"Os mais excitantes contos eróticos"


78 - O segredo de Eloisa – 2ª Parte


autor: bernardo
publicado em: 09/05/17
categoria: bdsm
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Fonte: maior > menor


Na nova fase, de vida, Eloisa já morava sozinha. Ela estava indo bem e se sentindo dona de si mesma. A não ser por um velho vício (leia a primeira parte). Do fundo do armário, saíram as algemas e ela voltou para debaixo do cobertor. Foi quando, de repente, algo inusitado aconteceu e seu pequeno segredo deixou de ser um segredo. E tudo mudou na sua vida.


Estando na privacidade do seu quarto, sozinha e sem ter que dar conta a ninguém, foi cedendo aos seus instintos, às fantasias e passou a experimentar todos os brinquedos, que haviam feito parte da sua relação com André, relatado na primeira parte desse conto. Pouco a pouco, ia sofisticando, incorporando uma coisa e outra e ia criando histórias na sua cabeça, com enredos mirabolantes e fantásticos. As personagens eram celebridades do cinema e da tevê, pessoas que ela conhecia na vida real e até ela mesma, em cenários de fetiche, clichês de excitação, praias paradisíacas, oficinas mecânica, elevadores, becos escuros e abandonados... a criatividade era toda uma biblioteca de erotismo.


Para apimentar, ela usava seus apetrechos, na cama, debaixo dos cobertores, com as mãos algemadas para frente e se masturbava com os dedos. Usava o vibrador na buceta, que pingava de excitação e ia ficando mole, zonza, com aquele calor, aquela sensação de umidade, até que o gozo irrompia, como uma força da natureza, fora de controle. Dependendo da época do mês, da sua criatividade, de algo que houvesse excitado na Tv ou na internet, ela ficava ali, por horas a fio, parando apenas para retomar forças. Sentia o grelo inchar, pulsar, latejar.


Com o tempo, resgatou a gag ball. Ela se olhava no espelho, nua, pálida. Sua imagem dizia tudo. Ela era o reflexo do pânico primário, básico, de todo ser humano, de toda criatura viva, que é sentir dor. A gag ball passa essa coisa, de que a pessoa perdeu a sua humanidade, de que virou um animal. De que ficou vulnerável e impedido de gritar por socorro, pedir ajuda, tentar se salvar. Nesse delírio, ela se impunha a gag ball. Colocava a bola cor de laranja na boca e afivelava aquela coisa na cabeça. O pânico era imenso. Era o que ela via naquele espelho, uma Eloísa que não era a Eloísa que ela achava ser.


Com a gag, ela se algemava e ia para baixo das cobertas e usava também o vibrador. Seus dedos buscavam o grelo, que logo inchava e pulsava. No auge do gozo, ela sentia o carocinho e apertava aquela carne latejante com força, querendo prolongar os espasmos ao máximo. A buceta logo transbordava dos sucos e do gozo que brotavam com espantosa facilidade. Ela sempre teve muita secreção e muito gozo, André, seu ex, dizia que ela era uma dessas mulheres que esporrava e ela achava que era verdade, pois esporrava mesmo. A lubrificação era fácil e o gozo brotava de uma maneira bem visível e viscosa. Um homem que realmente a conhecesse saberia quando ela goza e quando não gozava, não dá nem para tentar enganar.


Por uma temporada, ela teve medo que o onanismo a dominasse inteiramente. Que, de tanto se satisfazer sozinha, nunca mais achasse graça na companhia de um homem. Leu alguns artigos sobre o assunto em revistas femininas e masculinas, alguns até interessantes, porque explicavam o tabu religioso em torno da masturbação. Em algumas religiões, existia mesmo o medo de que a mulher se masturbando, perdesse o desejo pelos homens. Isso parecia ridículo, mas fazia sentido. E o sentido é que, na sua caverna, escondida debaixo das cobertas, ela estava se transformando em uma garota solitária, que se realizava sozinha e preferia não se arriscar em outro relacionamento.


Por várias vezes pensou em frequentar terapia, em falar com o ginecologista, em se confessar com um padre ou pastor, em tomar remédio, mas a verdade é que, mesmo chocada com o seu comportamento à luz do dia, ela nada fazia para mudá-lo, porque gostava de se amarrar, se amordaçar e ir para baixo das cobertas.


