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COMO TUDO COMEÇOU! - A MENTIRA


autor: TGRIP
publicado em: 30/06/17
categoria: hetero
leituras: 633
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Fonte: maior > menor


COMO TUDO COMEÇOU!



Capítulo 34



Parte 13 de 13



A MENTIRA



NOTA:
Aconselho a lerem desde o primeiro capítulo, para compreenderem tudo.
Todos os nomes dos personagens são fictícios e escolhidos pelos os integrantes, tirando o meu, que é real.
Todas as histórias divulgadas são com a confirmação e conhecimento dos integrantes. (OK, nem todos...)
As histórias/relatos desde o capítulo 15 foram adaptados à ideia do casal soad_xxx.



ANTERIORMENTE...
“-(Mia) AIIIIIII...
-(Paulo) Fodasse, epa, agora foi demais.
-(Marta) Mia, vai com calma. Se calhar é melhor irmos para casa, sempre temos as paredes para abafar. Ô lindo, eu não vou parar, não é?! E a minha gatinha está a adorar aquilo que eu estou a fazer-lhe. Ela nem disse a palavra passe.
-(Amílcar) Porra, que gritaria foi essa? Ouviu-se à distância...
Marta, o que estás a fazer à brasileira?
-(Paulo) Brasileira?
-(Marta) Pfff...até parece que já não sabias, já falas-te sobre isso no meio...”

NOTA:
Este relato/conto teve ajuda dos meninos que integram esta parte. O Milka e a Marta.
Resumindo, este é mais a avacalhar que o normal.. É que não dá para fazer isto aqui com eles.

CONTINUANDO...




DOMINGO MANHÃ.


-(Paulo) És brasileira?
-(Mia) Desde que nasci...
-(Amílcar) E ninguém responde-me?
-(Marta) Ô lindo, eu já falei com a tua filha, é por isso que ela voltou ao que era antes. Não me digas que ela esqueceu-te de avisar?
-(Paulo) O que eu vejo é que vocês não podem vir cá a casa passar a Páscoa. Invés de ajudarem só fodem isto tudo.
-(Amílcar) Epa, para a próxima, vão vocês lá para a quinta. Sempre é muito mais espaçoso e ajudas a tratar dos animais.
-(Paulo) Ah, bem logo vi, tu queres é um escravo... já não chega a tua mulher “escravizar-te” e agora queres que eu me torne num também.
E da última vez, puseste-me a mim e ao Nuno a correr atrás do porco. Por acaso, tratas-te de algum a****l aqui?
-(Amílcar) A Marta tirou-te o leite hoje de manhã... e o porco não conta.
-(Paulo) Fodasse, até parece que ontem não fomos os dois com elas? Estás armado em Nuno?
-(Amílcar) Tu é que falas-te nos animais, não fui eu.
-(Paulo) Eu não falei em anim...
-(Paula) Não é melhor pararem com esta conversa, que não tem nada a ver com o que se passou na Nazaré?
-(Paulo) Ô Dª Paula, o que estás aqui a fazer? Não estavas a ajudar a Marta com os “chorões noturnos”?
-(Marta) “Chorões noturnos”? Um deles é teu afilhado... Vê lá se não queres chorar também, mais daqui a pouco.
Não estás a relatar o que nos aconteceu? Então, escreve.
-(Paulo) Já mandas? Ok Ok, eu escrevo...

Estes caralhos andam a começar a ficar muito mandões para o meu gosto.
Voltando ao principal, mas antes, uma breve explicação.
Sim, a Mia é brasileira e o Rutger, viveu a maior parte da vida dele no Brasil.
Mia é mesmo o nome dela, Rutger também.
E porque, a minha filha escolheu Holandeses?
Porque ele é filho de pais Holandeses e a Mia, tem mistura de pai italiano com mãe brasileira.
Porque é que não trocamos os nomes deles?
Já foi explicado, eles só entram neste relato (cof cof), nunca mais os vimos e não temos os contactos deles, pois a Dª Marta, perdeu o telemóvel... por isso, Mia e Rutger, caso leiam este relato, digam qualquer coisa.
Eu sei que não é parecido com aquilo que passaram, por causa da ficção, mas, somos nós. PM...

