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Do Tinder pra Vida


autor: nivicuritiba
publicado em: 29/12/16
categoria: romance
leituras: 883
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Curitiba - domingo, 23 horas;
Deitado de baixo do edredon, mexendo no celular enquanto lá fora o frio bate à minha porta e o vento assovia na minha janela e me convida a não fazer nada senão aproveitar a melancolia do final de mais um domingo.
O dia foi corriqueiro: dormi até a hora do almoço, conversei com alguns amigos durante a tarde e o dia foi terminando rapidamente, com o clima de mais um domingo cinzento qualquer e o Faustão passando na TV. Sorte a minha que não era um dia qualquer. Estava terminando de responder algumas conversas vazias no WhatsApp, vejo algumas fotos de amigos felizes no Instragram e passo pela minha linha do tempo do Facebook procurando por algo interessante - sem sucesso.
O celular vibra e eu vejo uma notificação do Tinder. Logo penso - Essas horas? - Clico na notificação, o aplicativo demora alguns segundos para abrir e me mostra a foto da menina que combinou comigo. Abro bem os olhos e percebo que essa é a combinação mais bonita que eu tenho em cerca de 2 anos que uso o programa. Arrasto as fotos para a direita para ter certeza de que a primeira foto não era só mais uma engação - como geralmente é - contudo dessa vez eu tinha certeza de que as fotos não enganavam.
Ser solteiro atualmente é uma sina. As conversas parecem que sempre seguem um padrão "Oi, tudo bem?" - "Tudo bem e você?" - "Tudo bem, faz o que da vida? Estuda? Trabalha?".. e assim todo o encanto do processo de conhecer alguém novo se perde no meio de perguntas repetidas, que muitas vezes nem nos importamos em saber as respostas. Dessa vez eu precisava chamar a atenção dela e então eu pensei: "Preciso ser diferente, preciso fazer diferente, preciso que ela me note e não seja apenas mais um cara aleatório no meio de um mar de gente vazia". A conversa flui de forma natural e descobrimos que temos vários interesses em comum - academia, música, trabalho, moramos perto - são muitas qualidades pra uma única pessoa. Conversamos até umas 2h da manhã, trocamos números e continuamos a conversar no outro dia. Devido às agendas lotadas marcamos de nos encontrar na quarta feira para jantar juntos. Tudo aconteceu rápido mas a sinceridade sempre existiu e sempre foi muito positivo.
A sensação de encontrar alguém pela primeira vez ainda me deixa meio bobo. Me sinto ancioso, a transpiração fria, as unhas vão à boca e essa sensação só passa depois do primeiro contato. Eu parado à frente de onde combinamos enquanto ela estava chegando e percebo que ela é ainda mais bonita do que nas fotos. Não havia me enganado de fato. Uma mulher de porte médio, cabelo castanho e liso, sorriso encantador e um óculos charmoso - lá estava ela na minha frente - tremendo de frio numa noite gelada de Curitiba. Dou um abraço de quente urso pra fazer ela se sentir mais confortável e quebrar o gelo, logo que o abraço termina os olhos se cruzam e o beijo é natural. A mão na nuca e aquela puxada de leve no cabelo enquanto o outro braço passa por trás das costas e faz pressão na cintura. Ela fica nas pontas dos pés, sente a minha respiração enquanto aos poucos vamos nos soltando. Isso deve ter demorado uns 40 segundos mas a sensação do primeiro beijo é inesquecivel e singular.
Entramos no lounge do bar, os aquecedores tornavam o clima agradavel e enfim encontramos uma mesa disponível. As conversas iam desde o que cada um gosta de fazer, até os tempos de colégio onde estudávamos no mesmo local porém jamais haviamos nos falado. Ela era popular e eu era só mais um nerd rejeitado. O mundo deu voltas e lá estava eu sentado do lado daquela menina que eu achava que era apenas um sonho de consumo. A conversa estava boa mas o local não era privado o suficiente pra que o assunto evoluisse ainda mais, então sugeri que fossemos até o carro e que lá pudessemos ficar mais a vontade.
Isulfilm totalmente preto e mesmo com a luz dos postes era impossível enxegar se haviam pessoas dentro do carro ou não. Entramos, trancamos as portas, abaixamos os bancos e a natureza agiu novamente aqui. O beijo era intenso e com vontade - já fazia algum tempo que não beijava alguém com tanto vigor como estava beijando ela, e eu percebi que ela sentia o mesmo - as bocas se encaixavam e as linguas entravam em harmonia. A dança das mãos aconteciam em baixo das roupas. Um puxão de cabelo aqui, um botão aberto ali e logo todas as janelas do carro estavam embaçadas.



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