Em uma tarde pacata de domingo, sozinha em casa algemada, gozando na cama com o seu vibrador atolado na bucetinha, o alarme de incêndio do prédio começou a tocar. No pânico, ela não achou as chaves da algema, que ficavam sempre na mesinha de cabeceira. Muito provavelmente derrubou as chaves sem querer, enquanto se mexia na cama, e, na confusão, não teve cabeça nem tampouco frieza para procurá-las. Era isso ou morrer queimada. Com as mãos algemadas, conseguiu remover a gag ball e até vestiu uma calça para sair, mas estava com os seios de fora. O alarme de incêndio ainda tocava insistentemente. Desesperada, pegou uma mini saia de elastano e puxou-a para cima, como se fosse uma blusa tomara-que-caia. Achou um casaco e saiu correndo, desesperada. Quando abriu a porta, em rota de fuga, acabou trombando com um dos vizinhos, que a amparou da queda.


- Calma...! -ele disse, gentilmente - não é nada... alarme falso- ele completou.


Simpático, ele sorria para ela e os dois acabaram rindo da idiotice. Ela estava pálida, descabelada, vestida como uma idiota e escondendo seus pulsos algemados por baixo do casaco, que segurava contra o seu peito.


- Como é que a gente vai confiar nesse alarme, não é mesmo? – ela disse.


- É verdade. Da próxima vez que tocar, ninguém vai dar bola – ele completou.


- Será que foi mesmo falso...? – ela perguntou, ainda trêmula de medo.


- Foi. O porteiro acabou de me ligar. Por sorte, tem pouca gente no prédio -ele disse.


Ela suspirou, aliviada. Era tudo muito ridículo. Suas pernas tremiam, não se sabe se por causa do medo de morrer queimada ou pelo fato de ter sido arrancada do seu pecado secreto. Era como se a divindade houvesse lhe punido pelas suas travessuras.


- Obrigada -ela murmurou.


- Imagina, não foi nada. Tudo bem com você? - ele preocupado perguntou.


Como ela poderia responder aquela pergunta? Seu vizinho, apesar de morar na porta em frente, era alguém que ela mal via. Às vezes, se cruzavam no corredor ou no elevador, e só. Ela mal reparara em seu rosto antes. Agora, via que era um homem de seus quase quarenta anos, com uma bela barba aparada, olhos de um azul escuro muito bonito e braços fortes, de quem faz ginástica. Não sabia nem o seu nome direito. Ele era sempre muito simpático com ela, muito educado, com modos de cavalheiro. Puxava a porta do elevador para ela poder entrar ou sair, a cumprimentava e sempre sorria de um jeito bondoso. De vez em quando ela o via saindo para passear com um cachorro pastor alemão, que ele chamava de Tuli. Muito correto, usava o elevador de serviço.


Ela se lembra de uma ocasião em que Tuli estava com uma focinheira e ela pensou, quieta, que aquele cachorro parecia com ela, quando usava a gag ball ou era ela que parecia com Tuli. Ela era uma cadela. Aquilo era perturbador, e a deixava com a sensação de que seus vícios eram muito errado, mas, quanto mais errados, mais prazerosos. Ela, estava confusa e precisava... se deitar um pouco... desconversou, querendo voltar para casa.

Ela estava aflita para abrir a porta. Obviamente, havia algo de errado porque ela não largava o casaco. Quem é que tenta achar uma maçaneta por baixo do pano, agarrada a um casaco que, naquele calor, não fazia qualquer sentido?


- Você precisa de ajuda...? - ele perguntou gentilmente, apesar de algo desconfiado.


- Não, está tudo bem... a maçaneta não... não trava por fora.... -de fato, não. Mas quando ela finalmente a fez girar, abrindo a porta, o casaco escapuliu e caiu pesadamente no chão.