-(Mia) Eu sempre fui brasileira. Não compreendo a admiraçAAAAAAA...
-(Marta) Adoro quando gritas, por causa de mim.
-(Paulo) Epa, ok, voltas-te a ser brasileira. Melhor para mim, escuso de estar a repetir o que ela diz e invés de ser 17 páginas, ficam só 10.
Vamos é para o primeiro andar, que de daqui a pouco, os barcos pensam que é a sirene dos faróis.
-(Amílcar) Porra, é por causa disso que me obrigas-te a andar à procura dos pasteis de bacalhau?
-(Marta) Ái, amor, cala-te. Até parece que foste a algum lado, originalmente. Sabes perfeitamente que nem saís-te daqui.
E traz é a mala dos nossos brinquedos. Anda, minha linda gatinha, mas, vens de gatas.
-(Mia) Miau...
-(Amílcar) Porra, mais uma vítima?
-(Paulo) Caralho, agora vamos para baixo. Ainda à pouco trouxe aquela mala cheia de merdas para cima e agora temos que ir para baixo com ela.
A tua esposa, só me fode.
-(Amílcar) Se fosse só a ti...

Com a Marta e a Mia a descerem para o primeiro andar, o Amílcar, ajuda-me a enfiar as merdas da Marta, dentro da mala.
Ao descermos as escadas do sótão, que têm um declive bem acentuado, deixámos cair a mala, abrindo-se aquela merda e espalhando aquilo tudo no chão.

-(Paulo) Fodasse, já viste a merda que fizeste?
-(Amílcar) Eu? Então, tu é que ias na parte de baixo, a agarrar a mala e eu é que sou culpado?
-(Paulo) Não te armes em Nuno, caralho. Falta-te a força ou quê? Levei com estas merdas na cabeça, pá!
-(Amílcar) Cheio de sorte. Já engoli com mais de metade no rabo...

A Martinha, estava em cima da nossa cama de casal, com a Mia deitada de papo para o ar.
As duas riam-se e a Marta ao mesmo tempo, aproveitava-se e toma lá mais um aperto e mais um grito.
A Mia, não queria saber de nada, gritava a bons pulmões.
Se a Sónia, tinha uma voz estridente, a dela, não é tão aguda, mas, era forte e bem alta. Servia para a venda de peixe na praça.
A minha menina de olhos azuis, cuspindo na mão enfiando os dedos na coninha da Mia, mais os apertos ligeiros dos grampos, a brasileira não se conteve, berrou mais uma vez.

-(Mia) Ái Marta, cê me deixa louca.
-(Marta) Milka, amor, ajuda-me.
-(Paulo) “Milka, amor” e eu é que me fodo a arrumar isto tudo que caiu, não é?
-(Amílcar) Já paravas com o Milka, não?
-(Paulo) O caralho. Se ela começou a chamar-te isso na semana da Páscoa e para te ser sincero, eu já nem me lembrava disso e uma semana depois, ela toca no assunto, achas que eu iria perder esta oportunidade de escrever Milka, outra vez?
-(Marta) Amor, deixa o meu lindo escrever “Milka”. Eu gosto.
-(Paulo) Vês, ela gosta.
-(Amílcar) Bem, continua lá o que estás a escrever, mas é.
-(Paulo) Muito obrigado. Isto de vocês virem aqui por o bedelho... estragam esta merda toda.
Em duas semanas, escrevi um relato e meio à vossa conta e daqui a pouco, estão aqui os palecos, também. Estou a ver que vou demorar 3 semanas para escrever dois relatos.
Se chamam isto de ajuda, vou ali e já venho.

Arrumando ou melhor, a mandando as coisas para dentro da mala, deparo-me com certas coisas que eu nem sabia que existia.
Ca raio é esta merda? Uma garrafa em silicone? Uma mão? O que raio é esta merda com um fio?

