"Os mais excitantes contos eróticos"


Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-7


autor: Rosário
publicado em: 03/09/17
categoria: hetero
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Fonte: maior > menor


(Continuação)
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Na realidade, eu já tinha pensado muitas vezes naquilo que Luisinha me estava a propor:
A casa era enorme, e tinha o chamado "quarto de hóspedes", sempre disponível, completamente mobilado e pronto a habitar, tendo até sido equipado com umas pequenas instalações sanitárias.
Como todos os dessa época, tinha duas portas:
Uma que dava para rua directamente, e outra por onde se acedia ao corredor — e, por ele, ao resto da casa.
A minha primeira reacção foi dizer que aceitava, mas contive-me, e fiz bem. Era ainda preciso ter o acordo da Clarisse e — acima de tudo — esclarecer bem que tipo de pagamento se esperava de mim!
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— O teu pagamento seria sob a forma de trabalho na Revista. Eu não teria de te pagar nada, e também irias esquecer o que te devo.
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Deu-me vontade de rir, pois eu nunca recebera um cêntimo pelo meu trabalho, e ela bem sabia que não me importava com isso. Estava implícito, desde sempre, que o meu pagamento verdadeiro consistia no prazer de estar ali com ela e de a poder servir.
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— Vou então falar com a Clarisse logo à noite, e depois digo-te — rematou, quando, sem surpresa, se apercebeu do meu acordo.
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Já era tarde quando o telefone tocou:

— Pronto, meu querido. Podes mudar-te cá para casa quando quiseres. A nossa amiga ficou encantada com a ideia de passar a ter-te por perto. Não te esqueças que terás de tratar da tua roupa de cama, da limpeza, etc. E, é claro, apesar de ser um quarto independente e com porta para a rua, nem te passe pela cabeça meter lá gente, pelo menos sem o meu acordo.
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Achei graça, pois já estava à espera dessa conversa, que era a habitual em todos os casos semelhantes.
Limitei-me, pois, a concordar, mas disse-lhe que a mudança iria ser feita a pouco e pouco, mantendo o velho apartamento ainda durante algum tempo, até porque já estava pago um par de meses adiantados.
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— Vais gostar de saber mais uma coisa... — disse ela, ainda antes de dar a conversa por finda — A nossa amiga ficou tão perturbada, que resolveu interromper as férias! Amanhã já retoma o trabalho, com a desculpa de que está preocupada com a revista deste mês! Na realidade, até tem razão! As tuas duas páginas vão ter ilustrações fornecidas por ela...
— E também textos — comentei eu, interrompendo-a — Não te esqueças que ela escreveu, por trás, pequenos comentários da sua lavra, que são uma delícia!
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Luisinha deu uma gargalhada.
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— Sim, e vamos ver a cara que ela faz quando tiver de dactilografar novamente aquilo que ela mesma escreveu há poucos dias (e com a mesma máquina!). Será que ela ainda não percebeu que nós sabemos que é ela a tua leitora secreta?!
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Talvez tivéssemos oportunidade de descobrir isso muito em breve, mas a situação, tal como estava, também era divertida... só que, no dia seguinte ainda podia ser mais... e eu até já tinha umas boas ideias para isso!
E foi a pensar nelas que, talvez com um sorriso nos lábios, adormeci...
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(Continua)




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