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Uma noite Inesquecível


autor: auréliacambará
publicado em: 24/08/17
categoria: romance
leituras: 864
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- Aurélia, vamos beber hoje?, perguntou Bruna com animação.

- Parei de beber, Bruna. E, além do mais, não tenho dinheiro. – Aurélia fez menção de retornar à assessoria e retomar seu trabalho, quando Rodrigo a chamou, fazendo-a estremecer com o simples som da sua voz.

- Aurélia, você fica até qual horário hoje?

- 18:30. Registrei meu ponto com atraso. Por quê?

Rodrigo sorriu. Sorriu com a boca, com os olhos (aqueles olhos esverdeados que a estonteavam), sorriu com todo o corpo. E disse:

- Vamos beber hoje? Há quanto tempo você não bebe?

- Não bebo há cerca de um mês, respondeu Aurélia, envergonhada. E completou – Vamos sim! Você me aguarda?

Sorriu novamente Rodrigo:

- Aguardo.

Aurélia retornou à sala da assessoria e tentou retomar seu trabalho. Mas não conseguia se concentrar. Abriu o processo. Olhou o relógio na tela do computador. 17:15. “Droga. Ainda falta mais de uma hora”. Começou a ler o processo que havia aberto. Demorou cerca de 30 minutos para compreender a situação. Olhou o relógio. 17:47. Amaro, seu colega de trabalho, precisava arrumar a sala. Perguntou-lhe se poderia começar a arrumar sua mesa. Aurélia concordou.

Estava ansiosa. Sabia que não conseguiria decidir mais nada. Ofereceu ajuda a Amaro, que, orgulhoso como é, recusou de pronto. Foi ao banheiro aprontar-se. Ao sair, dirigiu-se a Rodrigo e disse:

- Não há mais trabalho a fazer. Podemos ir, independente do ponto.

Com naturalidade, ele concordou. E dirigiram-se os três, Aurélia, Rodrigo e Bruna a um bar que as duas já estavam habituadas a frequentar. Entraram, escolheram uma mesa e pediram uma cerveja para cada. Começaram a conversar. A conversa fluía normalmente, até que Aurélia diz:

- Eu não bebo há mais de um mês. Provavelmente, vou ficar embriagada facilmente.

Rodrigo, com sincero interesse, perguntou:

- O que acontece com você quando fica bêbada?

- Eu liberto a “piranha”, a dançarina e a lésbica que existem em mim. Mas minha personalidade não se altera, confirma, Bruna? Já me viu bêbada centenas de vezes.

Bruna, que desde que chegaram ao bar não soltava o celular, apenas concordou mas não entrou no assunto. Rodrigo aproveitou a deixa para brincar:

- Mas que pessoa divertida! Tragam um engradado de cerveja para a senhorita! Disse isso sorrindo. Sorrindo principalmente com os olhos. Que olhos Rodrigo tem! Aurélia estava encantada por eles.

À medida que bebiam e conversavam, Aurélia se soltava. Ela pensava nas várias trocas de olhares que tiveram nas últimas semanas. O olhar dele a intrigava. Era um olhar raro. Um olhar ao mesmo tempo curioso e inseguro. Ele a observava sempre que passava. Olhava dentro dos olhos dela. Com aqueles olhos esverdeados que a deixavam sem rumo.

- Antes de beber, achava que estava a fim de mim., disse Aurélia a Rodrigo, aproveitando a constante distração de Bruna com o celular.

- Como? – Fez Rodrigo, como se não se tivesse compreendido o que Aurélia disse.

- Nada, ela respondeu, imediatamente arrependida e envergonhada do que havia dito.

Rodrigo, percebendo seu embaraço, puxou-a para perto de si e sussurrou em seu ouvido:

- Eu fiquei mais a fim depois.

Aurélia arrepiou-se. Bruna deixou o celular de lado por alguns minutos, quando conversaram sobre sexo e relacionamentos de todos os tipos, dos amorosos aos familiares. Foi quando Aurélia confessou que não se lembrava quando foi sua última transa.

Rodrigo rapidamente prendeu seu olhar. Por baixo da mesa, seus joelhos se encostavam, o que, incrivelmente, excitava Aurélia mais a cada segundo. E o olhar. Que olhos tem Rodrigo! Aurélia não conseguia tirá-los de foco. Até que Rodrigo sentiu calor. Ele vestia uma camisa social rosa clara, que ressaltava o branco de sua pele, o verde de seus olhos e o preto de seus cabelos e barba. Mas, principalmente, ressaltava sua boca. Seus lábios rosados...

A cada botão que Rodrigo abria, Aurélia ficava mais excitada. Ela já não sabia como se controlar. Estava impressionada com a beleza dele. Tudo nele era lindo aos olhos dela. E ele estava interessado. Tão interessado, que começaram a olhar-se constantemente.

Quando Aurélia percebeu, eles seguravam a mão um do outro sobre a mesa, fazendo carícias. Rodrigo beijou sua mão levemente, e em seguida se beijaram. Ambos estavam bêbados, Aurélia não conseguia pensar em nada. Apenas aproveitou cada segundo daquele momento. O beijo de Rodrigo aqueceu-lhe todo o corpo, excitando-a ainda mais.

Já passavam das 20h. Aurélia estava bêbada e sabia que mão poderia chegar em casa daquele jeito. Rodrigo ofereceu sua casa. Aurélia aceitou de pronto. Estava ainda mais excitada. A cada beijo, a cada toque, ela o desejava mais.