Foi um desses momentos pivotais, em que nada é dito e tudo é compreendido. Tudo, absolutamente tudo. Os dois trocaram um olhar e foi o que bastou. Não se sabe se por causa da sua inexperiência, e por toda a culpa que ela carregava, ou se porque ele era muito experiente e foi capaz de captar tudo no ar. Ela corou logo. Seu rosto, muito vermelho queimava de vergonha. Algemas, fora de um contexto policial, não costumam ter outro uso mais explicável do que um óbvio fetiche. Morando sozinha em um apartamento, então, o que aquilo parecia? Como qualquer pessoa que esconde um segredo, Eloisa achou que tudo estava muito bem estampado em letras garrafais na sua testa: tara, masturbação, gag ball, vibrador, puta, safada, doente. Masoquista. Gosta de ser amarrada. Gosta de levar tapa. A Eloísa das algemas, que ela guardava tão bem guardada debaixo das cobertas, estava agora exposta à luz do dia, e para um virtual estranho.


- Se você precisar de ajuda... -ele se ofereceu, ainda muito gentilmente, como se não quisesse embaraçar.


- Não, tudo bem... tudo bem... eu me viro sozinha....


- Ok... mas, se você mudar de idéia... meu nome é Rogério... não sei se você se lembra....


- Rogério, claro... me lembro sim... me lembro... obrigada, Rogério... Eu me chamo Eloísa....


- É, eu sei. Bom, Eloísa, eu vou descer. Vou falar com o porteiro. Mas, fique tranquila porque foi mesmo um alarme falso.


- Obrigada....


Rogério foi um cavalheiro, fingiu que nada viu, que não entendeu, e a poupou de um grande embaraço. Ela sorriu um sorriso débil e entrou no seu apartamento, seu santuário, sua alcova de pecados, e fechou a porta gentilmente atrás de si. Suas pernas ainda tremiam e a sensação de idiotice era como uma faca atravessando o seu peito. Como seria dali por diante? Como seria cruzar com Rogério no corredor? Era uma vergonha, um vexame horrível. Toda vez que a visse, ele também veria uma puta. Seu vício, suas fantasias, suas intimidades guardadas debaixo de sete chaves acabaram reveladas por acidente a alguém que, sem a conhecer, iria julgá-la da pior forma possível.

Pensando assim, foi ao seu quarto, arrasada, e depois de revirar tudo achou as chaves debaixo da cama. Tudo por nada. Sua vergonha havia sido em vão porque, de fato, sua vida nunca estivera em risco. Só podia ser um castigo divino mesmo, sem sombra de dúvida.


Na semana seguinte, por uma bênção qualquer, não encontrou com Rogério. Não que ela sempre esbarrasse com ele pelos corredores, mas... não querendo vê-lo de jeito nenhum... temia o acaso. É a história do pão de pobre, que cai com a manteiga virada para o chão. Seus horários não eram os mesmos horários do Rogério, mas se ela estivesse sendo vítima de uma grande sacanagem do destino certamente seria obrigada a cruzar com ele todos os dias, para que o suplício não tivesse fim. Não foi, porém, o que aconteceu. Quando a sexta-feira chegou, ela já estava bem menos aflita, achando que a coisa toda iria ficar o dito pelo não dito. Que é assim mesmo, ninguém deve nada a ninguém e cada um cuida de si. Quem não tem seus segredinhos? Essa era a medida da sua autoconfiança.


Estacionou seu carro na garagem e, muito calmamente, tomou o elevador. Estava cansada depois de um dia inteiro de trabalho. Havia a tentação de se jogar na cama e ver televisão, mas naquele fim de tarde, princípio de noite ela realmente fez planos. Pensou em tomar um banho quente e sair para relaxar. Queria ver um filme, talvez fazer umas compras no shopping. Teve a ideia de ligar para uma amiga e convidá-la a sair quando chegou ao seu andar.


Estava tudo tão quieto, tão calmo, que aquela aflição dos dias anteriores não ocorreu e ela nem trazia a chave de casa na mão. Tranquilamente, abriu a bolsa e, revirando aqui e ali, procurou pelo chaveiro. Foi quando sentiu a presença de mais alguém ao seu lado. Ergueu o rosto e lá estava ele Rogério. Seu vizinho, com seu sorriso simpático. Seu coração deu um pulo selvagem no peito. Ela não o havia ouvido. Ela não havia ouvido qualquer ruído, nada. Nem do cachorro, Tuli, que ele trazia na guia. Como isso era possível? Não ouviu coisa alguma, só sentiu a presença dele, como uma espécie de instinto animal. Do jeito que uma caça sente a presença do predador, já tarde demais para fugir. E, exatamente como uma caça, uma pequena presa, empalideceu, sem qualquer reação paralisada mesmo.


