"Os mais excitantes contos eróticos"

 

Torpedos


autor: luah
publicado em: 08/12/16
categoria: hetero
leituras: 773
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            Com o passar dos tempos, a ousadia se transformou em um breve olhar, algo discreto e intencional, a indiferença dela era notória, a simpatia dele também, ele a desejava e a deixava conduzir a situação, seria como ela quisesse, o olhar a despia, a boca umedecia com o desejo de um beijo naquela boca carnuda e apetitosa.

Os torpedos perderam a sua freqüência, quase não aconteciam, por vezes eram vagos ou só amigos, eles agora se tornaram amigos que compactuavam um segredo único, o desejo. O sorriso era comum durante os encontros, uma distância os tomava, algo meio frio ás vezes era percebido, seria o tempo certo para uma maturidade necessária antes do verdadeiro encontro. Os contos foram lidos por ele, agora ele poderia avaliar tudo que poderia vivenciar, tudo que envolvia os pensamentos mais profundos e libertinos dela.

Foi um fim de semana curioso, aquele que ele leu os contos, ela segurou cada milésimo de curiosidade e não ligou pra ele, Gabriel, agora fez sua mente vivenciar cada etapa daquela tentação carnal que ela se tornará, relatou a sua preferência pelo primeiro, em meios a olhares discretos de curiosidade e pela indiferença dela, o fato da auto confiança dela o deixava com mais desejo de a maltratar em sala de aula, à vontade que os olhos dizem, ela era vigiada, observada, ele fonte inspiradora de emoções nunca antes imaginadas, estava ali em sua frente como se nada tivesse escrito.

Num fim de semana a solidão a toma num súbito suspiro, ela manda um torpedo, pedindo atenção, mais comete um erro, desliga o telefone e dorme. Num encontro, na outra semana, ela pergunta sobre o torpedo e ele diz ter ligado, de fato ele se preocupou, isso a move a renovar suas esperanças e a troca de mensagens acaba por recomeçar, depois de um belo sorriso dele.

 

-        Estou de castigo? Você está nos meus contos e eu não te conheço na cama, vou conhecer?

-        Sim, ele responde.

 

A emoção acelera os batimentos cardíacos, há um caminho, o encontro pode chegar a existir, as emoções se renovam. As trocas de torpedos são invitáveis. 

            Em outro dia, nem tão distante...

-        É uma delícia a sua maneira de me olhar, sua boca me convida, sua força faz o meu desejo crescer, você esta aí agora?

 

È quase insuperável a velocidade do sim dele, ela repensa seus passos, pois nem sempre o telefone dele está ligado no momento em que liga, todavia não dá para resistir e ela responde aos seus impulsos.

 

-        Fico a imaginar seu braço me envolvendo, essa boca gostosa d morder no meu pescoço e...

 

Ela não consegue acabar de escrever, um calor a toma, deixando-a ligeiramente tomada de excitação. Ele liga esperando o desfecho do torpedo, ela o tempera.

-        A mão aperta a nuca e a outra a bunda, como pede seu corpo que esquenta de tesão e tara de me maltratar.

-        Eu vou te beijar todo, pescoço, peito, virilha, deu água na boca imaginar te chupando todo, dentro e fora da boca...

Não era permitido saber se os torpedos estavam sendo entregue, ela manda um último torpedo naquela e mantém seu telefone ligado, sua confirmação de envio de torpedos chega pela madrugada.  Com certeza, aquele jovem dormiu em meios aos pensamentos mais libertinos sobre ela, envolvido, curioso e louco para possuí-la.

            Com o passar de outro dia, a noite chega e o monólogo discreto é quase inevitável, a timidez de Gabriel é algo que a estimula muito.

            -Estou deitada na cama com uma camisola de seda vermelha sem nada por baixo, pernas entre abertas e adivinha!

            É fácil prever que ele ligou rápido, várias vezes, claro que ao passar de um pequeno tempo...

-        Curioso! Estou pensando no bem que você pode me fazer, no gostoso que pode ser...

A rede de celulares deu falha, ela aproveitou para mexer com o calor interno dele quando enviou outra mensagem. 

-A rede esta com falhas, não sei se você esta recebendo as mensagens, vou ter que me consolar sozinha, eu queria sentir você em mim...

Ele ligou várias vezes e de propósito ela deixou o tempo passar, imagine como ele ficou, será que ela vai brincar sozinha mesmo, será que tem um coelhinho e pensará em mim? Como será que sua cabeça funcionou? Ela não quer maltrata-lo, então continuou a mensagem.

-        Não dá, nenhum consolo pode ser comparado, vou ficar com os meus desejos até você me possuir...

-        Deixa eu te tocar, te beijar, não precisará fazer nada, só relaxar e depois gozar e se quiser viro sua escrava e ...

-        Todas suas fantasias sexuais serão o começo para algo que fará suas pernas tremerem e seu gostoso latejar...

 

Ele ligou, ela o ignorou, havia passado dos limites ao liberar para ele sua importância, agora o silêncio se fazia necessário, seria a necessidade da procura dele, ou simplesmente o limite para o óbvio, a ansiedade é o pior defeito das mulheres, os homens não gostam, eles se sentem sufocados, a fragilidade deve se contrapor, algo simples e meio indiferente, frágil, mas não dependente algo que o mova a enviar torpedos, algo que o faça sentir ameaçado, era o necessário.

As coisas foram acontecendo e Gabriel sempre muito carinhoso com suas atitudes e com o passar dos dias...

-        Onde você prefere, elevador, praia, escada ou onde? Diz-me o lugar e eu escrevo o que acontecerá.

-        Que tal misturar tudo?

-        Tirei a calcinha, é só a camisola pelo corpo...

-        Será que você tem limites na cama? Será que quer ler outro conto? Só em pensar em transar com você é uma delícia!

-        Ta ocupado? To de castigo? Não mereço! Poxa você me faz viajar em algo que eu adoro, tô chata?

O tempo passou, uma sensação de indiferença a tomou, decidiu então não esperar mais, foi escrever um outro conto, quem sabe aquele que seria o mais estimulante de todos, aquele que estariam todos os desejos sórdidos e pecaminosos que a tomavam: o elevador, esse foi o nome dado ao conto.

Ele ligou e ela não atendeu, esperou um tempo e mandou uma revanche.

- Tinha colocado o  telefone na virilha, vibrou e o meu corpo aqueceu, tô molhadinha, vai vibrar de novo?

Ele fez vibrar, algumas vezes até que Lea enviou outros torpedos e parou, se viram num outro dia, pouco falaram.

O telefone de Gabriel esta chamando, ele atende, uma conversa suave e sem timidez é trocada, uma afirmação de um encontro é feita, algo entorno de três horas, o risco do segredo é questionado, o desejo é consagrado, todavia nada esta acertado.

Mais torpedos serão trocados, os corpos se encontrarão? As questões permanecem e o mistério cresce... claro que temperado a muito desejo e emoção.




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