"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Rotina de Shopping


autor: LOBO
publicado em: 03/03/15
categoria: hetero
leituras: 19315
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- Está olhando o quê, hein? Eu sou casada, ouviu!...

Bruuuuum!!!...

A tampa do porta-malas de seu carro, onde se tinha debruçado, cai pesada. Fechada com raiva...

Eu poderia - e deveria - ficar calado. Mas não resisto a fazer uma provocação:

- Só posso dizer que tem bom gosto. É da Victoria's Secret, não é?

A menção explícita a calcinha que usava, que descuidadamente se expôs ao se debruçar dentro no carro apanhando pacotes, a fez calar-se por um momento. Com um visível rubor.

Às vezes, a combinação de um pouco de ousadia com um pouco de estilo funciona. O ataque direto em geral tende à grosseria, mas a sutileza sempre desarma.

Parada à minha frente por um segundo, ela sabe que um pouco de sua intimidade foi vista.

E admirada...

A postura discreta - porém declarada - de seu admirador a desconcerta. Por um instante ela fica sem ação, mas recobra-se logo. Com classe, toma seu caminho rumo ao mall, ignora-me, como se eu tivesse desaparecido.

Talvez fosse mesmo o melhor. Eu não estava ali naquele estacionamento para seduzir as clientes do shopping. Estava a trabalho, fazendo uma ronda de inspeção.

Comecei neste emprego há apenas uns quarenta dias. Tempos difíceis. De gerente de RH, passei por um excruciante desemprego de 7 meses.

Investi uma cifra de quatro dígitos numa agência de recolocação - outplacement eles diziam, dourando a pílula... Mas tudo que me conseguiram foi isso: gerente de segurança de um shopping.

Muita responsabilidade, tocar uma equipe de 150 pessoas, a maioria sem o menor treinamento, e uma queda de quase 35% nos ganhos salariais.

Tive de engolir.

E voltando ao estacionamento: devo me lembrar sempre de ser discreto, uma reclamação de alguma cliente que julgou sua privacidade - mesmo que provocante... - invadida, seria minha volta ao desemprego.

Pelo menos esse trabalho me permite alternar a rotina do escritório com longas caminhadas pelo mall e arredores nas minhas inspeções diárias.

Fui aos poucos convivendo com os detalhes dessa quase cidade que é um local desses.

Meu período preferido são os fins de tarde. Nessa hora as mulheres mais interessantes surgem. Em meio às adolescentes que frequentam o mall como a um clube, elas se destacam.

Falo das mulheres maduras, que passaram dos trinta. Conservam a beleza e denotam em cada pequeno detalhe - que a um bom observador não escapa... - uma vivência, de saber e querer ser mulher.

Eu adoro essas caminhadas. Especialmente no verão, onde os dias se prolongam e elas se permitem mais ousadias no trajar.

A maioria passa por lá num momento de compras e devaneios, entre o trabalho e o caminho de casa. Algumas poucas parecem buscar algo mais. Vejo-as caminhar lentamente em círculos, já percebi várias vezes que me notavam...

Mas é trabalho, portanto, apenas uma leve pitada de voyerismo e de volta à rotina.

Certo dia uma tubulação de água estourou. Os reparos foram rápidos, os lojistas, principalmente os da ala de alimentação não chegaram a sofrer com isso. Mas houve outras consequências: toda a fiação dos sistemas de telefonia, que passava ao lado daquela tubulação foi comprometida. A manutenção tentou fazer reparos, mas o resultado foi que daí em diante as linhas cruzadas se tornaram comuns.

Meu telefone direto passou a cruzar com o de uma loja. Bastava tira-lo do gancho e podia ouvir todas as conversas por lá. Cheia de trabalho, a equipe de manutenção colocou-me no fim da fila.

A curiosidade: sempre a curiosidade...

Jamais, juro, pensaria em bisbilhotar, se essa mosca azul não me mordesse. Belo dia tentando usar meu telefone surpreendo o seguinte diálogo:

- Você é louca, Claudinha?
- Ah... Vai Beth... Você acha que nossos maridos não fazem isso o tempo todo?
- Isso eu tenho certeza...
- Pois então: a gente também tem o direito de se divertir, né? E o que ninguém fica sabendo, não machuca ninguém...
- É, Claudinha: bem que eu morro de vontade...
- Então: sabe que a Lu e a Mariana estão nessa e dizem que a coisa em casa até melhorou?
- Sério?!
- Pois é Beth: experimente entrar naquele chat de SM. Você vai descobrir um mundo novo. Todo mundo que começa não larga...
- Vou pensar, Claudinha, vou pensar...