Decidiram ir. Pagaram a conta e saíram. À rua, Rodrigo pergunta a Aurélia:

- Eu sou a sua escolha do álcool?

Aurélia responde firme e prontamente: NÃO.

Foram de ônibus. Ao embarcarem, Aurélia ainda bêbada, Rodrigo sentou-se a seu lado, abraçou-a e beijou-a. E ela sentiu o corpo arder quando Rodrigo sussurrou ao seu ouvido “Você está sempre tão cheirosa... Eu fico louco quando você passa”. Aurélia se perguntou se ele se referia ao seu cabelo ou ao seu perfume. Mas guardou a dúvida pra si.

Ao chegarem à casa de Rodrigo, Aurélia tomou um banho, vestiu roupas que ele lhe emprestou e o aguardou na sala. Conversaram um pouco, e dirigiram-se ao quarto. A cama estava preparada para um casal. Com o passar do efeito do álcool, Aurélia começava a duvidar se deveria ceder ao desejo. Fechou a porta e trancou-a. Rodrigo apagou a luz e deitou-se primeiro.

Aurélia foi em direção à cama, quando Rodrigo a pegou pela cintura, puxando-a para si e beijando-a com tamanho ardor e desejo, que sua dúvida se foi. Deitada sobre ele, ela lhe tirou a camisa e acariciou seu corpo, beijando-o. Caíram da cama. Riram, mas continuaram se beijando. Até que Aurélia pediu que voltassem. Viraram. Agora deitada por baixo dele, Aurélia, possuída pelo ardor de ter Rodrigo dentro de si, despiu a camisa. Rodrigo friccionou seu membro sobre ela, fazendo-a sentir o quanto também a desejava.

- Você trancou a porta?, perguntou-lhe Rodrigo.

- Acho que sim. Mas confira.

À resposta de Aurélia, Rodrigo foi ver a porta e em sua ausência ela terminou de despir-se em segundos. Rodrigo volta à cama e já a encontra nua, beijando-a ardentemente. Aurélia então desabotoou a bermuda que Rodrigo ainda vestia, incentivando-o a despir-se. Ele o fez, e ao retornar, Aurélia sussurrou, tomada de desejo: “vem!”.

E Rodrigo foi. Penetrou com tudo sem hesitação. Aurélia não poderia descrever o prazer que sentiu. Puxou-o para si, pedindo que o fizesse cada vez com mais força, que a possuísse. Rodrigo a possuiu. Deu-lhe tamanho prazer que há meses não desfrutava. Em poucos minutos, Aurélia começou a ter os primeiros orgasmos. Perguntou a Rodrigo se ele a sentia gozar, ao que ele sussurrou, tomado de tesão “Estou sentindo. Está uma delícia”.

Aurélia sugeriu mudarem de posição. Rodrigo pediu que ela fosse por cima dele, penetrando e controlando os movimentos. Fizeram como ele pediu. Rodrigo segurou sua cintura, com o intuito de controlar o ritmo, ao que Aurélia cedeu sem sequer perceber.

- Cada vez que você passava na sala de audiência, eu ficava imaginando a gente se pegando assim. Quase não conseguia me concentrar, te olhando passar., disse Rodrigo. Tomado de prazer.

- Estou aqui. Aproveite o momento – respondeu Aurélia, continuando os movimentos de vai e vem, aproveitando cada centímetro de Rodrigo dentro de si.

Aurélia cansou-se. Estava alcoolizada e sabia que não aguentaria manter o ritmo acelerado que Rodrigo almejava. Mudaram de posição. Sem saber que era a posição que Aurélia mais adorava, Rodrigo a deitou de bruços, e penetrou-a com toda sua virilidade. Aurélia estremeceu. Estava possuída pelo prazer e pelo desejo. Pegou a mão esquerda de Rodrigo e colocou-a em seu clitóris. Ele entendeu o que ela queria, e passou a acariciá-lo até ver Aurélia estremecer de gozo. E como gozou... Aurélia tremeu todo o corpo, parou de respirar por alguns segundos, e Rodrigo sentia o orgasmo intenso dela escorrer em si.

A cama quebrou. Mas isso não quebrou o clima de paixão e desejo que reinava entre os dois. Rodrigo sugeriu passarem para uma cama menor que se encontrava ao canto do quarto. E foram. Onde continuaram a aproveitar-se, em movimentos intensos e orgasmos seguidos de Aurélia.

Aurélia cansou. Rodrigo a perguntou se desejava parar, ao que respondeu que queria vê-lo gozar primeiro. Mas Rodrigo não gozou. Apenas parou e deitou-se ao lado de Aurélia, exausto. Desculpou-se por isso, dizendo que costuma ser mais viril.

Aurélia apenas sentiu-se mal e culpada, por Rodrigo não ter gozado. Os dois começaram a conversar sobre si mesmos, sobre a vida, sobre a faculdade e planos pro futuro. Mas Rodrigo adora falar. Monopolizou a conversa. E Aurélia estava cansada. Após o sexo, todo o efeito do álcool já havia passado. Ela cochilou. Ao perceber, Rodrigo a abraçou e ambos dormiram, nus, satisfeitos em seu desejo. Aurélia não sabia que aquela seria a única vez que o teria nos braços.





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