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Noite Inesquecível (3) - O Jantar


autor: auréliacambará
publicado em: 03/09/17
categoria: romance
leituras: 470
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Fonte: maior > menor


Após a noite maravilhosa que Aurélia e Rodrigo passaram juntos, algo deu muito errado. Desentenderam-se, separaram-se. Aurélia ficou extremamente magoada e Rodrigo demonstrava uma raiva irracional dela. Tratava-a mal. Sempre que tentaram se reconciliar, brigaram. Até que ambos cansaram-se de tentar. Cada um foi pra seu canto. Nem se falavam mais. Não se olhavam mais. Quando eram obrigados a se falar, não olhavam nos olhos um do outro. Na verdade, sequer olhavam o rosto um do outro.

Mas tinham um amigo em comum, que gostava muito de ambos. Esse amigo em comum chama-se Diego. Diego é mais velho, tem idade para ser pai deles. E realmente os trata como filhos. Diego estava deprimido, e precisava que os dois se juntassem para alegrá-lo.

Aurélia e Rodrigo então decidiram fingir que nada de ruim acontecia entre eles e juntaram-se com o intuito de preparar um jantar para Diego em seu apartamento.

Combinaram tudo por mensagens. Enquanto combinavam os detalhes do jantar, acabavam, sem perceber, provocando um ao outro, sexualmente, deixando transparecer a atração e o desejo que ainda sentiam um pelo outro. Mas Aurélia, apesar de demonstrar que ainda se atraía por Rodrigo, sempre tentava manter certa distância e deixar claro que não teriam uma segunda noite inesquecível.

Chegou o grande dia. O dia do jantar. Aurélia ficou incumbida de cozinhar, enquanto Rodrigo conversava com Diego, o distraía e fazia as vezes de um terapeuta. Com o jantar pronto, Aurélia pede a Rodrigo que sirva a mesa enquanto toma um banho.

- Não posso me sentar à mesa com dois cavalheiros vestida assim e ainda com esse cheiro de tempeiros, foi o argumento que Aurélia utilizou para livrar-se da função de pôr a mesa.

Vestia um short jeans curto, uma camiseta velha sem sutiã e um avental, calçando chinelos de dedo. Prendeu os cabelos cacheados e volumosos em um coque mal feito que deixava vários cachinhos escapando para a nuca. Rodrigo a observava discretamente, e pensava “como essa mulher é sexy até vestida assim...”. Rodrigo não sabia o que lhe aguardava.

Aurélia gostava de roupas curtas, decotadas, justas. Sentia-se bem, com as curvas valorizadas vestida assim. Constantemente utilizava de meias finas para fugir ao frio, já que recusava-se a utilizar de calças em momentos como aquele jantar apenas por ser à noite. Então, tomou um banho, maquiou-se e soltou os cabelos. Vestiu-se. Decidiu que aquela noite merecia algo mais ousado.

Colocou uma saia de couro preto, curta e justa. Acompanhou com um cropped azul, de mangas longas em boca de sino, em veludo. O cropped era desses com bojo, o que dispensava o uso de um sutiã, já que Aurélia realmente odiava essa peça. Por estar frio, colocou sua lingerie extremamente pequena e uma meia calça preta. Calçou botas de salto fino pretas, e completou o look com um maxicolar que deixava seu decote levemente mais discreto.

Saiu à sala de jantar. Diego exalava felicidade pela atitude de Aurélia e Rodrigo em preparar algo especial para ele. Tratava-os como filhos que retornavam ao lar. Rodrigo desconcertou-se ao ver Aurélia. Ficou extremamente excitado apenas em olhar.

Jantaram e a conversa fluía tranquilamente. Bebiam vinho. Aurélia havia preparado uma lasanha à bolonhesa gratinada, acompanhada por arroz branco e uma salada caprichada, que levava alface, tomate, abacate e outras frutas e verduras. Para a sobremesa, preparara um mousse de maracujá com ganache de chocolate.

No entanto, Diego bebeu um pouco mais do que deveria, e adormeceu logo que terminaram a sobremesa. Ficaram Rodrigo e Aurélia no apartamento, responsáveis por sua organização após o jantar.