Não demorei a descobrir quem era esta Beth: dona de uma das lojas do shopping, ela era, nada mais, nada menos, que aquela Miss Victoria's Secret de quem falei no início.

Logo percebi que Beth e Claudinha falavam-se todos os dias entre uma e meia e duas da tarde. Religiosamente.

Beth começou a contar das suas experiências no chat de SM. Que se excitava muito com as fotos que os internautas postavam, tinha conversado com algumas pessoas. Muita gente inconsequente, outros parecendo indivíduos perigosos. Uns poucos lhe atraíram de alguma forma. Mas estes, por alguma coincidência, estavam sempre muito longe. Assim, logo o interesse mútuo cessava.

Não era preciso ser muito perspicaz para entender que Beth estava totalmente seduzida pela ideia de ousar novas aventuras. Mais que isso, estava decidida a experimentar esse meio. Faltavam a hora certa, o momento certo, e claro, o parceiro certo.

Mais um pouco e descobri o chat e a hora em que Miss Victoria's Secret ficava on-line. Claro que tentei achá-la. Mas não a encontrava por lá, entre tantas mulheres que entravam.

Já se passara uma semana de bisbilhotice, eu até, estrategicamente, tinha parado de reclamar com a manutenção, quando ouço Claudinha passar algumas dicas para Miss Victoria's Secret.

- Você perde muito tempo à toa. Use um nick que já diga a que você veio...
- Como assim, Claudinha?
- O cara vê que tipo de mulher você é, de onde tecla... Essas coisas. Assim você não perde um tempão teclando com um cara, para depois descobrir que ele está em Manaus e busca uma ninfeta de 18 anos...
- O que você sugere?
- Ah... bota assim: "casadasub,42,SP". Tá tudo aí, quem você é, idade e onde está. Só vai te procurar quem estiver realmente afim e disponível...
- Legal: vou adotar!

Foi imediato. Ainda naquele fim de tarde - já sabia seu horário - encontrei "casadasub" no chat.

Foi algo engraçado. Por brincadeira, só para ver no que daria, usei o nick de "CHEFE ENÉRGICO". E parece que deu certo. Mesmo porque, todos aqueles dias de bisbilhotice me deram uma enorme vantagem.

Beth, minha "casadasub", ia sempre impressionada pela forma como eu parecia conhecer os segredos dos seus devaneios secretos. O que eu não houvera ainda descoberto, Beth foi me revelando aos poucos.

Sua fantasia principal, que deve ter sido elaborada por anos era esta: ser dominada em lugar público por alguém que não visse. Queria servir a um SENHOR desconhecido.

No início de nossas conversas ela tinha pruridos em usar as palavras. Com o tempo foi se soltando e acabou fazendo a confissão com todas as palavras:

- Quero ser a puta de um desconhecido!...

Claro que ela sabia que era uma fantasia perigosa, difícil de se realizar sem riscos.

Mas o desejo, ah... o desejo...

Encontro assim, com alguém que nunca viu, demanda uma certa dose de coragem. O bom senso manda que se busque ao máximo estabelecer uma relação de confiança mútua. Isso exige algum tempo.

Devido a isso, demoramos mais dois meses nessa fase. Primeiro e-mails, depois celulares. E antes que finalmente consertassem minha linha de telefone, ainda pude surpreender Beth fazendo essa confissão a Claudinha:

- Amiga, ontem me masturbei feito uma adolescente, as coisas que ele me fala estão me deixando louca de tesão...

Conclusão: todas, Miss Victoria's Secret, casadasub e Beth estavam prontas.

Ligo para ela e lhe digo que aconteceria na manhã do dia seguinte.

- Amanhã? Tem certeza? - podia ouvir sua respiração arfar...
- Amanhã sim, putinha... Esteja nesse Shopping às dez da manhã. Te quero de saia, saltos altos. Sem calcinha, ouviu?
- Como vou sair de casa sem calcinha, SENHOR?
- Vire-se! Ou a tire no banheiro do shopping. Te quero assim as nove, ok? Não esqueça de levar um farolete na bolsa.
- Farolete pra que?
- Vai precisar. Amanhã vai saber...
- Ok, SENHOR... ai...por favor, promete que não vai me deixar cheia de marcas, eu sou casada...
- Não se preocupe, querida. Costumo cuidar bem dos meus brinquedos...