-(Paulo) O que raio é esta merda, que tem uma cabeçorra redonda e tem um fio para ligar à eletricidade? (O meu tio disse que parece um microfone, mas que a minha tia adorou...)
-(Marta) Ái lindo, isso é a minha varinha mágica.
-(Paulo) “Varinha mágica”? Nada parecido...
-(Marta) Amor, traz a nossa varinha e liga, por favor.
-(Amílcar) Nunca viste essas coisas?
-(Paulo) Ô Milka, fodasse, eu já vi muita coisa, mas isto é novidade para mim, nem sei para que serve.
-(Marta) Mia, queres experimentar a minha varinha mágica?
-(Mia) Sim, claro.

Eu estava tão distraído com os brinquedos, que esqueci-me completamente da brasileira em cima da cama, nos carinhos da Martinha.
Aqueles biquinhos de tetona que ela tem, estava roxos de aperto. Aquilo visto, parecia um sofrimento autêntico.
Mas, a Mia, ainda não tinha dito a palavra passe e isso queria dizer qualquer coisa.
Com o Amílcar a ligar aquilo à corrente, ouve-se um zumbido.

-(Paulo) Fodasse, é um vibrador. Só não percebi porque tinha o fio para ligar à corrente.
-(Marta) Não é um vibrador, é a minha varinha mágica!
-(Paulo) Sim, sim. É a tua varinha, já percebi. Essa merda zune, igualzinho ao meu zunido de cabeça.
-(Marta) Amor, veste o strap rosa por cima.
-(Amílcar) Sim, amor.
-(Paulo) És tu que vais vestir o strap-on e cor de rosa?
-(Amílcar) Eu já percebi a ideia dela. Eu não posso foder com a gaiola, por isso, fodo a brasileira com o strap.
A GoPro?
-(Paulo) Sei lá? O Nuno levou uma, a outra não sei dela, por isso disse a ele para por a gravar na câmara de vídeo, sempre aguenta mais tempo, é é mais pesada.

O Amílcar, a vestir o strap, pondo-o por cima do pénis enjaulado dele.
Aquilo, era um pouco estranho de se ver. Um homem, com um pénis de borracha, por cima do dele e ainda por cima, cor de rosa.
Eu continuava a ver a Marta, com a “varinha mágica”, vibrando em cima do corpo da Mia, na barriga e subindo lentamente até que ela chegou aos mamilos e aquilo foi um Sonic Boom.
(Um Sonic Boom, não é do Sonic O Ouriço da Sega ou do Guille do Street Fighter, é mais quando se ultrapassa a barreira do som e ouve-se um BOOM, por ter sido ultrapassado. Normalmente, ouve-se quando os jatos passam a alta velocidade.)

-(Paulo) Ái caralho, Marta. Deve-se ter ouvido até em Lisboa.
-(Mia) DELÍCIA, ESTOU GOZANDO!
-(Marta) Ô lindo, eu não vou parar, não é. Ela está “gozando”. Enquanto ela quiser mais eu dou-lhe.
-(Paulo) Mulheres do caralho. Parece que estão possuídas.

Toca um telemóvel.

-(Amílcar) Está a tocar um telemóvel!
-(Paulo) Não é meu.
-(Marta) E muito menos meu, nem sei aonde ele está.
-(Mia) É o meu celular. É o meu Rutger.
-(Marta) Mete em voz alta.
-(Mia) Sim, morzão!
-(Rutger) “Mia, as piranhas dos nossos vizinhos estão fodendo novamente. Estão gritando que nem doidas. Volta rápido.”
-(Mia) Elas são piranhas?
-(Rutger) “Parecem cadelas no cio, estão sempre fodendo. Aonde você está, Mia?”
-(Mia) Estou levando pinto nesta buceta. Eu sou a piranha que você está ouvindo, morzão. Quer se juntar a nós?
-(Rutger) “Está gozando comigo? Você está na casa deles? Levando na pepeca?”
-(Mia) Sim, vem à varanda, que eu aceno para você. Olha, a sua mulher sendo violada, se tornando uma cadela, uma vagabunda...
-(Rutger) “Sua safada. Sua puta...”
-(Mia) Isso, eu sou a sua puta. E você é um corno, chifrudo e manso.
Sua mulher fodendo com outros mesmo à sua frente. Eu estou chifrando você, seu veado. Está gostando da sensação?
-(Paulo) Estamos fodidos.
-(Amílcar) Eu achei estranho não estares a dizer nada.
-(Marta) O que são piranhas?
-(Paulo) São peixes carnívoros. É o que nos vai acontecer agora, vamos ser comidos pelo o Rutger.
-(Mia) Vem, meu corno manso. Venha-se juntar a nós. Para você ver dois paus fodendo a buceta da sua esposa.
-(Rutger) “Abra a porta.”

