"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Quem Pega Entende


autor: Peristilo
publicado em: 27/02/15
categoria: casual
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Sabe aquela situação chata de ônibus lotado em que você vai sentado no lado do corredor, e chega um macho feio e começa a se esfregar no seu ombro? Quem anda de lotação sabe do que estou falando. Não é porque o cara queira ficar roçando em você. A culpa é da falta de espaço, das pessoas que passam por trás e empurram o infeliz nas costas. E cada curva que o ônibus faz é aquela coisa desagradável de sentir um marmanjo se esfregando no seu ombro. À vezes vem bem perto da nossa cara. Se você é macho violento, como eu, dá até briga.

Pois bem, naquela noite, quando eu voltava pra casa depois da faculdade, aconteceu isso comigo. Mas não exatamente assim, graças a Deus! Na verdade, foi o inverso disso. Não era macho feio, não; era fêmea bonita, cheirosa, de buceta grande e estufada numa calça de malha amarela. Vinha bem coladinha no meu ombro, roçando o tempo todo. Às vezes, quando alguém a empurrava atrás, chegava a bater a buceta na minha cara.

- Desculpe!

Eu sorria e a desculpava. Mas vinha uma curva mais forte e... outra bucetada de cheio!

- Ai! desculpe!

Buceta carnuda e cheirosa, batendo no ombro e na cara. Não é pra desculpar, é pra agradecer!

Loira original, madura, com olhos claros e um ar inocente. Pintinhas marrons pipocando pelo pescoço.

Notei esses detalhes só minutos mais tarde. A buceta gordinha no meu ombro me tomava toda a atenção.

Veio de novo bem perto do meu nariz. Aspirei fundo. Ahhhh! O cheiro de buceta suada me fez sorrir por dentro. Um dia inteiro de trabalho com a mesma calcinha! Aroma gostoso que só homem de verdade sente e sabe apreciar.

Dentro das minhas calças, aquele incômodo crescendo, e a dor dos pêlos esticados presos no prepúcio. E a vergonha de dar aquela ajeitada? Se pusesse a mão sobre a calça, chamaria a atenção pelo volume. Fiquei cobrindo com os livros, fechando os olhos como se cochilasse, o cacete saltando dentro da cueca cada vez que eu sentia no ombro o montinho quente e macio.

Depois de um tempo, trocou as desculpas pelos sorrisos. Carinha de inocente ou de sonsa? Difícil de dizer. O melhor era me comportar e não pensar bobagens.

Mas às vezes, quando eu virava o rosto, dava de cara com a danada, fazendo uma curva do pé da barriga até o entre-pernas, rechonchuda, com a fenda engolindo a malha da calça indecente.

Apesar do prazer que me dava, eu não podia ser tão mal educado. Levantei rápido pra lhe oferecer o lugar. Me agradeceu com outro sorriso.

Porém, pra que ela se sentasse, foi aquela dificuldade. Tanta gente nos imprensando que ela ficou meio entalada entre mim e o ferro do banco. A mulher do lado afastou as pernas pra ela passar, mas ficou presa por alguns segundos, com o bundão gostoso encaixado no meu pau e a buceta espremida contra o ferro do assento. Fazendo força pra se desentalar, machucava-me dentro da cueca. arrancando de vez aquele último pelinho que tinha ficado preso.

Posição constrangedora: eu de pau duro colado nela por trás, e ela com a buceta presa no ferro. Por alguns segundos ficou assim, levando ferro na frente e pau duro atrás.

Quando enfim conseguiu se sentar, levantou a cabeça e me deu outro sorriso, agora com o rosto muito corado, talvez por ter sentido a rola dura na bunda, talvez só pelo esforço que fizera pelo aperto.

Então era isso: papéis invertidos agora. Ela sentada comodamente e eu de pé com o pau muito perto de seu rosto.

Se eu não tivesse conseguido ajeitar as coisas dentro da cueca, o volume teria ficado evidente demais.

Eu fazia muita força pra não me encostar nela, pra evitar qualquer mal-entendido, mas era difícil. Me deram um esbarrão nas costas e eu cai por cima dela. Pedi desculpas e ela sorriu, simpática.

Naquela noite, se não tivesse sido por ela, eu teria me arrependido de ter saído mais cedo da faculdade e entrado naquele ônibus lotado. É que não queria perder o jogo da seleção faltando apenas alguns meses pra começar a Copa do Mundo.

Em pouco tempo ela se levantou. Ia descer. O ônibus estava menos cheio agora. Contudo, pra passar por mim, se complicou de novo. O bundão roçou na minha virilha e quase me desequilibra. Se você tem bunda grande, é assim em ônibus lotado. Fica entalada fácil. E não reclame se tem um cabra atrás de você na posição de te enrabar; não é culpa dele.

Depois que se adiantou uns dois passos, olhou pra trás e me pareceu dar um sorriso de agradecimento.

Em breve ela desceria do ônibus e me passou pela cabeça descer também, mesmo estando ainda longe do meu bairro. Ela tinha duas grandes sacolas e pensei que pudesse pedir pra ajudar a levá-las até sua casa. Seria um bom pretexto. Levantei-me e dei um jeito de vencer o aperto e me posicionar por trás dela.