O telefonema terminou com um longo suspiro dela...

No dia seguinte, ligo às dez. O shopping está abrindo e ela já está lá:

- Está pronta?
- Nunca estive tão pronta, SENHOR!...
- Ótimo! Mantenha o celular ligado e pegue as escadas dos estacionamentos inferiores.

Fico acompanhando seus passos pela escada, até que ouço que chegou ao terceiro nível.

- SENHOR, por que estou aqui? Está fechado, este piso só abre de tarde...
- Veja o extintor à tua esquerda. Encontre uma chave colada com fita crepe nele e abra a porta...
- Achei, SENHOR...estou abrindo...
- Vai abrir bem mais que essa porta!...- ela me ouve, com um risinho nervoso...
- Tudo que ordenar, SENHOR. O que faço agora?
- Siga em frente!
- Está completamente escuro!
- Use o farolete que te mandei trazer, cadela...
- Ok. E agora?
- Siga em frente até achar um Escort velho estacionado...
- SENHOR, não tem ninguém aqui!
- Com medo?
- Sim!
- Quer desistir?
- NÃO!!!!!!!!!!!

Esse "não" foi resoluto, acompanhado da sua respiração arfante. Controlada à distância, ela caminhou até encontrar o carro velho, estacionado num nicho, protegido por duas paredes laterais, que o deixava ainda mais escondido, dentro daquela total escuridão. Seu caminhar ecoava pelo ambiente vazio, compondo com sua respiração pesada.

Frente ao carro, mando que abra o capô do porta-malas, que estava previamente destravado.

- Está vendo um par de algemas?
- S...ssssim...
- Sabe o que fazer...
- SENHOR! Elas estão presas no encosto do banco traseiro!
- E daí? Vai desistir?
- Não! NÃO!!!
- Então acione o viva-voz de seu celular, algeme-se. E desligue o farolete...
- Cumpriu as ordens?
- S. sssim SENHOR. Está muito escuro, estou com muito medo...

Eu a faço esperar um pouco, para que o tempo a tempere mais...

Então sigo a seu encontro. Para me localizar, uso um pequeno farolete de otorrino, voltando o facho para as marcas de estacionamento no chão. Caminho devagar, solado de borracha que não faz ruídos. Não vai perceber quando chego. E ao me sentir perto, não vai me ver...

Chego até onde minha presa está cativa. Fico algum tempo observando, fruindo o prazer do predador que sente que sua refeição lhe será servida. Até que ela pressente minha presença:

- SENHOR, estou aqui ao seu dispor...
- Pronta cadela? Sua ultima chance para desistir...
- Eu quero muito, SENHOR, quero muito mesmo...

A forma como ela disse a última frase foi inequívoca. Só uma mulher tomada de muita excitação teria aquelas inflexões de voz...

The show must begin...

Ergo sua saia, deixo sua bunda - deliciosa - ao relento. Naquela posição, seu sexo fica exposto. Um facho do farolete ilumina sua excitação escorrendo...

Apago o farolete. Mais que a visão, agora serão outros sentidos que nos comandarão.

Vibro a primeira palmada naquela bunda tão macia.

- Pronta para ser uma puta de um desconhecido?
- Pronta para ser tua, SENHOR!...
- Minha o que? - as palmadas se seguem...
- Tua puuuuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaa, SENHOR... Me fode! Sou toda tua!

Definitivamente Beth estava pronta. Aquela mulher séria do cotidiano não entrou naquele estacionamento vazio e escuro.

Ali estava uma escrava, livre, como só as escravas são, para viver sem medos ou censuras todos os seus desejos.

Passeando minhas mãos pelo seu corpo eu sentia como sua pele estava arrepiada, como estavam túrgidos os bicos de seus seios, como sua carne tremia, na expectativa dos próximos momentos.

O que se seguiu então é mais que óbvio. Despi-me. Confesso que poucas vezes na vida me vi com uma ereção como aquela.

Tomei Beth. Segurei-a pela cintura e a penetrei.

Profundamente...

Sabendo que estava numa enorme área pública, totalmente vazia e sem ninguém, Beth libertou-se totalmente. Gemeu, gritou de prazer. Parece que ouvir os ecos de seus gritos de tesão a excitavam mais ainda, fazendo-a aumentar o tom...

Seu gozo veio logo. Sua excitação já vinha de longe...

