"Os mais excitantes contos eróticos"

 

76 - O segredo de Eloisa – 1ª Parte


autor: bernardo
publicado em: 06/05/17
categoria: hetero
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Fonte: maior > menor



Heloísa, nasceu e cresceu numa família de classe média no Rio de Janeiro. Era a caçula de dois. Ela se lembra da vida tranquila, ordenada, onde se sentia feliz e protegida. Seus pais eram muito amorosos um com o outro e com os filhos também. O pai, que tinha poucos e bons amigos, insistia em passar seu tempo livre ao lado dos filhos e saíam sempre em família para pequenos passeios pela praia, pela montanha em Petrópolis, ou mais comumente pelos parques da cidade do Rio.

Quando Eloisa chegou aos nove anos, porém, o mundo feliz e perfeito que vivia ruiu-se bruscamente, o pai foi atropelado e veio a falecer. Desnecessário dizer o que tamanha perda causou na família. A vida virou de cabeça para baixo, literalmente. A mãe passou por uma longa depressão que lhe roubou a saúde, a juventude e a sua bela aparência. Virou um zumbi de si mesma e a busca por um emprego, era algo inevitável. O pai havia deixado uma poupança, tinham apartamento próprio, a mãe recebeu o seguro de vida, ela e o irmão eram beneficiários de uma pequena pensão, mas tudo isso viraria fumaça em poucos meses se não houvesse um salário para os sustentar.

Eloisa e o irmão ficaram sem pai, sem o homem da casa e sem quem tomasse conta deles. Os avós maternos deram uma ajuda e passaram a viver praticamente na casa deles durante a semana, pois era para lá que iam quando as aulas terminavam. Às vezes, a mãe chegava tão cansada do trabalho que nem ia buscá-los. Por isso, frequentemente atravessavam a semana sem quase vê-la, só falando ao telefone.

Nas férias, para dar um alívio aos avós, a mãe os enviava à casa da avó paterna, que vivia em um sítio nas imediações de Nova Friburgo, estado do Rio. A vovó Lídia, estava sempre irritada e impaciente e os recebia como se fizesse um favor à mãe e os mantinha ocupados o tempo todo com pequenas tarefas. Acordavam cedo, trabalhavam o dia todo e, lá pelo fim da tarde, mal e mal conseguiam tomar banho, de tão cansados que estavam. Era o jeito dela lidar com os netos, sobretudo com Hugo.

A vovó Laura tinha um brilho esquisito nos olhos e certa vez, chegou a babar de raiva, enquanto os amarrava passando metros e metros de corda ao redor deles, dizendo que eram animais e que, como animais, deveriam ficar amarrados. Estranhamente, Eloisa se lembra bem que quando aos onze anos, amarrada daquele jeito, e com os vergões da varinha verde em seu lombo, sentiu um calor estranho entre as pernas. Foi a primeira vez e foi desconcertante. Ela nem sabia o que estava acontecendo. Seu corpo latejava e sentia a xoxotinha pulsar, como se alguém a estivesse apertando.

E assustada com tudo aquilo, com a vovó Laura, as cordas, a dor no seu corpo e, ofegante, nervosa e, ansiosa, procurando não soltar um pio sequer, não conseguiu evitar, e ficou úmida. Apavorou-se, pensando no que a avó diria se descobrisse. Que mijou nas calças, seria outra surra. Naquele estado de ansiedade, a xoxotinha continuava latejando, latejando, latejando. Ela se lembra muito bem do pânico, da dor e aquela sensação úmida, morna e pulsante entre as perninhas.

Hugo, de costas para ela, parecia totalmente alheio e, muito caracteristicamente, acabava pegando no sono. Ela não. Ela ficou ali, atormentada, apertando as pernas. Quanto mais apertava as pernas, mais a xoxotinha parecia pulsar. Mais úmida ficava. Era uma agonia e também um êxtase. Por fim, a avó os soltou e os mandou direto para a cama, sem banho e sem janta. Foi quando, debaixo das cobertas, ela se tocou pela primeira vez e gozou sem saber que era o início de uma mudança em sua vida. Esse episódio explica todo o resto que aconteceu na vida de Eloisa e que a marcou tanto e que irei relatar nesse conto.

Daquele dia em diante, ela começou a se tocar com regularidade. Fechava a porta e, debaixo das cobertas, cheia de culpa, deliciava-se. Era um prazer proibido e, muitas vezes, motivado pela lembrança daquela memorável surra em que ela e o irmão levaram ou de outras em que era amarrada pela velhota da avó. Tudo isso a chocava, pois à luz do dia, na vida normal, ela não era essa pessoa. Era normal e bem ajustada. Mas bastava ficar sozinha no banheiro, ou no seu quarto escuro, debaixo das cobertas, que um demônio saía de dentro dela. Era outra Eloísa, outra garota que vivia dentro dela, contra a sua vontade, e que se manifestava à sua revelia. Ela passou temporadas tentando não se masturbar como um alcoólatra passa dias contando a sua sobriedade, e como um alcoólatra sem apoio, ela sucumbia.