Desligou a chamada.
Estamos fodidos e mortos ou mortos e fodidos.
Ouve-se a porta da frente a fechar e um bater na nossa com um batimento normal.

-(Paulo) Não teve tempo para buscar uma arma. Desceu tão rápido!
-(Amílcar) E se ele traz uma faca?
-(Mia) Abram a porta...
-(Marta) Milka, vai lá.
-(Amilcar) EU? Eu vou o caralho, é que vou. Vai o Paulo, que não está a fazer nada.
-(Paulo) EU? Fodasse, estou a arrumar a merda da mala dos brinquedos da tua esposa, que já tenho as minhas dúvidas se são dela ou são teus.
-(Rutger) ABRA A PORTA, SUA VAGABUNDA.
-(Paulo) Agora é que eu não vou lá mesmo.
-(Mia) Cês não tenham medo.
-(Amílcar) Vamos os dois?
-(Paulo) Vou o caralho. A ideia é vossa.
-(Marta) Então vou eu. E ainda se chamam de homens. Fracotes...

A Marta, saindo da cama, seguiu na direção da escadas que vão para baixo.
Eu, fui para o lado da varanda. Se tiver que saltar, salto.
O Amílcar, junto à porta da casa de banho.
A Mia, continuava a divertir-se com aquilo nas bordas da cona.
Se eu pensei que ainda à pouco, com a Maria e a Sónia, estava mau... parece que agora piorou e muito.
Ouvi a porta a abrir e o Rutger a entrar.

Dois minutos passaram (mais coisa, menos coisa), eu olhando para o Amílcar, à espera do touro enraivecido.
Bem, espero que este não traga flores na mão. Eu, salto logo do primeiro andar, mas o Amílcar, na casa de banho... está a fazer-me lembrar o Ivo dentro do armário.
A Marta aparece, a sorrir. Não se vê sangue.
O braço dela está esticado e a agarrar o pénis meio teso do marido da Mia.
O cabrão, já vinha sem calções e só de t-shirt vestida.

-(Marta) Aonde estão? Este é o nosso vizinho e marido da Mia, Rutger.
-(Amílcar) Olá.
-(Paulo) Então...
-(Rutger) Sua vagabunda, quem foi o macho que te comeu?
-(Marta) Calma, ninguém fez nada com ela, pois, eu não deixo.
-(Mia) Vem cá, meu macho ciumento. Chupa na minha buceta, chupa, que está pingando de tesão.

O Rutger, saindo do aperto da mão da Marta, lançou-se à cona da esposa dele.
Aquela puta, ainda com aquela merda no grelo e os grampos nos bicos.
O touro brasileiro, agarrando-se às pernas depiladas e oleadas da Mia, lança-se de língua em riste e começando a fazer o seu trabalhinho oral, enquanto a brasileira, com a sua mão direita agarrando na “varinha mágica” e o aperto no cabelo curto grisalho do seu marido, com a sua mão esquerda.

-(Paulo) Milka, já podemos sair. Acho que estamos safos.
-(Amílcar) Porra, vi a minha vida a passar-me à frente dos olhos.
-(Marta) Vocês são uns cagões.
-(Paulo) Cagões o caralho. Já viste o tamanho deste gajo? É enorme. Pode ter 58, mas parece uma viga.
-(Mia) Bate na minha bunda...
-(Paulo) O que tu disseste a ele afinal?
-(Marta) Disse-lhe para ter calminha, que ela não tinha feito nada com ninguém, senão comigo e abaixei-lhe os calções e comecei a bater-lhe uma com força. Aquilo cresceu logo e foi só isso.
Agora, Srº Milka, deite-se na cama, que tens que tirar o fogo que está aqui dentro.
-(Amílcar) Ao lado deles?
-(Marta) Sim e não vamos ter nada com eles, ficam já avisados. Nós nos comprometemos com as nossas meninas, que não haveria mais ninguém.
-(Paulo) Não vamos?
-(Marta) Claro que não vamos. Primeiro, somos um grupo fechado, e eles são os nossos vizinhos, mas, não os conhecemos de lado nenhum. Não são família.
-(Amílcar) Ela tem razão. Acho que, já tens dores de cabeça a mais, por aquilo que aconteceu contigo.
-(Paulo) “Aconteceu comigo”?
-(Marta) Sim, lindo, ou não te lembras porque é que estás assim?

