"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Minha intensa ex-mulher 3- recomeço.


autor: Chronos
publicado em: 15/08/16
categoria: romance
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Aquelas palavras de Abigail mexeram comigo profundamente. Não era um constrangimento qualquer, era... como eu posso dizer!? Um misto de saudade do tempo que amava-a de uma maneira descomplicada. Época que mesmo quando brigávamos , tudo se resolvia mais pacificamente. Quando foi que minha vida havia se complicado tanto!?

Fui para casa, apenas ouvindo o ronco silencioso do meu veículo, entre uma marcha e outra podia sentir o carro e eu numa sincronia estranha. Parecia que tudo havia parado ao meu redor. Não queria voltar para casa. Queria de fato, após muito tempo, o seio da minha esposa e o abraço do meu filho me acordando para o dia.

Ao adentrar, Inês ainda debruçada sobre alguns documentos, papeladas. Ela levanta os olhos para mim e dá um sorriso meigo. Corta meu coração por tê-la enganado, mas se pudesse, teria deixado ela em seu calvário, com Rodrigo Trabuco.

Uma vez, enquanto estávamos no Vip's, lembram?( leiam Epistemologia do pecado), ela havia me perguntado se doía ainda o passado. O que eu estava sentindo não era dor. Era nostalgia.

Lembrei-me do dia que adentrei ao lar pela primeira vez com Abigail em meus braços para nossa noite de núpcias. Um homem pode casar-se duas, três, quatro vezes ou mais. Mas a primeira vez nunca se repete.

Éramos jovens, inexperientes devido o rigor da criação que ambas famílias nos guiaram. Não que isso fosse ruim, pelo contrário. Graças a isso eu não me tornei um devasso como muitos amigos meus que... Bem, deixa pra lá.

Eu lembrei do dia: Um longo momento de contemplação e celebração pelo momento mágico que a vida me proporcionou: Estava com aquela que cria ser a única mulher da minha vida. Ambos nervosos, porém ansiosos para a entrega absoluta.

Queria ajudá-la a despir-se do vestido de noiva, mas ela ainda com vergonha de revelar sua intimidade pra mim. Estava pálida de medo, mas resignadamente aguardou até o último botão ser tirado e o longo vestido e a cauda abandonarem de vez a sua castidade em uma entrega absoluta ao seu único amor.

Inês: Que houve, amor!? Parece tão distante!

Eu: Perdão, é que tô meio cansado, preciso relaxar um cadinho.

Inês: A sua cara diz o contrário, rs. Parece distante, sim. Mas parece em paz. Esteve com Joshua, né!? Correu tudo bem!?

Eu: Ah, rs. Verdade. Hoje quis que eu comesse com ele e contasse uma história pra ele dormir.

Inês: Ah, que bonitinho!- bonitinho até certo ponto. Inês reagiu tranquila, mas creio que mulher alguma fica tão relaxada sabendo que seu amado está na casa da primeira, ou da anterior. Isso não funciona na cabeça de ninguém a menos que não tenha nada, nada mesmo entre as partes. Ela sabia que Abigail tava quieta, mas não morta.

Inês: Abigail vai bem!?

Eu: Acho que sim, rs.

Inês: Bem não quer dizer excelente, não é verdade?

Eu: Ainda fica feliz por minhas conquistas profissionais. Cumprimentou-me pela reviravolta de agora há pouco.

Inês: Confesso que tudo isso levou você a um estado de euforia que nunca o vi assim. Mas se você está bem, eu também estou. Eu tava aqui vendo alguns contatos de clientes, e me deparei com... Essa aqui!

Era a Stephanie. Obviamente ao mudar totalmente sua rotina de vida, não havia se dado conta que a psicóloga amante do ex era minha cliente. Olha como a vida dá voltas! Agora Inês, ao assumir meu posto na corretora de seguros, teria que lidar com seus fantasmas.

Eu: Olha, se isso for difícil para você, eu...

Inês: Fica relax. São águas passadas, eu tô muito melhor agora. Graças a você.

Eu: Você iria saber de um jeito ou outro. Não mereço crédito por isso!

Inês: Merece sim! Imagina se eu iria excluir você, que foi meu amor, ouvinte, e... rs, ah você sabe.

Eu: Sei do que, rs?

Inês: Cala a boca e vem me dar um beijo, vem!

Sou silenciado com um beijo carinhoso e muito molhado da minha ébano. Deveria dizer minha, se meu coração estava assombrado por Abigail?

Procurei esquecer as lembranças das núpcias, mas faltou-me tranquilidade. Estava agitado, e não consegui esconder isso muito tempo. Inês sentia meu calor, mas não minha presença. Fui tomar um banho, ela me perguntou se eu iria jantar, e estranhou quando recusei e disse que iria deitar-me. Perguntou se eu estava bem, respondi que sim, desconversei e fui me deitar.

A agitação na minha alma não me fez pregar os olhos. Peguei-me imerso nos mesmos pensamentos. Estava enternecido pelos tórridos momentos com Abigail! O fantasma havia voltado.

