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Mil e uma noites com Morena .


autor: Chronos
publicado em: 05/10/16
categoria: poesia
leituras: 917
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Quando eu te vejo, Morena, teu jeito sexy de caminhar, expressando todo o significado do desejo no teu jeito de olhar, tua beleza é a poesia, que meus hormônios não me deixam expressar.

Se eu fosse um poeta, ó Morena,
transformaria toda esta luxúria em lindas palavras para lhe causar o mais febril instinto que sinto em possuir teu corpo... Te quero!


Eu te quero, Morena, como um bicho, simplesmente. Poeta não sou.
Sou um homem embriagado por um desejo maciço, permanente, sem virtude, sem castidade. Quando te vejo passando, Morena, vão-se as palavras. Se pudesse abrir meu coração para dizer pra ti o que realmente penso, o que meu corpo deseja quando te sente... Morena, meu ser se consome por não te ter!


Aliás, quem não te quer!? Quem não deseja o que está descrito em tuas palavras escritas, que vai além da tua beleza!? Quem não imagina por um momento tua submissão, tua entrega, tua paixão!? Quem me dera mergulhar em teus oceanos! Esses mesmos oceanos revelados na janela dos teus olhos. Quero navegar por todo o teu corpo, depois ir mais profundo que eu puder em ti! Mas tempo não é o bastante, Morena! Quem sondou tuas profundezas ou quem há de desvendar os mistérios de qualquer mulher!?

Esta dangerosíssima viagem sem medo de me perder em ti é o que procuro, Morena. Muitos homens padecem nas aguas turbulentas da superfície, mas eu Morena, não preciso de barcos pra viajar por ti! Eu me dou sem medo de ser amiúde esmagado pelas tuas águas, pois quanto mais te percebo, é isso que este homem caça.

Quando fecho meus olhos, consigo transportar você até mim. Imagino um simples despertar teu, e tuas montanhas se erguendo para um novo amanhecer e eu... Ah, quem me dera, Morena! Mas, eu escalando sofregamente cada polegada destas montanhas redondinhas, escorregadias, sem medo de cair! No cume delas tem o primeiro pão da manhã, renovado diante dos meus olhos e tomo em meus lábios, Morena, teu sabor como se fosse dependente!


Teus gemidos soam em meus ouvidos ; o canto dos pássaros são uma orquestra vazia que não conseguem celebrar o que é de verdade o som da vida! Morena, como quero causar isso em ti, ver teus oceanos se agitarem sobre o leito, estremecer tuas profundezas, abrir as comportas do teu mistério. Então toco teus lábios com violência, guiado apenas pelo anseio de sair do conhecido, teu conhecido, para o teu desconhecido!

Percorro horizonte após horizonte deleitando-me nas tuas superfícies, querendo me perder e nunca mais me lembrar o caminho de volta. Tudo que quero, Morena, é agradar-te.


Meu coração custa a decorar as palavras que os privilegiados poetas brincam de expressar, mas esta fera sabe bem o que procura. E teu corpo nu, Morena, antes de fazer querer rasgar-te, já me rasgou por dentro! Por isso eu te mordo, por isso quero teu gosto na minha língua. E percorro teu corpo, Morena, para que sintas o que sem me tocar fizeste!

Seu urro indefeso é o que agita as águas impetuosas do meu interior. Cada membro meu tenta se impor sobre seu corpo, sem machucar-te, apenas desmanchar tuas torrentes profundas e beber delas até embriagar-me!

E quando abro tuas pernas, Morena, aquilo que os poetas transcendem no expressar, eu apenas digo sem pensar: Como tu és saborosa! É ali que quero te consumir! É no teu vale que quero descer e desabrochar tuas pétalas e inundar minhas presas com teu mel! Morena, agora tu és minha! Com ninguém eu te dividirei! Louco de paixão é o que sou! Se pra ti sou um tarado, se pra ti eu sou um monstro, importa somente o que sou pra ti. Dos pensamentos de ninguém mais quero saber!

E SOU MESMO! Foi isso que fizeste comigo! Quando eu pus os olhos em ti, Morena, foi essa violenta paixão que me transformou! E gosto de ouvir teus gemidos, gosto de perceber como você se sacode para não querer se libertar de mim. Mas é agora que quero te tomar! É agora que pedes para eu te comer! Tu não suportas mais ser torturada! Então te entregas a meu bel-prazer. Finco minha ancora em teu abismo. Meu interior quer amalgamar-se com o teu. Tuas fontes se abrem: O teu abismo me engole ainda mais para dentro de ti! Tua voz liberta agora a fera acorrentada em teu abismo. Como é doce teu som, Morena!