Toca o telemóvel e desta vez era o meu.
Eu lembro-me disto, mas, não desta maneira.
Estranho, como é que eu me lembro disto, se, esta manhã é a primeira vez que me está acontecer?
No momento, que eu agarro o meu telemóvel para atender, todos pararam a olhar para mim.
No mesmo instante, no mesmo milésimo de segundo, ficaram em PAUSE.
O telemóvel continua a tocar ininterruptamente e eu, olhando para os meninos em cima da cama, imóveis, como se de estátuas fossem.

-(Paulo) Pararam porquê? Ninguém fala? O que se passa com vocês?
Estou? “Abrir a porta”? Quem fala?

Dirigi-me à varanda e olhando para a rua, não vejo nada.
Ninguém na rua. Olhando para qualquer direção, não vi, viva alma.
O silêncio era ensurdecedor. Não havia uma brisa de ar, o som de uma onda do mar, nada.
Nem uma gaivota a voar... o céu estava estranho.
Nunca tinha visto um céu assim. Metade estava ensolarado e a outra metade estava enublado e cada parte tinha um sol...
Ouço a baterem na porta.
Mais uma vez, olho para baixo e não vejo ninguém.
Entro dentro do quarto e os meninos, continuam imóveis.
Olho para o meu telemóvel e vejo que ainda continua alguém na chamada.
Ponho em voz alta.

-(Paulo) Ainda está aí alguém?
-(Voz) “Sim. Vais demorar muito a abrir a porta?”
-(Paulo) “A abrir a porta”, para quê? Não está ninguém lá fora, já vi duas vezes.
O que se passa comigo? Está tudo parado e existe dois sóis no céu!
-(Voz) “Abre a porta, Paulo.”
-(Paulo) Ô caralho, como é que sabes o meu nome?
-(Voz) “Eu sei tudo sobre ti, mais, do que tu pensas. Eu sei aquilo que tu não sabes, e eu quero ajudar-te.
Por favor, deixa-me entrar e deixa-me ajudar-te.”

Mais uma vez, ouvi um bater na porta.
Desliguei o telélé.
Olhando para a Marta e o Amílcar, parados no tempo, toquei-lhes. Estavam rijos como pedra.
Estava a começar a ficar assustado, com o que estava a acontecer.
Dirigindo-me às escadas, fiquei estático, com medo de as descer. Aquelas escadas, que tanta vez eu subi e desci, puseram-me o coração aos saltos, quase fazendo-me saltar o coração do peito.
Degrau a degrau, descendo devagar, amparando-me na parede, tremendo, suando, dirigindo-me aquela porta, que não parava com um som ensurdecedor.
De frente à porta, sem a abrir, olho para as janelas e dirigi-me num passo apressado para a que está mais perto da porta.
Olho para fora e não vejo ninguém! Nem à esquerda, nem à direita!
O bater na porta continua, parecendo o som de tambores.

-(Paulo) Fodasse, caralho. Que é isto?
-(Voz) Abre a porta, Paulo. Se não me deixares entrar, eu não poderei ajudar-te.
-(Paulo) Não. Abro o caralho. Não está ninguém na rua. Deve ser o Nuno que está a querer foder-me com uma coluna aqui escondida.
-(Voz) Paulo. Para de mentir a ti próprio. Abre a porta e convida-me a entrar.
-(Paulo) Sei lá se és um algum vampiro...?
-(Voz) Deixa-te de estupidez de vampiros. Isso não existe. Abre a porta. Sou eu!
-(Paulo) Não existe o caralho! Já viste a carrada de filmes e séries sobre essa merda?