A perturbação tornou-se insustentável e fui para a sala escrever. Tudo que conseguia pensar era em Abigail, que droga! Dirigido pelos sentimentos não me arremetiam às mágoas nem aos conflitos, mandei um e-mail para ela, dizendo:


De: fernandes. lobo78@gmail. com

Para: vianapianista@outlook. com

Assunto: Eu me lembro


" Sou lançado a um passado não tão distante, em que a forma como enxergávamos a vida e o amor era simples. Tudo era possível, tudo era mais fácil. Lembro do dia que trouxe você em meus braços e apesar da exaustão das festividades, um poderoso combustível acendia em meu interior a chama impetuosa que jamais se apagou.

Você estava nervosa, mas estava tão linda, não compreendia que meu olhar estava encantado, extasiado por você. Lembro de como pacientemente eu movi cada botão , desci o zíper e seu vestido abandonava sua castidade, e cada poro do seu corpo arrepiado com meus toques revelava a ansiedade pela entrega .

Seus seios ainda pequenos, jovens como duas gazelas formadas, e seu pescoço suave e formoso como as torres do forte castelo de Davi.

Seus ombros delgados, delicados, livravam-se dos tecidos que já eram pesados, pareciam cansados até reagirem as minhas fortes mãos. O menor toque enrubescia seu rosto. Seu olhar assustado e fascinado com toda a beleza e poesia do momento, e seus lábios implorando para serem descobertos . Seu olhar eram duas águas cristalinas que me chamavam para explorar. Se eu afundasse, se eu nadasse, não faria diferença, pois meu corpo queria você com todo o vigor até esgotar-me em suas profundezas.

Eu me lembro, Abigail, de como você me despiu timidamente e com suas mãos suaves, desajeitadas, agitaram cada célula do meu corpo e de como seu olhar encarou meu forte e rijo membro. Como seus lábios, o superior a castidade, e o inferior, a devassidão, entraram numa furiosa luta titânica e traídos pelos dentes, cheios de luxúria, queriam profanar o templo que um dia foi são e intocado.

Eu me lembrei do toque da sua mão esquerda passeando sobre meu peitoral atlético de lutador de krav-maga e implodindo meus alicerces interiores. Posso sentir toda minha força se liquefazendo naquele instante. Eu lembro, Abigail. Que sua mão direita descobria aquilo que nos diferenciava em nossas naturezas: O fascínio, misturado à profana vontade de descobrir textura, cheiro, sabor. Você tinha medo de falhar, meu amor. Mas você avançava cada centímetro de toda a grandeza inexplorada decidida a me prender e não me soltar mais.

Eu lembro do ósculo se transformando na manifestação antes oculta da sua carnalidade. Seus lábios caçando os meus, nossos olhos cerrados dobravam o tempo e o espaço procurando uma aventura dangerosíssima na louca viagem de um para dentro do outro. Meu membro rijo, com veias saltando inchadas de sangue, tocam seu ventre, e você sente o calor dela e geme como uma imunda.

Era a imunda perfeita! Mais desejada dentre todas as mulheres. Predileta, amada minha! Como você me domina com seus carinhos. Nenhuma fortaleza suporta o poder do seu toque. Ao nos sentarmos de frente pro outro em nossas recâmaras nupciais, você me diz:' Como quero ser sua! Como eu quero você dentro de mim! '

E eu respondo:' Todas as virtudes me abandonam nesse instante. Quero você como um bicho, simplesmente. Devorar você para sempre! Sem nenhuma virtude, acabar-me em suas profundezas, explorar cada canto inóspito.'

E você: ' é isso que você quer!? Pois é isso que também quero! Você é todo meu, eu sou toda sua. Livra-me dessa angustia que me consome! Dói bem aqui!'

Nós nos encaixamos , você sentada com as pernas em volta do meu corpo, e sentando sobre meu mastro antes pressionado somente por minhas mãos viris. Como você está úmida, quente, pura, selada! O selo rompe selando a aliança com o fluido carmesim da paixão. Você grita em celebração à entrega total. Abre os olhos e sorri. Seus olhos lacrimejantes cedem lugar a sentimentos profanos , outra rejeitados. Como uma pomba você repousa me deixando invadir cada polegada!

Eu solto um gemido que te faz sorrir. Um gemido gutural que liberta todo desejo de consumi-la. Você rebola graciosamente sobre mim. Ronrona como uma leoa que achou seu parceiro que conquistou seu território.

A cada investida, avanço mais por terrenos jamais explorados por nenhum aventureiro. Você é minha. Você quer ouvir algo. Pergunta se estou gostando, se você é linda pra mim, eu balbucio algumas palavras que saem incompletas. Que delícia de mulher eu encontrei. Você sorri pois sabe que meu prazer te excita cada vez mais. Eu me levanto com você no meu colo e castigo você com investidas mais fortes. Você geme alto e pela primeira vez solta uma frase profana, carnal: ' Isso, me fode!' Aquilo liberta todas as minhas dúvidas.