A primeira relação sexual foi com o namorado que era um bom rapaz e que gostava muito dela, mas não foi prazerosa, doeu, e ela achou esquisito, e grotesco, mas no final, ficou feliz de tudo haver terminado em pouco mais de uma hora. Tomou um banho e forçou-se a um sorriso. Não queria magoar o Luís. Achava também, sinceramente, que as seguintes seriam melhores. Como de fato o foram. E, por um tempo, acreditou que estava livre das suas fantasias. Acreditou que estava livre das escapadas para baixo do cobertor, quando se imaginava personagem de um conto erótico, e contos cada vez mais sádicos, para tocar-se vigorosamente.

Depois do Luís, ela teve outros namorados, mas nenhuma grande paixão. Mas gostou muito de André um colega de faculdade, com quem viveu em um relacionamento esdrúxulo, de idas e vindas, brigas homéricas, finais retumbantes e reconciliações dramáticas. Chegaram a terminar várias vezes. Ela arranjava alguém, ele arranjava alguém e, mais cedo ou mais tarde, largavam os parceiros para ficarem juntos de novo. André foi o seu parceiro mais apimentado. Era um garanhão, gostava de trepar com estocadas vigorosas e não raro estapeava a bunda. Xingava-a de puta, vagabunda, putinha, cadelinha, sempre de um jeito sensual, e isso era algo que a deixava acesa. Era por isso que se davam tão bem, e que o sexo entre eles era tão estimulante. Hoje, sabe que realmente nunca o amou. Mas, na época, acreditava ser apaixonada por ele. Acreditava que aquele namorado era o tal.

Na cama, André sabia ser rude na medida certa, gostava de ousar e não tinha preocupação em ser politicamente correto. Era o melhor amante que ela havia tido e que a fazia gozar de um modo como nunca havia gozado antes. Por causa do André, ela começou a ler mais sobre sexo, sobretudo contos eróticos de sadomasoquismo. Suas pesquisas a levaram aos sex shops, onde pisou, pela primeira vez na vida, tão profundamente mortificada e com uma vergonha tão grande que nem pode ver direito do que se tratava. Tremia com medo de ser reconhecida. Não que ela conhecesse tanta gente assim, mas vai que aparece um conhecido...!? Como uma gata assustada, ela ia e vinha, até que finalmente fez a primeira compra. Um par de algemas.

Chegou em casa nervosa e excitada com aquela travessura, louca para compartilhá-la com André. Ele, claro, ficou muito entusiasmado. Algemou-a na cabeceira da cama e fizeram sexo loucamente. Ela era uma boneca em suas mãos e adorou cada minuto. Dali por diante, suas trepadas teriam sempre algum momento em que ela estaria algemada, com os braços para trás, com os braços para frente, à cama, à mesa, à porta do carro. Eram como dois animais em constante estado de excitação. Sentir-se presa deixava-a em tal nível de ansiedade que, ao menor toque, ela já ofegava de prazer. Era o que acendia André. Ele nunca realmente a machucou para valer, e parecia limitar-se à tensão do momento. Era uma fantasia, uma loucura.

Entusiasmada com o sucesso das algemas, que usavam o tempo todo, ela fez outra compra: um vibrador. Foi a glória. Ao contrário de outras mulheres, ela não o usava para masturbação, sozinha. O vibrador fazia parte das relações entre eles. André a estimulava com aquele pênis de silicone que tremia e vibrava dentro dela, fazendo sua buceta transbordar de sucos e gozo. Não era um vibrador grande, era até mais modesto do que um pênis de verdade. Mas causava intenso prazer em alguns momentos e bastante incômodo em outros, principalmente quando André o introduzia em seu anus e a fodia na buceta como uma cadela, ou, ao inverso, quando ele deixava o vibrador na sua buceta e a enrabava, muitas vezes com ardor e paixão, que ela mal conseguia mantê-lo dentro de si. Por não ser tão largo e por ela estar tão lubrificada, o vibrador acabava escorregando para fora enquanto André a estocava por trás, e duravam uma eternidade, até caírem sem vida, no colchão, os dois suados, trêmulos, ofegantes, ela enrabada e o André ainda pulsando dentro da sua buceta. Era algo que ela jamais vai conseguir descrever direito em palavras, mas que tinha a ver com a sensação de plenitude, de perfeição, de ápice, de glória, arrebatamento e paixão. Era, em poucas palavras, mágico, fantástico.