- Olá, Eloísa... tudo bem?. - ela não sabe por que estava tão amedrontada. Rogério a olhava como o perfeito cavalheiro que sempre havia sido. Ela não sabe por que intuiu a ameaça. Porque, naquele momento, não era vergonha que sentia, mas uma avassaladora sensação de vulnerabilidade.


- Olá.., tudo bem - balbuciou, em um fio de voz.


- Eu assustei você?.


- Não.... - claro que havia. Era algo estampado em seu rosto. Ele devia estar sentindo o cheiro do seu medo.


- Você parece assustada.


- Não... não, não tô não... impressão sua....-sua voz mal registrava. Seu peito arfava. Ela mal conseguia olhá-lo nos olhos.


- Que bom.


E para seu desespero, Rogério estendeu a mão e a tocou no rosto. Ela chegou a reagir como se esperasse um tapa, mas ele só queria fazer um longo afago.


- Sim, você decididamente parece assustada... - e ele sabia o quanto aquele carinho a assustava. Era bom, mas a assustava.


Com a ponta dos dedos, Rogério desenhava o contorno das suas feições de um modo tão delicado que era como uma cócega deliciosa. Ela ofegava de medo, se sentindo encurralada contra a porta e ameaçada pela presença do cachorro, que a olhava diretamente nos olhos. Não fique assustada, Eloísa... porque eu não quero fazer mal a você.


Os dedos escorregaram suavemente pelo seu pescoço e chegaram ao seu colo, brincando no contorno do seu bem-comportado decote. Naquele momento de ansiedade, seu corpo latejava loucamente. Ela se sentia pequena, fraca e vulnerável, perdendo o fôlego, num misto de pavor e excitação.


- Vamos entrar, Eloísa...? Eu quero dar uma olhada no seu criado-mudo – ele disse.


- Meu... o quê...?.


-Seu criado-mudo. Sua mesinha de cabeceira


- Oh, ele sabia. Ele sabia -ela pensava.


Seus dedos acariciavam agora um dos seios, por cima da roupa, fazendo os mamilos endurecerem ao seu primeiro toque.


- Vamos, Eloísa... abra essa porta... vamos entrar – ele insistia.


Ela tem seios pequenos, como os de uma adolescente. Quando ele resolveu usar sua mão que era grande e macia tudo coube em sua palma. Brincava com um e com outro, talvez se divertindo com o fato de os mamilos estarem agora tão duros que, como carocinhos, marcavam o tecido da blusa a despeito do sutiã.


- Vamos, meu anjo... seja uma boa menina -ele dizia.


Ela estava tão atordoada pela presença do Rogério que seu pânico era também um pouco fascinação. Ele era um homem bonito, charmoso, de feições marcantes e modos suaves. Ela deixou que ele tomasse a bolsa de suas mãos e pegasse as chaves do seu apartamento. Foi ele que abriu a porta, sorrindo de um modo muito gentil.

- Vamos... - ela disse depois de ter virado o rosto em outra direção, como quem pensa em recusar, fugir, pedir socorro. Mas seu medo não era aquela força animal que traz a força do instinto de autopreservação. Seu medo era debilitante, a deixava zonza, frágil, muito débil das ideias. Seu medo era a sua sedução.


Rogério pegou-a pela mão e a levou para dentro sem que ela tentasse impedi-lo, e eram seguido por Tuli. Uma vez dentro do apartamento, assistiu, como uma criança impotente, quando Rogério trancou a porta e guardou as chaves em seu bolso. Tuli não latia, como um cão fiel e bem treinado.


- Eu gostaria de ver o seu quarto, Eloísa... ou o lugar onde você brinca.


-Rogério, por favor, não, não faça isso.