Mas seu SENHOR ainda não havia terminado.

- Quero tudo a que tenho direito!

Beth entendeu muito bem:

- SENHOR, eu nunca fiz isso!
- Mas uma puta faz...

Antes que suas objeções continuassem, uma pequena sessão de novas palmadas a acalma.

Um minuto de silêncio e então lubrifico meus dedos na sua buceta. E assim, preparo sua entrada mais proibida.

- SENHOR! Vai foder mesmo meu cuzinho?
- Alguma dúvida?

Sem mais diálogos. Os dedos saem, cedendo lugar a um membro ávido por penetrá-la fundo. Tal como eu suspeitava, a entrada não era tão difícil.

Já "inaugurei" amigas nessa prática. Sei quando há virgindade ou pouca experiência no assunto. Beth fazia teatro sobre nunca ter feito sexo anal, ou então já "treinara" muito com algum consolo de sex-shop. Depois de aguardar um pouco para que se abrisse, enfiei tudo...

O corpo de Beth estremecia-se todo. Em dado momento, ficou claro que se adaptara ao momento, não sentia nenhum desconforto. Estava sim sentindo prazer, muito prazer. Provar o sabor do proibido levava sua excitação ao máximo. Passou a gemer, gritar de novo. Sem que tivesse que lhe ordenar, começou a rebolar, querendo tirar o máximo de prazer dessa penetração.

Mas dessa vez o tom de sua voz estava diferente. Parecia mais rouco, como se viesse mais do fundo de seu ser.

Beth me presenteou com um gozo inesquecível! Ao me sentir jorrando dentro dela, teve um gozo também, que durou muito, expresso num verdadeiro urro de leoa.

Um "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!" que preencheu todo o ambiente.

Foi uma delícia!

Vesti-me, apanhei meu farolete e a beijei.

- Para uma primeira vez, foi ótimo...

Ela estava toda mole, quase que desfalecida, relaxando sobre o assoalho do porta-malas, quando fui me afastando, partindo.

- SENHOR, vai me deixar aqui?
- Aguarde instruções!...
- SENHOR!
- SENHOR!
- SENHOR!...

Seus gritos vão sumindo no vazio, à medida que me afasto.

Saio de lá para iniciar meu dia de trabalho. Meus funcionários hoje se beneficiarão do ótimo humor do chefe...

Ah... sim. Tem a Beth lá embaixo!

Uns dois minutos só no escuro são suficientes. Uma vantagem de ser gerente de segurança é ter acesso a todo tipo de "gadgets", traquitanas que os fornecedores sempre cedem para testarmos. Tiro um controle remoto do bolso. Um clique e a garra que prendia as algemas dentro do porta-malas do carro se solta. Outro clique e uma luz no porta-malas se acende.

Ligo no celular dela.

- As chaves das algemas estão coladas bem à sua frente. Achou?
- Achei... MAS COMO ME DEIXOU ASSIM AQUI DESSE JEITO!!! COMO!!!!!!!!!!!....
- Ok! Se não gostou, não nos encontramos mais...
- NÃO, ESPERA!!!...É que você me deu um enorme susto!...
- Um bom susto potencializa o tesão...
- Seu safado! - Ela agora ri...
- Como te disse: você está sempre livre para desistir de tudo...
- Esta semana vou estar muito ocupada. E na semana que vem, hein?

Pelo celular, somos ambos cúmplices de uma saborosa gargalhada. Mas antes que desligue, ela me cobra, certamente fazendo beicinho:

- Eu ainda não te vi! Não pode continuar assim...
- Quem sabe me vê antes que imagina...

Desligo. Naquela tarde, faço minha ronda predileta pelo mall do Shopping. Estou passando pela área de alimentação quando ninguém menos que Beth vem na minha direção, saindo de uma cafeteria. Veste a mesma saia da sessão matutina. Mas certamente agora com meias e a calcinha...

Minha intenção é ir ao seu encontro para apresentar-me. É mais do que hora para que a dama conheça, finalmente, o cavalheiro que pela manhã esteve tão pungentemente dentro dela.

Mas antes que me aproxime, um grupo de 3 mulheres surge. Provavelmente são clientes dela, e começam a conversar.

Deixo a apresentação para mais tarde, claro. Viro-me e sigo minha ronda. Mas como os pilares à minha frente são revestidos de espelhos, vejo o reflexo de Beth.

Está me olhando. Mordendo os lábios...


LOBO


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