Sinto-me puxado para dentro do teu profundo. Queres-me mais!? Como uma onda levantas sobre mim. Vais rompendo as represas do meu ser. Um homem saltando de um penhasco sem asas ou saindo do barco para caminhar sobre as ondas é mais seguro que você sobre mim, procurando cavalgar selvagemente! Mas agora és tu quem me procuras, Morena! Agora és tu que te impões!

Então cavalga, Morena! Cavalga sobre o que você não conhece, pois quando minhas comportas se escancararem, carregar-te-ei comigo, de forma devassa, ocultando-te de qualquer olhar, para ninguém mais possa te ver!


A Morena: Tu me trouxeste de um deserto, carregando-me em teus braços, e minha cabeça recostada em teu peito. Mesmo o sol tendo queimado um pouco minha pele, foste capaz de dizer que sou mais desejada, caçada, que qualquer outra que viste. Enquanto muitos me adularam com sofismas surreais, tu demonstrou que o que realmente preciso é ser rompida do que me prende. Tu me queres como um bicho, totalmente, não te escondes no olhar: Queres me ter!

Tão assustador quanto sincero, sou compelida em meu interior a estar mais perto, sem me importar com o que pode suceder. A beleza e a poesia declamada já me cansa. Perto de ti não quero ser mais mansa. Deveras quero que meu véu tu vens romper! Enquanto os poetas, como os pássaros me levam ao céu, com melodias tentando me encantar, é na terra que tu queres me prender! Contigo correrei sem me cansar, ainda que no fim, indefesa, consigas me devorar!


Então te apressas a nossas recâmaras me levar ...
ouço que queres em meu corpo navegar!? Nem imortais seres ousam expressar tal encanto que estou a lhes causar. Como um exército investes sobre mim, teus lábios como brasas devastam meu ser; em nada escapo ao vigor do teu agir, e meu corpo pede: Mergulha fundo em mim!

Embriagado pelo vinho dos meus lábios, sem cuidado algum deslizas sobre minhas montanhas, exaures e rompes as defesas que me restam, como uma força encontra as águas, assim tu me apanhas!

Quão tão fortes como tuas presas as feras do campo podem ter? E ainda dizes que eu rasguei teu ser! Como posso de ti me defender!? Para um criminoso sorte é atrás de sete portas se encontrar, fortuna é para alguém a quem as algemas o cativar do que para aquele que te impedir de me dominar!

Porque demoras meu corpo consumir? O meu tesão ordena-me sentir , mas divertes-te tanto a me torturar... Sinto vontade de gritar: Vem me rasgar! Meu vale pronto está para te receber...mergulha fundo em mim e bebe o meu mel até te satisfazer!

Não importa o quanto tomes de mim! Quanto mais dou, mais eu tenho, e vou abrir e te dar o ninguém jamais provou e sentiu! Se estás perdido, então vou te ensinar como uma fera pode me rasgar! Sobre ti agora vou me derramar, ancorado em mim, tu não irás me escapar!

A Fera:

Ó Morena, não penses que estou a desejar ! Em teus prazeres vou me deleitar , quiçá meu corpo morra de tanto te amar!

A Morena:

Fera minha, contigo então morrerei! Mas do teu rio de prazer eu beberei antes que tu te desancores do meu ser!

A Fera:

Antes de tu beberes, provarei teu mistério ! Não me negarei! Se não de que adiantou eu lhe caçar e fora a fora de paixão eu lhe rasgar?

A Morena:

Tu és devasso muito mais do que pensei! A sete chaves com esmero me guardei e por que acha que tão fácil te darei!?

A Fera:

Se não for hoje, amanhã ou depois te tomarei! Por Mil e uma noites calmamente esperarei ; deste mistério mãos e pés eu lançarei!

A Morena:

Se a Fera quer totalmente me consumir, teu mistério também quero usufruir!

A Fera:

Então uma Fera de mim tu escondeste! Sim, eu quero: Entra em mim! Tu convenceste a este homem possuir!



Morena e Fera se amaram e se provaram, mil e uma noites se passaram e este conto acaba por aqui!

Quando as palavras te faltarem para exaltar a musa que está a te encantar, lembre deste homem que tentou traduzir a paixão com muito ardor para a Morena sentir!

Feche teus olhos e abra o coração. Esqueça o relógio, a lógica e a razão. Deixe-se guiar pela emoção ....


Chronos

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