Aquela voz, era linda, evangélica, suave e transpirava segurança. Eu conhecia aquela voz.
Mas, a rua continuava vazia...
Ganhando coragem, aproximando a minha mão do fecho de abrir, o som dos tambores bruscos, silenciaram-se repentinamente.
Abri a porta...

-(Nicole) Olá, Paulo.
-(Paulo) Cafézinho? Que estás aqui a fazer? O Bryan? Como é que sabias que nós estávamos aqui na Nazaré?
-(Nicole) Essas perguntas, são desnecessárias e perca de tempo. Deverias fazer a pergunta que interessa.
-(Paulo) Tens razão. Desculpa, então miúda, como estás do teu problema?
-(Nicole) Achas que é essa a pergunta que interessa?
-(Paulo) Não é?
-(Nicole) Achas que, é essa a pergunta que te vai ajudar a deixar de mentires a ti próprio e aceitares a verdade ao teu redor?
-(Paulo) Ok, não estou compreender. Ainda estou a tentar perceber o que se passou, porque, todos pararam lá em cima e a rua e até a avenida parece que está vazia. Nem sei como é que isso é possível e então os dois sóis no céu...?
-(Nicole) Não sabes ou não queres saber?
-(Paulo) Nicole, o que estás aqui a fazer, afinal?
-(Nicole) E quem te disse que eu estou aqui?
-(Paulo) Hã? Não estás?
-(Nicole) Não. Nem eu, nem ninguém. Só tu.
-(Paulo) Só eu? Mas a Marta está lá em cima com o Amílcar e os nossos vizinhos.
-(Nicole) De certeza?

Não percebendo o que a Nicole queria dizer com aquela conversa, subi as escadas a correr e dirigindo-me ao primeiro andar, vejo o quarto vazio.
O quarto estava arrumado. Os objetos espalhados ainda à pouco, não se viam e ninguém estava no quarto.
Dirigi-me à varanda e olhando para baixo, procurando pela a Nicole, não a encontro.
Volto em passo apressado e a respiração ofegante, dirigindo-me de volta às escadas e mais uma vez, aqueles degraus intermináveis, que pareciam que nunca mais acabavam, numa escadaria infinita e ali estava a minha Nicole, na entrada da porta, à minha espera.

-(Paulo) Como é que fazes isso?
-(Nicole) Faço o quê?
-(Paulo) Da varanda, não te vejo. Venho aqui abaixo e aqui estás tu. E os outros, desapareceram.
-(Nicole) Já te expliquei, mas, tu não estás a querer ouvir. Não está aqui ninguém, só tu.
-(Paulo) Mas, tu estás aqui à minha frente. Eu consigo ver-te e tocar-te.
-(Nicole) Estou, porque tu queres que eu esteja aqui, porque eu não estou aqui.
-(Paulo) Não estou a perceber nada. Deixa-me telefonar para a Maria.

Agarrando o meu telemóvel, marcando o número, mas, sem sinal.
Tentei com o Nuno, Sónia e o meu tio e não tinha sinal.
Com a minha prima e a minha tia, o mesmo.

-(Paulo) Estranho? Tenho rede, está ao máximo, mas, não tenho sinal de chamada.
-(Nicole) Paulo, vem comigo. Tenta perceber o que está mal.
-(Paulo) O que se está a passar comigo, Cafézinho? Será por ter eu reiniciado estas manhãs?
Isto nunca aconteceu-me. Normalmente, quando acontecia-me um stress, a manhã reiniciava.
-(Nicole) Tenta lembrar-te do que aconteceu.

Dirigindo-nos para o paredão, é que reparei, que havia alguma coisa errada nisto tudo.
Estava completamente vazio.
As ondas do mar estava paradas e não havia ninguém em lado nenhum.
A praia estava vazia, os carros tinham desaparecido. As esplanadas, vazias e limpas.
Os restaurantes e cafés estavam com as portas abertas e as lojas de venda, com os seus artigos dispostos na rua, mas, não havia ninguém para os comprar e muito menos alguém para os vender.
Tinham desaparecidos todos.