Eu te digo: ' Você é toda gostosa, minha putinha! Te quero mais, quero foder você inteirinha:'

"Cachorro! Gostoso, vem e me viola com essa piroca, vai!', e assim descobrimos como ser devassos é gostoso. Puta que pariu, como eu sinto saudades de você e dessas descobertas! Que mulher maravilhosa, que puta gostosa, que desejo tão carnal e intenso!

Eu me lembro, Abigail! Eu me lembro. A sensação que eu tive no começo me desperta para a realidade hoje: Que posso eu fazer da minha vida sem sentir isso outra vez!?

E ontem, ao te tomar outra vez, senti a mesma sensação. Sou perturbado pelas suas palavras e elas me catapultam para além das fronteiras de meus recantos. Perderia tudo aqui para ter essa sensação de novo! Como eu te quero! Eu ainda te amo! Não mereço, mas ainda assim, como preciso de você! Você me amou sem sequer ouvir de mim um: ' você me perdoa pelo que te fiz?'

Quero te conhecer outra vez. Quero me apaixonar mais uma vez. Quero te tocar novamente. Eu me sinto indigno. Eu me sinto o pior. De uma coisa eu tenho certeza: Não posso continuar essa vida sem você! Ela não passa de um jogo que viro muitas vezes e volto novamente ao início. Mas sempre acaba do mesmo jeito.

Você quer toda essa complicação de novo!? Quer discutir comigo outra vez!? Aturar meu jeito ranzinza outra vez?

Estou sendo consumido e meus ossos se liquefazem sem você nos braços! Quero você de volta!

Ainda que o sol perca o brilho , que as chamas virem cinzas, ainda que a verdade seja mentira, eu não duvido do seu amor. Como eu quero que não duvides do meu!

Te quero!

Totalmente seu,

Ulisses"


E ao digitar, meu espírito encontrou a paz. Sinto um toque no meu ombro. Estava com o notebook, imerso naqueles pensamentos quando uma mão fria me toca por trás. Era Inês.

Inês: Então ela venceu. Não sei porque , eu sabia que estava entrando num jornada sem sucesso. Não posso dizer que me sinto traída. Eu sabia. De alguma forma eu sabia.

Eu toco no rosto de Inês e seu rosto está imerso.

Eu: Inês, eu...

Inês: Ulisses, querido, eu não te condeno! Longe de mim. Você e eu tivemos algo, sim, mas... O que você fez por mim eu jamais vou esquecer. Você me tirou de um cativeiro, eu tava infeliz!!! E me fez lutar para atingir meu equilíbrio de novo! Eu não fui tirada de uma vida perfeita. Mas tem certeza de que é isso que quer!?

Eu:... Sim. Quero.

Inês: Obrigado por ter me tratado como gente, querido. Há muito tempo não me sentia assim. Você não me traiu, você... Eu sabia que você era alguém muito especial. Que sorte ela tem de ter um coração tão capaz de recomeçar.

E assim, ela se despediu de mim. Óbvio que ela chorou demais. Aquilo partiu meu coração. Naquele dia, nem fui trabalhar. Ajudei-a no mínimo que ela merecia a ter um regresso digno para casa. Como ela morava comigo e não éramos casados, eu não tive perdas, mas... Mesmo assim, seria muito insensível se não desde apoio. Inês nunca foi escandalosa, nem violenta. Mas a dor do antigo relacionamento a fez cauterizada.

Victor até me ligou, perguntou o porquê da minha ausência.

Eu: Meu caro, se você puder segurar as barras aí pra mim enquanto eu repagino minha vida, agradeço.

Victor: Não, cara, estamos juntos, mas é algo grave!?

Eu: Falarei pessoalmente.

Victor: Firmeza, mano. Se precisar de qualquer coisa...

Eu: Acho que você irá me odiar quando contar!

Victor: Ulisses, escuta: Se for o que estou pensando, não te condeno. De verdade. Todo mundo comete erros, mas no seu caso, companheiro, você voltou ao caminho certo. Então, te cumprimento por isso. Eu não costumo opinar na vida de amigo nenhum meu, nem familiar, porém, sinto que você está recomeçando. Respeito o momento. E no que precisar, conte comigo.

Bem, amigos, o final dessa história vocês já adivinharam até. Quem vem acompanhando meus relatos, sabe.

Toda essa reviravolta transcorreu em dois dias. Abigail não me ligou, nem respondeu meu e-mail até o domingo, quando já livre de Inês, fui visitar Joshua.

Ao abrir a porta, vejo um mulherão saindo de casa, com uma tintura ruiva, lábios escarlates e muita, muita sensualidade exibindo um belo sorriso e ao abrir o portão, um longo momento de silêncio é seguido de um longo beijo.

Abigail: Bem-vindo outra vez. Meu senhor!

Joshua: Papaaaaaaai!

Eu: Obrigado por me salvar!









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