Aconteceu, porém, que o ônibus ficou parado num pequeno engarrafamento. As pessoas começaram a empurrar minhas costas e novamente me vi obrigado a colar no rabão empinado.

Nossas cabeças ficaram bem juntinhas. Parecia até coisa de namorados se agarrando, na maior safadeza, apaixonados. Dava pra sentir o perfume gostoso dos cabelos loiros, e pra ver de perto as pintinhas em volta do pescoço. Pescocinho branco e levemente suado, mas cheiroso! Minha vontade era de beijar, ou morder. Contentei-me em ficar apenas cheirando e quase babando atrás. Olhando pra baixo, só via nossos corpos unidos, ela quase abraçada por mim, com aquela bunda redondinha suportando toda a pressão que eu fazia atrás.

As pessoas ficavam empurrando minhas costas, me jogando contra ela, que estava entalada e não conseguia ir mais pra frente. O pau muito duro, tinha escapado da cueca e estava quase livre e solto dentro da calça, ameaçando romper o jeans. Era difícil ela não o sentir entre as nádegas, com aquela sua calça tão fina e colada. Perdi o controle e comecei a empurrar de propósito, com força. Tinha quase certeza de que ela iria se virar e me dar um tapa na cara.

Mas nada de tapa. Ficou quietinha, com a minha rola dura encaixada entre as nádegas.

Engarrafamento pequeno, mas que durou um tempo bom, muito bom. Continuei insistindo em lhe dar uns trancos de leve, como se a penetrasse.

Ela permaneceu sem reagir ou reclamar. Só podia ser mesmo uma mulher muito compreensiva. Eu não queria acreditar que ela estivesse gostando da esfregação, pois não parecia o tipo pra tanto. Mas às vezes a bunda vinha mais pra trás e me deixava na dúvida. Estava se esfregando em mim? Ou era o balanço do ônibus?

Quando eu a olhava assim de perfil, ela apresentava um ar distraído, de quem está com o pensamento distante, sem ter consciência do abuso. Tem mulher que é assim mesmo, distraída, avoada.

Se eu tivesse a certeza, desceria do ônibus junto com ela. Iria aonde ela me levasse. Talvez à casa dela, se morasse sozinha. Ou a um motel, ou até qualquer local público mais reservado. Ah! se pudesse tirar aquela calça e me ajoelhar por trás pra enfiar a cara bem no rego daquela bunda suada!

Me agradava fantasiar que era a bunda de uma dessas mulheres mais velhas que ainda não experimentaram todos os prazeres, e que só estão esperando o homem certo pra se entregarem plenamente. Eu seria o cara certo pra ela naquela noite. Iria obrigá-la a fazer o que sempre desejou, mas nunca teve coragem de tentar. Desceria a calça colante e ficaria louco com o cheiro da calcinha. Calcinha fedidinha, meio melada com os sucos da xoxota. Fuçaria como um porco em toda sua intimidade.

Fantasiei essas loucuras dando golpes de virilha contra o traseiro dela, esfregando com força também. Senti que estava prestes a gozar e que minha calça ficara melada onde a glande pressionava.

Finalmente ela se afastou, deixando um vazio entre nós, e uma sensação ruim em mim que não sei definir. O ônibus tinha parado, e as pessoas desciam. Dei um passo pro lado pra dar passagem pra quem vinha de trás. Observei-a de longe, e ainda esperava que ela me desse aquele sinal mais claro, uma última olhada pra trás talvez, ou talvez outro sorriso daqueles. Mas ela foi descendo sem se virar. Não vi mais o sorriso lindo.

Melhor era esquecer e ir pra casa. Se isso fosse estória inventada, teria sido muito fácil descer com ela e segui-la, pois em estórias inventadas tudo é possível e, se você quer, não fica frustrado e se sentindo sozinho. Mas a realidade é diferente. Você não sai assim atrás de uma estranha, perseguindo-a no meio da noite por um bairro desconhecido só porque você imaginou que ela te deu mole dentro do ônibus! Não é bem assim que acontece na vida real. Você precisa de uma certa garantia, na falta de uma palavra, ao menos um gesto que convide sem equívoco.

Bem, ao menos era isso que eu pensava na época. Não quis acreditar que aquela mulher maravilhosa estivesse mesmo disposta a dar pra mim, eu, um completo estranho pra ela. Quais as chances de ser real? muito poucas!

Então deixei que ela se fosse. Segui o bom-senso e esperei o ônibus partir. Ia assistir ao jogo da seleção, ver o Ronaldinho Gaúcho jogar mal de novo com a camisa amarela, e ouvir o crápula do Galvão Bueno discutir com o Arnaldo.

O ônibus partiu. Corri pra janela, já sentindo saudades. Então a vi, já distante, ficando eternamente pra trás, parada com as sacolas na mão, meio indecisa sobre que rumo tomar. Parecia até que procurava por alguém entre aqueles que haviam descido.




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