-(Paulo) Epa, tudo começou quando eu tive uma dor de cabeça horrível e depois fui parar ao restaurante do Marco e da Heidi e depois acordei com a cara feia do Nuno, várias vezes.
-(Nicole) Sim... e o que mais que te lembras? Pensa bem.
-(Paulo) Então, fui com o Nuno ter com a Neuza, na primeira vez e...
-(Nicole) Não... eu quero que te lembres bem do que aconteceu.
-(Paulo) Então foi isso... não... espera. O Nuno, não foi comigo. Eu fui sozinho.
Porque é que eu lembro-me do Nuno estar comigo?
-(Nicole) Não achavas estranho, estarem sempre a chamar Paulo ao Nuno?
-(Paulo) Como é que sabes isso?
-(Nicole) Porque eu estou aqui para ajudar-te, tontinho.
-(Paulo) Epa, mas, eu lembro-me do Nuno fazer certas coisas com a minha prima Neuza...
-(Nicole) … que ele disse-te que gostava de fazer, não quer dizer que o tenha feito.
-(Paulo) Não fez?
-(Nicole) Não. Como é que isso seria possível se, ele nunca foi contigo? Não te lembras da chamada telefónica? Nuno a dobrar?
-(Paulo) Sim, como é que isso é possível?
-(Nicole) Não o é. Pois ele nunca esteve contigo na manhã que tiveste com a tua prima.
Ele estava com a Paula e a Sónia e tu estavas com a tua prima e o Valter.
-(Paulo) Calma, mas, eu é que estive com elas e o meu tio, não foi ele, pois eu o deixei estar com a Marta e o Amílcar.
-(Nicole) Mais uma vez, elas chamaram-te Nuno, desta vez, lembras-te?
-(Paulo) Sim, achei estranho, mas como elas estão sempre no gozo.
Mas, eu falei com ele e com o Amílcar nessa manhã.
-(Nicole) E essa manhã, é agora, correto?
-(Paulo) Sim!
-(Nicole) E aonde está o Nuno?
-(Paulo) Err... está com a Sónia e a Maria...
-(Nicole) Isso mesmo, como vês, tudo está a enquadrar-se. Por acaso recebeste alguma chamada deles, hoje?
-(Paulo) Não... Espera, isso quer dizer que isto tudo é uma mentira? Eu estou a viver uma mentira?
-(Nicole) A viver uma mentira? Sim, é verdade.
-(Paulo) Isso quer dizer que, nada disto que aconteceu, é verdade?
-(Nicole) Não foi isso que eu quis dizer. Estás a viver uma mentira, neste momento, mas, o que aconteceu, é verdade.
-(Paulo) Isso quer dizer o quê? O que aconteceu é mentira e ao mesmo tempo é verdade?
-(Nicole) Isso, só tu é que podes responder. Pensa bem, mais uma vez.
-(Paulo) Dói-me a cabeça, custa-me a pensar.
-(Nicole) Porque será que te dói a cabeça?
-(Paulo) Não sei. Não faço a mínima ideia.
-(Nicole) Sabes... desde que chegas-te à Nazaré, que te dói a cabeça. O zunido que tens ouvido continuamente.
As pistas, que eu tenho te dado e as vezes que eu te disse que estás a mentir-te a ti próprio, para acordares, pois está na hora.
-(Paulo) Mas, eu estou a dormir e a sonhar?
-(Nicole) Não, Paulo. Estás, inconsciente. Por isso, acorda... ACORDA!

CONTINUA...

Deixo o meu agradecimento a todos os que, acompanharam a “nossa” vida, em literatura, neste site.
Obrigado por tudo, pois foram vocês, os que “nos” lêem, que me incentivaram a continuar a escrever, com os vossos comentários no capítulo 01, pelo aquilo que “passamos” ao longo deste anos.

Pode ser que nos encontremos por aí, algures, ou mesmo até nos conheçamos ou mesmo sejamos vizinhos... nunca se sabe.

Até breve e espero que tenham gostado desta temporada com ficção à mistura.


TGRIP



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