"Os mais excitantes contos eróticos"

 

No silêncio da noite, surpreendido sou.


autor: Chronos
publicado em: 27/07/16
categoria: romance
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A noite foi bem inusitada. Permita-me relatar:

No meio da madrugada, sinto o calor de seu corpo procurando se aninhar ao meu redor. E cada gesto parece reclamar minha atenção. A gente havia brigado e estávamos chateados com a situação.

Inicialmente eu a ignoro, e verdadeiramente eu queria muito dormir, mas sou provocado a dar meu calor a ela, e ela corresponde, busca algo mais.

Nosso filho, há uns momentos antes reclamava do seu sono: Ou era um sonho agitado, ou então a inquietação pelo calor em seus cobertores. Felizmente ele não dorme em nosso quarto, como há algum tempo atrás permitíamos, porém, o estado sempre alerta de sua zelosa mãe, ao menor movimento de nosso filho ela se prontifica a assisti-lo: Não era nada preocupante. Volta ao seu sono, agora não profundo.

Eu estava de costas para ela, olhos cerrados, porém sigo meu instinto de proteção e resolvi abraçá-la também. Ela se vira de costas, e encaixa seu quadril em minha virilidade outrora embalada profundamente, agora desperta e agitada pelo toque do seu corpo.

Um leve despertar dela volta seus olhos em minha direção, beijo seu ombro, depois seu pescoço. Então ela se deita de costas esperando minha ação dar sequência.

Sua aparente indiferença desaparece dando lugar a uma linguagem ainda mais agitada do seu corpo, buscando receber meu carinho. Não havia palavras, não havia pedidos... Havia sede!

Sede esta que parecia romper das profundezas escuras da alma e clamar por aquilo que faltava, e nada podia suprir a não ser um ao outro.

Um beijo em seus lábios sonolentos despertam todos os sentidos e logo eles se abrem recebendo uma caçadora investida.

Busco seu outro ombro a linguagem de seu corpo ao expor totalmente seus seios aos meus olhos revela que o campo está aberto a um jogo franco sem nenhum mistério e sem virtude, apenas um desejo maciço e constante( como diria Vinícius em seu Soneto do Amor Total).

Duas almas adormecidas agora despertam para um amor violento, como dois bichos buscando saciar a lacuna de seus abismos interiores. Deslizo sua alça esquerda e tomo seus seios em minha boca. Sugo vorazmente e meu hálito quente em seu mamilo intumescido faz seu corpo arquear para trás. Meu corpo está sobre o seu e um sinal violento do meu centro de comando de prazeres obriga meu coração a bombear mais sangue para meu membro, que ao receber o calor de suas coxas responde com a rigidez que sua vulva e lábios inferiores precisam ser invadidas e saciadas. O primeiro contato ainda com os tecidos que impedem o toque de nossas peles obriga-a inconscientemente a abrir mais suas pernas para receber minha masculinidade.

Mas eu não tenho pressa. Domino seu corpo numa doce tortura a qual ela se submete resignadamente. Desço sua outra alça e tomo selvagemente seu outro seio, chupando, mordiscando, sugando e lambendo-lhe como uma fera. Seus dedos enroscam em meus cabelos despenteados, e apertam minha cabeça contra seu corpo.

Não existe fala, as palavras perdem o seu valor. Nem um gemido sai da sua boca, mas ainda assim ela se abre e fecha com seus lábios entre os dentes: Ela está pronta. Seus olhos me dizem: " Não aguento mais, preenche-me agora, eu te quero!"