Não era um pedido, era mais como uma instrução. Era isso o que talvez a deixasse tão indócil. Ele era gentil e falava muito polidamente, mas, por trás daqueles olhos aquilinos, daquele sorriso bondoso, havia um brilho que ela instintivamente reconhecia. Tinha o comando da situação, como um adulto que, sem precisar dizer nada, tem o comando de qualquer criança.


- Por aqui... – ela balbuciou, mostrando o caminho.

Rogério fez um sinal para que ela fosse na frente embora se tratasse de um apartamento de quarto e sala. Mal cruzaram o corredor e já estavam em seu quarto, com tudo muito limpo e arrumado. Ela não podia acreditar que estava levando aquele estranho e o seu cachorro direto para o seu quarto, onde ela ficaria ainda mais vulnerável.


-A sua casa é muito bonita, Eloísa... - ele comentou, olhando discretamente ao redor – se vê logo que você é uma moça de bom gosto.


- Obrigada....- ela sentiu o rosto enrubescer.


Rogério a olhava e sorria para ela, como um tio querido. Aproximou-se e acariciou-a de novo dizendo.


-O que foi, anjo...? Por que esse medo todo...? – ele perguntou.


-Porque... não sei... -lágrimas brotaram em seus olhos enquanto Rogério a afagava de novo. Havia algo nele, algo em sua estudada calma e polidez que a deixavam com a sensação de calma antes da tormenta.


- Psiu, psiu anjinha... não, nada disso... não fique assim....


Ele afastou seus cabelos para trás, como se ela fosse uma criança, e desabotoou o primeiro botão. Ela estava perdendo o fôlego.


- Você é uma boa moça, Eloísa... dá para ver isso nos seus olhos... uma boa moça com gostos que boas moças têm medo de admitir....


Quando o segundo botão saiu da casa, os dedos dele tocaram no vão entre os seios, causando um espasmo involuntário ao longo de sua espinha.


- Você anda muito sozinha, não anda...?.


- Não....


- Anda sim... o que é uma é uma pequena, porque... boas moças como você não devem ficar assim, sem alguém que cuide, e proteja, e lhes dê carinho... você me entende...?


-Rogério, eu..... - Psiu, psisiu - esticando com um dedo, ele silenciou seus lábios. Com o outro, soltou o terceiro botão.


-Eloísa, como você é linda... você parece uma boneca... uma linda boneca, dessas antigas, com rostinho delicado e perfeito...


O quarto e o quinto botão cederam facilmente e assustada, ela começou a chorar de mansinho enquanto ele fazia o tecido de seda escorregar pelos meus braços, até cair no chão.
- Não chore, minha querida... não chore... não vou machucar você. Você é realmente muito linda... eu gosto muito de cadelinhas assim como você... pequenas e delicadas....


Cadelinha. Ela se lembra do jeito carinhoso como ele disse cadelinha. Foi quando ele tomou seu rosto em suas mãos e beijou-lhe na testa. Ela tremia, paralisada de medo. Mas o medo também era algo diferente, algo que parecia uma revoada de borboletas em seu estômago, e que a fazia pulsar loucamente entre as pernas. O medo, para o seu intenso horror, a excitava.


- Você anda sem dono, não?. Ah...? - ele perguntou.


Ela nem raciocinava direito. Com aquelas mãos macias, Rogério estava removendo o sutiã sem qualquer dificuldade. Quando ela se deu conta, seus seios estavam à mostra, para o deleite do homem que a afagava tão gentilmente.


-Ah, Eloísa... são lindos... tão delicados... tão... branquinhos... -seu rosto enrubesceu de vergonha, de medo, de constrangimento.


- E esses mamilos... tão rosados...!.


Ela sentiu os dedos dele fecharem-se ao redor de um de seus mamilos. Ele a abraçou, fazendo com que ela repousasse a cabeça em seu peito, e ficou brincando com o biquinho rosado.


- Cadelas peitudas não são nada atraentes... não para mim.... - enquanto falava, Rogério ia apertando seu mamilo. Apertando, apertando, numa pressão bem suave que, aos poucos, foi se tornando bastante, incômoda, até ficar dolorosa. Ela gemeu, mas aquela mão que afagava na nuca fez com que seu rosto afundasse no peito dele.