Depois das algemas e do vibrador, foi a vez da gag ball. No início ela ficou meio assustada com aquilo, talvez pelo fato de que a gag parecesse um pouco grande para a sua boca, e porquê teriam que prender as correias pela cabeça. Quando ela se viu no espelho usando aquilo, levou um susto. Era aflitivo. Ela parecia uma cadela com uma focinheira e aquilo foi lhe dando uma agonia, um nervoso... quando se deu conta, estava complemente úmida. André percebeu seu pânico e fez um carinho, dizendo que tudo ficaria bem. Que era para ela relaxar e ela sentiu quando ele levantou a sua saia, puxou a calcinha de lado e a penetrou sem qualquer poesia. Não houve carinho, não houve afago.

Eloisa estava de pé, junto à parede, e ele, já bem duro, fez seu pau deslizar para dentro da sua xoxota sem qualquer problema. Aflita, desesperada, com medo, sufocada. Naquela trepada sem jeito, ela pensou que iria desfalecer. A dor e a agonia viraram outra coisa. Viraram uma pulsação insana, um calor súbito e indescritível. E gozou como se seu corpo não lhe pertencesse, como se tivesse vida própria, independente da sua consciência. Vendo seu abandono, seu estado de profundo êxtase, André passou a lhe estocar com fúria. Fez dela uma marionete, a arrastou para a cama e subiu nela como um touro cobre uma vaca e a penetrou na vagina inteiramente melada. Agarrou seus ombros e batia o pênis latejante dentro dela, cavalgando-a furiosamente. Ela não sabe quantas vezes gozou. Já nem sabia se era um gozo só ou vários. Sabe apenas que ele dava palmadas, chamava de vagabunda e que chegou ao ápice com um urro de prazer antes de tombar para o lado, satisfeito. Depois disso fizeram uso dos seus brinquedos muitas e muitas outras vezes e as relações foram ficando cada vez mais apimentadas.

Na cama, essa rudeza era uma maravilha, mas fora da cama, porém, não conseguiam se acertar de modo algum. Brigavam muito. Tinham ciúmes um do outro e pouco espírito de companheirismo. Um dia, no calor de uma briga particularmente explosiva, André perdeu a cabeça e partiu para cima dela, desferindo um sonoro tapa no seu rosto. Um tapa que a fez perder o equilibro e tombar para o lado. Caiu no chão, bateu com a cabeça e ainda levou um chute na boca do estômago, algo que a deixou praticamente sem fôlego, mas sabe o que é mais estranho? Foi ele que ficou chocado.

No chão, derrotada, com um fio de sangue escorrendo pelo canto da boca, ela o queria. Queria abocanhar seu pau e chupá-lo, misturando o gosto de sangue com o gosto de gozo, de pica dentro da cueca, de secreção. Queria que ele a algemasse e a comesse como uma vaca submissa e teria ido para a cama com ele, teria transformado aquela loucura em sexo bruto e animal se ele quisesse, mas André caiu em si. Tirou-a do chão, trêmulo e muito pálido. Estava assustado com o que havia feito. A levou para a cama, limpou a ferida na boca e insistiu para leva-la para o hospital. No dia seguinte, mortificado, disse que não poderia mais continuar com ela. Tinha medo do que poderia acontecer dali por diante e, de mais a mais, tendo estapeado a namorada assim, fora do contexto apimentado de uma relação sexual, acreditava não mais haver respeito entre eles. Curiosamente, quando ela o queria mais do que nunca, para ele, tudo esfriou.

Ela era louca pelo André e ele não queria mais saber dela. Não respondia seus telefonemas. Não a procurava, não falava com ela, não queria ter notícias. Era como se nem a conhecesse. Nunca mais o viu e ele sumiu da sua vida por completo. O rompimento deles foi terrível, e a deixou com uma sensação de vazio e de abandono que era insuportável. Verdadeiramente insuportável. Doía o tempo todo, como uma pressão no peito, sabe como é que é? Quando alguma coisa está muito, muito errada na sua vida, e você se arrasta pelo dia querendo se ocupar de outra coisa, para não pensar, não sentir... mas aquilo fica lá, doendo, sem parar? Era assim que ela se sentia.

Depois de sair com um e com outro, sem se interessar por ninguém, finalmente chegou à conclusão de que deveria dar um tempo para si mesma e viver plenamente a solidão. Era melhor assim, limpar a cabeça e começar tudo de novo, sem ranço, para até poder voltar a se interessar por alguém. Nessa nova fase, passou a dedicar-se ao trabalho. Estava formada e começou a trabalhar numa empresa de importação e exportação. Estudava para concursos e queria fazer uma boa figura no seu emprego. Por isso, foi o momento mais sério da sua vida. Trabalhava, estudava, estudava, trabalhava. Quase não saía, a não ser para ver algumas amigas mais queridas. Nessa época, já morava sozinha, em um pequeno apartamento comprado com uma parte do dinheiro que seu pai havia deixado. Ela estava indo bem e se sentindo dona de si mesma. A não ser por um velho vício. Do fundo do armário, saíram as algemas. E ela voltou para debaixo do cobertor. Foi quando, de repente, algo inusitado aconteceu e seu pequeno segredo deixou de ser um segredo. E tudo mudou na sua vida.


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