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Existe amizade entre homem e mulher?


autor: Sam_Hennessie
publicado em: 14/05/17
categoria: hetero
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Fonte: maior > menor


Lucas e eu nos conhecíamos há muito tempo. Como vivíamos numa cidade pequena, acabávamos estudando nas mesmas escolas e até nas mesmas salas. Quando nos tornamos adultos, entramos na faculdade juntos, assim poderíamos nos ajudar a estudar e tal.

Lucas havia crescido e se tornado um homem. Moreno, cabelos escuros e curtos. Tínhamos uma amizade saudável e brincalhona. Chamávamos o outro de gatinho/gatinha, trocávamos juras de amor, mas juro! Não havia friend zone na parada, não mesmo. Realmente não pensava em Lucas com maldade, era mais um primo, irmão, sei lá. E sabia que ele sentia o mesmo.

Naquele tempo, tínhamos 21 anos. Eu namorava um cara beeeeeem estranho, e muitas vezes me queixava dele pro Lucas. Dizia que meu namorado era grosso, que me xingava durante as brigas, que eram mais frequentes do que a parte boa da coisa. Eu vivia numa situação bem desconfortável convivendo em namoro abusivo e controlador. Certa vez, ao me ver com o Lucas, meu namorado ficou nervoso e com ciúmes (contei ao Lucas depois). Rimos muito disso...

Certa vez estávamos eu e Lucas no ponto, esperando ônibus (morávamos em bairros próximos) e eis que o meu namorado apareceu em sua moto. Começamos a conversar a alguns metros do meu amigo e de repente os ânimos se alteraram. Falávamos coisas idiotas, até que ele me segurou com força pelo braço. Lucas apareceu, se colocando entre nós dois e dizendo “Solta ela, seu animal!”. Meu namorado ficou meio bolado. Falou algo que eu não entendi, montou na moto e foi embora.

Fiquei meio embaraçada e disse que ele não deveria ter interferido. Que aquilo era problema nosso e que ele não tinha nada a ver. E foi aí que eu o abracei e chorando disse “Obrigada. Eu não aguento mais”.

Daquele dia em diante, Lucas começou a me tratar com mais carinho e atenção. Sei lá, acho que percebi acontecendo. Porém aquilo foi um start para o que viria a acontecer depois. Quando estávamos juntos, sorriamos estranhamente um para o outro e até rolava um carinho nas mãos.

Nos tornamos ainda mais próximos e gentis um com o outro, nos falávamos mais, quase sempre. Muitas vezes para eu me queixar do namoro e ele me consolar com palavras legais.
Um belo dia, deixamos a faculdade caminhando e acabamos pegando uma boa chuva até o centro. Eu disse “menino, vamos até a casa da minha tia, ela deixa a chave comigo. Quando parar você vai embora”. Cenário perfeito, eu só não queria perceber.

Entramos e logo tiramos as blusas, molhadas. Rimos um pouco e fomos andando pela casa. Fomos até o quarto, onde ele parou e olhou pela janela, vendo a chuva cair. Eu então me aproximei por trás, o abracei e disse:

Eu: você tem sido muito legal comigo esses dias, desculpe te perturbar com meus problemas.
Ele: Não tem problema, eu gosto de você. Pode me perturbar. Sempre que puder ajudar, eu ajudo.
Eu: Obrigada de novo.

Ele se virou e eu toquei seu peito com a mão esquerda, por cima da camisa, olhando-o no fundo dos olhos.

Sabíamos que talvez fosse um erro, havia um namoro, uma amizade, tudo em jogo. Mas era tarde. Estávamos próximos demais. Eu o queria! Queria muito! O desejava mais do que já havia desejado qualquer um.

Lucas escorregou sua mão direita por minha cintura, levando-me contra ele. As bocas se tocaram naturalmente. Suave, calmo, lento e doce. Um longo beijo. Naquele momento passei a mão sobre seu pescoço e ele me apertou com força, acariciando minhas costas.

Os beijos começaram a se tornar ofegantes e nervosos. Então ele me atirou na cama, e com os dedos puxou lentamente o zíper da minha calça. Mordi os lábios me contorcendo. Rapidamente estávamos apenas com as roupas íntimas, ajoelhados um em frente ao outro. Comecei a acariciar seu pênis, olhando fixamente até puxá-lo pra fora. Comecei a masturbar fortemente, deixando-o sem ar. Me abaixei e pus a boca lentamente. Fui e voltei várias vezes. Ia até onde conseguia e voltava até a cabeça, olhando para ele com a boca cheia e molhada de saliva que se misturava com o liquido que saia dele.

Lucas me tomou pelo queixo e me trouxe para cima. Me puxou para cima dele e foi lambendo meus seios levemente, com carinho. Minha pele se arrepiava e os pulsos elétricos tomavam meu corpo. Senti sua mão invadir minha calcinha e me tocar. Mão ágil, dedos quentes, me acariciaram com firmeza.

Solta, cai para traz ao passo que ele arrancava minha última peça de roupa. Veio, beijou meu corpo e desceu até encontrar minhas pernas abertas à sua espera. Me devorou como um animal faminto. Saboreando minha vagina.

Em seguida me penetrou com calma e cuidado, me olhando fundo. Gemi em seu ouvido, abraçando-o e puxando-o para dentro de mim. Corpos quentes, deslizando um sobre o outro.

Me olhou com olhos firmes. Não precisávamos de palavras, havia química, como se tivéssemos sido parceiros em outras vidas. Apenas me virei e ele me penetrou por trás, com movimentos repetitivos e duradouros. Com suspiradas profundas em meu pescoço. Quando me empurrou, fiquei de quatro e senti cada centímetro de seu membro me invadindo. Sem dor, sem medo, sem arrependimento. Não havia certo ou errado, não havia nada, apenas dois corpos, uma cama e um barulho de chuva.

Na posição seguinte, tomei o controle e o joguei deitado, me virei de costas e sentei sobre ele, queria mostrar tudo do que eu era capaz. Queria dá-lo todo meu amor, tudo o que tinha. Então rebolei sobre ele com tudo. Sentei como nunca havia feito antes, com vontade, com gosto. Ele então segurou minha cintura, coordenando meus movimentos.

Me virei de frente para ele e cavalguei daquela forma. Suas mãos foram aos meus seios e daquela forma me levaram ao ápice do prazer. Tive um orgasmo quente, maravilhoso.

Fraca, caí sobre ele com a respiração ofegante. Ainda sentindo seu mastro pulsar dentro de mim. Deitei de bruços e o puxei para cima de mim. Fui penetrada daquela forma, até que senti seu suco ser depositado no meu interior. Uma sensação maravilhosa, enquanto sentia seu corpo tremer sobre o meu, e sua voz a gemer em meus ouvidos.

Ficamos ali por alguns longos minutos. Entre carinhos e olhares. Sem palavras. Até que ele precisou partir e eu o perdi de meus braços.

Nunca mais fomos os mesmos. Não conseguíamos mais nos encarar por longo tempo, não nos falávamos como antes. Não conseguíamos ignorar o que havíamos feito. Nos afastamos e hoje vivemos vidas distantes e diferentes. Poucas vezes trocamos algumas palavras pela internet, não tenho coragem de puxar conversa, e jamais o crucifiquei por não conseguir fazer também. Foi o preço que pagamos por aquela linda noite de chuva. Talvez algum dia... talvez...

(Este conto é uma repostagem de minha própria autoria)




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