-Nada de grito, anjinha... nada de grito... senão, eu vou ter que castigar você....


Ele apertava e torcia seu mamilo. A dor era terrível, lancinante, até que, para o seu mais absoluto horror, o desconforto foi virando outra coisa. Tentou arquear as costas, mas ele a prendia. Tudo pulsava. Entre as pernas, ela pulsava loucamente.


- Assim, assim... boa menina... boa menina....- ele dizia todo instante.


Com um puxão, Rogério a levou à loucura. A dor era muito forte. Seus gemidos eram abafados em seu peito, seu corpo se debatia, mas ela nada fazia para correr daquele abraço de urso que a torturava. Quando ele finalmente soltou seu biquinho, ela estava quase desfalecendo em seus braços. Aquela mão grande foi descendo, descendo, e chegou às suas pernas.


- Não... não... por favor... não...- ela dizia, mas, seus gemidos eram débeis e só faziam com que Rogério ganhasse mais controle da situação.


Para ele, era como se ela estivesse implorando por mais. Foi quando sentiu que ele ergueu a sua saia aos poucos, prolongando seu medo. Seus movimentos não eram rudes, eram firmes, experientes, bastante estudados. Ele ainda pressionava sua nuca contra seu peito quando finalmente afastou as suas pernas e tocou em sua calcinha. Bastou escorregar o dedo pelo pano para senti-la encharcada.


Em seu desespero, ela havia gozado sem sequer ter sido tocada. Era a confirmação de que ele precisava.


-Eloísa... você gozou, neném.... hummm que delicia...


Ele a afagava e ela se contorcia, querendo escapar, mas também esfregava seu corpo contra o dele. A mão entrou por sua calcinha e ele tocou direto na pele, causando um forte espasmo.


- Calma, menina... calma....


Ela não ficou calma, não podia ficar calma. Onde quer que ele tocasse, era uma explosão, uma contração, um movimento latejante. Os dedos tocaram em sua vulva lubrificada e seguiram até o grelo, suavemente, levando à insanidade completa. Ela estava gozando. Seus dedos brincavam com seu grelo em um vai e vem, vai e vem. E ela gemia, chorava, gemia, chorava.


- Isso, anjinha... goza... goza... goza... na mão do teu macho e do teu dono.


Aquela voz a embalava, era como uma deliciosa cantiga de ninar. E assim ela sentiu o primeiro espasmo, o gozo, gritou, e ele não parou. Continuou acariciando, bolinando, fazendo com que seu corpo todo tremesse desajeitadamente. Quando a segunda onda de espasmos despontou, ele parou de massagear seu clitóris e passou a beliscá-lo. Um único beliscão, forte, que a fez urrar de dor e prazer. Era algo indescritível. Ela deu um salto involuntário, ainda firmemente presa ao corpo dele era o seu gozo. Ele a beliscava e a puxava, com cada vez maior força. Seu grelo pulsava entre os dedos dele, algo que eles dois sentiam como se dividissem o mesmo corpo. Seu gozo foi avassalador e ela tombou, quase desfalecida, sentindo o amparo nos braços de Rogério.


-Oh, Eloísa.., meu amorzinho, você gostou, não gostou...? - ele segurou em seu queixo e a fez olhar em sua direção e disse - Que cadela maravilhosa você é...! Eu juro que gozei só de ouvir os seus gemidos.....


Ela não tinha forças para lutar contra ele, nem tampouco queria lutar contra ele.


- Vamos fazer o seguinte hoje, anjinha... vamos brincar com os seus brinquedinhos. Amanhã, se você quiser, brincaremos com os meus brinquedos... que tal lhe parece?


Ele perguntou, mas ela nem raciocinava direito. Assentiu com a cabeça meio zonza. Foi quando Rogério tomou-a em seus braços e a levou até a poltrona no canto do quarto, onde ela normalmente e sentava para assistir tevê.


- Espere que eu já volto... .-ele disse dando-lhe dois tapinhas de leve no rosto e ela viu quando ele se foi, deixando Tuli de guarda, na porta do seu quarto.


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