça para atrás, de forma a ouvir bem todos os comandos que te serão agora sussurrados. Te falo na forma mais direta e crua. Aqui as palavras ganham outro diapasão, não há censuras, quanto mais proscritas lá fora, mais dotadas de significado e brilho aqui.

Te digo que te farei toda minha!

Subitamente, você sente uma ardência, uma calor que te sobe. Junto com as palavras quentes, mais quente ainda uma palmada vigorosa vibrou nesse teu derrière tão macio, que treme num harmônico, ao dissipar a energia recebida.

Outras se seguem, até que tua pele se aqueça e se torne rubra como o desejo.

Até que tuas carnes se tornem ainda mais macias.

Até que você apresente tua rendição.

Então, podemos passar do allegro para um allegro vivace.

Te faço girar o corpo, ajoelhar-se ante mim. Então sente que uma carne dura e úmida passeia pelo teu rosto. Passa por teus lábios, tal qual o batom de uma cortesã, desenhando neles os mais libertinos desejos.

Você me recebe em tua boca.

Reverencia com tua língua sequiosa o membro que você faz estar tão rígido.

Te faço sentar-se sobre meu pé. Desta forma, assim enquanto me suga com toda tua sede, eu posso massagear com meus artelhos a tua fornalha.

Ah! Minha querida: que dúvida! Fechar meus olhos, para direcionar todas as minhas energias para te sentir em tua envolvente volúpia, ou mantê-los bem abertos, e assim me extasiar com a visão da tua entrega?

Assim seguiremos. Cacheando teus cabelos em minhas mãos, tomo com suavidade e vigor tua cabeça, te dou movimento.

Até nossa parceria se consumar neste primeiro ato, liquefazendo em tua boca toda minha essência masculina.

Iniciaremos o segundo ato com um presto. A cena agora se dará na mesa de jantar.

Te coloco lá, deitada sobre o tampo, para que me sirva de você.

Para te percorrer em língua por inteira. Para sugar teus seios com fome. Para beber em teu sexo com a voracidade de um naufrago faminto.

Até arrancar de tuas entranhas um orgasmo e então selarmos o fim deste segundo ato com um beijo totalmente cúmplice: teu sabor na minha boca saudando o meu na tua...

A sinfonia há que continuar. Os demais atos serão encenados no leito. Serão todos vivacíssimos...

Nos fundiremos num só corpo, até que uma eletricidade nos percorra, nos unindo nessa celebração de prazer.

Sem esquecer da ousadia profunda, que só as musas especiais sabem conceder, e em novo ato retomar o tema por uma nova entrada...

Minha querida: há momentos e situações em que as palavras não são suficientes para demonstrar toda a intensidade, toda a densidade de uma ação dramática.

Melhor fazer uso de eufemismos, citações em paralelo, paráfrases. Deixar a mente voar livre e celebrar todo este querer.

Como te quero agora...

Há raras vezes na vida em que o destino nos presenteia.

É desta forma que, encantado, agora te recebo...

LOBO





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