"Os mais excitantes contos eróticos"


Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-6


autor: Rosário
publicado em: 02/09/17
categoria: bdsm
leituras: 367
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(Continuação)
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— Tu achas que isto é café que se apresente, servo incompetente? — perguntou ela, mostrando-se irada.
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Bem... Como aquilo era um jogo (a que hoje damos o nome de BDSM), eu achei que era muito boa ideia entrar nele — até porque vinha ao encontro da minha mais velha fantasia, nomeadamente com ela.
Assim, feliz, nervoso e excitado, baixei os olhos e respondi, escolhendo as palavras certas:
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— Perdão, Senhora, vou fazer outro imediatamente.
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Pensei, então, no que poderia suceder se o segundo café fosse tão mau como o primeiro...
Ela iria ter o pretexto ideal para dar seguimento à fantasia que tínhamos começado, e isso iria implicar um qualquer castigo, como se espera nesses jogos eróticos.
Mas, por outro lado, como reagiria se eu lhe retirasse esse pretexto, e fizesse tudo bem?
Resolvi experimentar este segundo caminho: esmerei-me, e, dessa vez o café saiu perfeito!
Fiz o ar submisso adequado ao que se esperaria, levando-lhe o café de olhos baixos, e foi nessa postura (só faltando ajoelhar!) que esperei que ela o tomasse.
Então, não tendo, por aí, qualquer pretexto para me punir (como decerto contava), ordenou:
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— Toma, e vai lavar a chávena!
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A cozinha era ali ao lado, e reparei que havia bastante louça para lavar, pelo menos toda a do dia anterior — do almoço e do jantar, pois Clarisse, que habitualmente tratava dessa tarefa, agora não estava.
E se Luisinha queria levar mais longe o jogo, eu devia estar preparado para lavar aquilo tudo (e mais ainda!), e mesmo vir a executar outras tarefas domésticas.
*
Quando regressei à sala da Redacção e repus o tabuleiro, a chávena e o pires no seu lugar, junto da máquina de café, Luisinha deu-me para a mão, sem uma palavra, o envelope que era o motivo para eu ali estar.
Peguei nele, também sem dizer nada, e fui para a minha mesa, onde coloquei tudo por ordem, pois os papéis estavam numerados.
Resolvi, obviamente, começar pela carta. Estava dactilografada (como tudo o resto, aliás) e redigida numa linguagem cuidadosa, não dizendo de mais nem de menos:
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«Caro Senhor,
No seguimento do seu pedido para eu lhe disponibilizar imagens que o possam ajudar a documentar a situação (real ou fantasiosa) do marido-escravo, junto lhe envio algumas das que tenho. Há-de reparar que estão numeradas, mas não seguidas.
Isso é assim porque o meu arquivo é muito extenso e tive de fazer uma selecção.
O número mais baixo corresponde a uma situação muito simples: o marido serve o café à esposa. Omito outras, semelhantes, mas em que ele está de joelhos, algumas vezes sob ameaça de chicote».
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Fiquei pasmado! Luisinha, então, lera isso, o que a levara a encenar a mesma situação comigo!
Será que as imagens seguintes também teriam esse seguimento?! Talvez sim...
Havia depois um salto na numeração das imagens (algumas eram fotos e outras eram desenhos); eu tinha agora na minha frente uma que mostrava um homem vestido com roupas femininas a servir à mesa, e havia outras relacionadas com trabalhos domésticos.
Reparei que os respectivos números não eram seguidos; portanto, a colecção era bem completa e extensa (mais do que se poderia imaginar!), sendo as cenas cada vez mais fortes e violentas:
Já não eram simples humilhações ou ameaças de chicote, mas sim verdadeiras crueldades, onde o sadismo assumia proporções elevadas.
Ah! E estava a esquecer-me de referir os textos que ela escrevera no verso:
Eram pequenas frases (como "Assim se educa um escravo rebelde!", "Quantas chicotadas aguentaria ele nas minhas mãos?" — todas assim!) que haviam sido dactilografadas de propósito para serem lidas por mim!
Saltei para as últimas imagens que eram verdadeiramente perturbadoras — não só pelas situações de grande sadismo (havia adaptações Femdom de requintadas torturas medievais!), como, também, pelos comentários com que Clarisse as acompanhara!
A partir de certa altura, ela parecia ter perdido de vista o objectivo inicial (de enviar imagens de marido-escravo), tendo saltado, quase sem transição, para o sadomasoquismo puro e duro. E, como se fosse pouco, os seus comentários denunciavam um prazer crescente!
Pousei tudo, respirei fundo, rodei a cadeira por forma a encarar a Luisinha, e fiquei algum tempo sem palavras.
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— Estás surpreendido? — perguntou ela, rindo.
— Claro! — retorqui — Quem diria que a nossa amiga, com aquele seu ar de santinha, é afinal uma esposa sádica frustrada?
— Eu já sabia, meu lindo. Não é impunemente que vivemos as duas debaixo do mesmo tecto há tantos anos! Eu sei bem quais os livros que ela lê e quais as revistas que prefere. Ela bem esconde tudo por trás de outros livros, mas eu vejo muito longe...
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E, de chofre, atirou-me com uma pergunta:
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— Olha lá, já pensaste em vir morar connosco? Tens aqui mais espaço do que no apartamento onde moras, e poupavas um dinheirão.
— E quanto é que teria de pagar aqui? — perguntei, sentindo a voz tremer.
— Mas quem te disse que eu estava a pensar num pagamento em dinheiro?!
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(Continua)




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