"Os mais excitantes contos eróticos"

 

O Tímido sensual


autor: tiozão1
publicado em: 28/11/16
categoria: hetero
leituras: 747
ver notas


Enquanto passava as marchas de seu automóvel recém-comprado, Márcia pensava sobre seu futuro. Após ter em mãos o seu diploma de arquiteta, conseguido há cerca quatro anos - o que lhe possibilitou o início de uma intensa atividade profissional, tratou logo de especializar-se, escolhendo as finanças como área de interesse. Mas aquela jovem de apenas 27 anos, bonita e ambiciosa, não se sentia bem vivendo em uma pequena cidade do interior carioca, relacionando-se com pessoas medíocres, que preferiam as futilidades da sociedade local à cultura e às artes em geral. E, apesar de ter dois empregos, em um escritório de arquitetura e em uma construtora, sentia que precisava alçar novos vôos, embora não conseguisse precisar que rota seguir...O pequeno Renault atingiu a faixa de desacelaração do estacionamento da construtora e Márcia localizou facilmente uma vaga disponível, perto da entrada principal. O relógio de ponto marcava 08h29min, justificando a pressa de Márcia para a reunião marcada com dois consultores de uma firma da capital. Ela já os conhecia: Gustavo, com quem tivera um ligeiro affair e Bruno, que tinha visto muito pouco e não lhe despertara interesse. Corria tranquilamente a reunião, quando Márcia teve oportunidade conversar mais com Bruno. Apesar de não ser nenhum modelo de beleza, e um pouco tímido, ele intrigava Márcia, pois demonstrava uma inteligência incomum e um excelente nível cultural, sem ser chato ou ficar com cara de bobo. Em conversas posteriores, a sós, Bruno como que a enfeitiçava: passava de comentários sobre a pintura impressionista a críticas sobre o urbanismo, com a mesma facilidade que discorria sobre problemas da administração moderna. Essa característica de Bruno exercia especial fascinação em Márcia, pois ela se sentia muito sozinha em sua busca pela cultura. Homens como Gustavo, um autêntico amante latino, despertavam-lhe aquele desejo comum às mulheres, em relação a homens mais fortes, mas reforçavam a posição secundária da mulher. Com Bruno, no entanto, ela sentia uma espécie de masculinidade sutil; ele nao a despia com os olhos, mas a olhava diretamente, como que pesquisando o seu interior. Márcia então passou a descobrir-se excitada pensando naquele homem que não forçava qualquer intimidade. Ele não não dava pistas se estaria interessado em qualquer contato e isso a desnorteava, apesar de excitá-la cada vez mais. De uma forma meio que inconciente, Márcia começou a imaginar uma forma de conquistá-lo, sem que parecesse uma mulher fácil ou vulgar. Teria de parecer algo inesperado, sem nenhum propósito prévio. A oportunidade surgiu com uma festa no sítio do proprietário da construtora. A propriedade era extensa, e haveria muita gente. No dia da festa, a pretexto de tirar algumas dúvidas sobre o trabalho Márcia tratou logo de puxar Bruno para um canto. Quando já estavam bastante afastados da casa principal, ambos falavam mais relaxados, mais próximos.... Márcia já sentia seu corpo exigir que algo acontecesse. Cada olhar cruzado, cada toque despretencioso, ateava-lhe mais fogo nas entranhas, deixando-a tonta. Numa dessas tonturas, quase que Márcia cai, fazendo com que Bruno a segurasse, envolvendo-a em seus braços. Naquela posição, tão perto dele, sentindo sua respiração e sentindo-se respeitada e protegida como há muito não sentia, passou a chorar, como numa catarse de todos os seus problemas. Bruno nada dizia, apenas apertava-a cada vez mais, passado a mão em seus cabelos. Com o recostar de sua cabeça no ombro de Bruno, Márcia mantinha o rosto bem próximo ao dele, sentindo o seu hálito quente. Não suportando mais tanto desejo, passou a mexer o seu corpo levemente, como que procurando uma melhor posição para ajustar-se ao corpo de Bruno. O movimento assemelhava-se à uma dança ensaiada e bem sensual, ritimada por uma distante música que se houvia longe e fracamente. O choro de Márcia deu lugar a um desajeitado sorriso, quando Bruno espalmou as mãos em torno do seu rosto a olhou de uma forma tão cúmplice e protetora, tão segura de si e tão disponível, que finalmente ela compreendeu o que era sentir-se dependente de algúem.Necessitada de alguém. O beijo que Bruno lhe deu em seguida não foi em sua boca e sim em seus lábios; não fora nem um beijo, e sim uma leve massagem, que era completada pelo calor exalado da boca dele, forçando-a a manter os olhos fechados e a entreabrir os lábios, deixando aquele jato gostoso invadir-lhe a alma. Que homem era aquele, que sem dizer uma palavra sequer, roubava-lhe toda a razão? Quem era aquele homem que, com movimentos leves mas precisos de ir e vir com o corpo, imitava um coito em câmara lenta, fazendo-a sentir toda a rigidez do membro que mesmo protegido pela roupa, parecia estar realmente penetrando-a? Márcia sentia como Bruno deslizasse dentro dela. No momento em que atingia um orgasmo jamais conhecido, não soube diferenciar aquela penetração imaginária da língua que finalmente começava a preencher-lhe a boca...




ver comentários

Aviso:

Todos os comentários aqui exibidos são de inteira responsabilidade do comentarista. O site Clímax Contos Eróticos deixa claro nas suas normas que manifestações de pedofilia, racismo ou de qualquer outro teor ilícito serão banidas, assim como seus autores. Publicações ou comentários ofensivos aos demais membros poderão ser removidos.

Faça um comentário:



Sua nota para este texto:

Quero receber email sobre novos comentários.