Mas insisto que permaneça em seu suplício. Só um pouco mais! Percorro todo o seu corpo, mordiscando seu abdome, dando uma atenção bem demorada em suas coxas, panturrilhas, e pés, e fazendo todo o trajeto de volta. Ai, que delícia: Ela já está encharcada. Invado sua sexualidade inchada e carnuda investindo uma chupada arrebatadora. Nossas respirações estão ofegantes, e em meio e esta noite fria nossos corpos estão enfermos e febris para ter um ao outro. Ensandecida pela carícia que recebe, em um instante sou puxado e deitado de costas no lugar em que ela estava e então senta-se sobre meu rosto, rebolando com minha boca e língua contraindo dentro de si. Aperta seus mamilos, balança seus cabelos e a fragrância de sua feminilidade enche todo o quarto entorpecendo meus sentidos e me fazendo dependente de seu corpo. E então sinto suas coxas estremecerem anunciando o rompimento da barragem que ela inutilmente tentava manter. Seu mel da manhã enche minha boca. Seu sabor me faz te sugar ainda mais. Está tão sensível que libera o primeiro som gutural na calada da noite. E então procura o objeto que ansiava ter dentro dela e o enterra num beijo molhado, carnudo, devasso e profano.

" Isso, sua puta, chupa com vontade, realiza o desejo do seu macho, engole ele, engole! Que boca deliciosa, acordando pela madrugada é ainda mais gostoso...quero ser seu pão todo dia, quero te dar meu leitinho e nutrir seu corpo sempre que quiser!", assim minha mente mundana flui nessa carnalidade.

Estamos encaixados num delicioso 69, e abuso das lambidas e chupadas em sua intimidade. E tomo seu rabinho para mim também, massageio seu grelo encharcado com o dedo e começo a umidificá-lo. Ela para de me chupar e rebola até meu dedo preenchê-la.

Sou sugado por uma puta totalmente possuída e dependente do meu corpo. Quando mais me usa, mais se excita, e rompe em mais um orgasmo alucinante. Então ergue tremulamente seu corpo, e ajeita meu membro cheio de saliva em sua vagina, e sentada de costas para mim, apoiada sobre os joelhos, inicia uma sôfrega cavalgada, agora emitindo audivelmente seus gemidos guturais e seu fluido interior começa a se acumular na base do meu membro super endurecido. Ela dita o ritmo, eu seguro em sua cintura e deixo-a fazer o resto... Que delícia de cavalgada! Ela ta me fodendo, contraindo sua musculatura, empreendendo uma deliciosa tortura que... Aaaah! Eu choro de prazer. Eu não quero gozar ainda, quero curtir mais, e é uma dor saborosa de sentir. Então, com seus glúteos fartos batendo na minha virilha, investe uma furiosa montada , decidida a ser preenchida com meu gozo. Recebo um olhar "babilonicamente" carregado de erotismo, rebola, esmaga meu membro dentro de si, e suas pernas perdem as forças num novo orgasmo... Que espetáculo, é a primeira maravilha da natureza!

Sua musculatura vaginal relaxa, tiro-a de cima de mim e coloco-a de joelhos, para receber meu néctar. Então ela ri como uma puta, abre a boca e puxou-a para engolir meu membro mais uma veze estoco com força para liberar minha essência em jatos abundantes que escorrem pelo canto de sua boca.

Então ela me chama com os dedos e mergulhamos num beijo regado do meu néctar. Estamos saturados de prazer. Desabamos em um sono sem previsão de quando iremos nos levantar. Lanço um último olhar para seu corpo nu e sua boca com meu sêmen escorrido pelo canto. Mesmo de olhos semicerrados, você sorri e balbucia um " bom dia, coração!".

O motivo pelo qual brigamos não importa mais. A paz foi conquistada entre nós com grande e deliciosa violência. Ainda que eu morresse por te amar assim, amiúde deixar-me-ia perecer em seus oceanos!

Nossos nomes não importam ser mencionados aqui.

Quem não quer viver uma noite lancinante assim? Talvez se todos derem lugar ao amor, mesmo na tempestade, ele cobrirá todo o conflito e a paixão será sua espada para cortar todo o embaraço. A paixão é a espada do amor usado da forma correta para corrigir toda a desarmonia.

Toda vez que se dá lugar ao amor, a paixão será a arma da paz. Rancor e paixão juntos é a mesma coisa que o fogo na mão de um incendiário ou um fuzil na mão de um assassino: O estrago e a carnificina são inevitáveis.

Mas as mesmas armas nas mãos daqueles que decidem amar não tornarão nem um nem outro mais justo, porém proporcionarão paz, harmonia e felicidade. Assim creio.


Nota do autor: Dedique esse conto a quem ama e quer bem.




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