Estava cedo, cerca de 20h. Rodrigo recusou-se a lavar os pratos e talheres. Não haviam panelas ou utensílios utilizados no preparo a serem lavados, já que Aurélia deixou tudo limpo antes de anunciar que poderiam servir a mesa.

- Já que se recusa a lavar, vai ajudar enxugando e colocando no lugar, já que não há espaço no escorredor para todos estes utensílios, foi a imposição de Aurélia a Rodrigo.

Rodrigo concordou, um pouco contrariado. Pouco. Já que a cozinha era extremamente pequena e os dois ficariam muito próximos enquanto estivessem desempenhando a função de limpeza. A ideia de ter Aurélia outra vez, vendo-a tão sensual, excitava-o muito. Aurélia, por sua vez, apesar de saber que não deveria ceder, estava também muito excitada, por ver os olhares discretos de Rodrigo em sua direção.

Juntaram todos os talheres, copos, pratos e utensílios que estavam à mesa e foram para a cozinha. Aurélia recolocou o avental anterior, prendeu os cabelos novamente em um coque frouxo, e posicionou-se à pia. Não havia espaço para Rodrigo ao seu lado, vez que a cozinha era de fato muito pequena. Então, ele ficou atrás dela. Aurélia lavava os utensílios e passava-os a Rodrigo, que enxugava-os com um pano e guardava-os no armário que encontrava-se posicionado logo acima da cabeça de Aurélia.

Por ser muito alto, Rodrigo não tinha dificuldade em fazer tal função sem encostar em Aurélia. Mas encostava. Propositadamente. Fazia com que ela sentisse sua excitação a cada copo que colocava no armário. Aurélia já escorria em desejo, e tremia no esforço em se controlar para não demonstrar.

Não satisfeito em não ver reação alguma de Aurélia, Rodrigo decidiu utilizar de algo que sabia ser o ponto fraco dela: seu olhar. A cada utensílio, prato, talher ou copo que ele se direcionava a guardar, segurava o olhar de Aurélia por alguns segundos, demonstrando a ela suas intenções.

Aurélia é naturalmente desastrada, e por estar se esforçando ao máximo para não dar abertura a Rodrigo, estava ainda mais destrambelhada. Cortou-se com a última faca que tinha a lavar. Terminou, entregou-a a Rodrigo, mas ficou hipnotizada em ver o sangue escorrer de seu ferimento. Rodrigo viu que era um ferimento leve, e que apenas sangrava pelo nervosismo de Aurélia. Aproveitou-se. Era a chance que tinha de seduzi-la novamente.

Abraçou-a por trás. Encostando todo seu corpo no dela.

- Deixe-me ver isso. Pegou sua mão. Olhou o ferimento e disse – Não foi nada. Logo vai parar de sangrar, abriu a torneira e lavou o ferimento de Aurélia, demorando-se em carícias em sua mão.

Arrancou uma folha de papel toalha que avistou por perto e usou-a para estancar o sangramento. Ali ficou, apertando a mão de Aurélia e friccionando seu membro excitado contra ela, deixando claras suas intenções.

Aurélia não sabia mais o que fazer para resistir. Sabia que deveria afastá-lo, que não era saudável ceder. Mas não conseguia reagir. Rodrigo, percebendo sua excitação, beijou-a no lado direito do pescoço, e veio beijando seu rosto até alcançar sua boca. Aurélia não teve como negar. Entregou-se ao desejo ardente que a consumia e beijou-o com toda sua intensidade. Esqueceu-se do ferimento. Virou-se de frente a Rodrigo.

Aurélia estava tomada de desejo. Deu-se conta enquanto o beijava que há meses sentia falta de ser possuída por Rodrigo. Explorou todo seu corpo com as mãos, enquanto continuava beijando-o ardentemente. Beijou seu pescoço, suas orelhas, enquanto abria sua camisa social, puxava a camisa que usava por baixo e colocava suas mãos diretamente em sua pele, sentindo cada centímetro do corpo dele. Segurava em seus braços com força, enquanto Rodrigo fazia o mesmo com ela. Rodrigo explorava cada curva do corpo dela. Eles sequer se preocuparam com Diego, que roncava no quarto enquanto eles se deliciavam.

Incontrolada, Aurélia abriu o cinto de Rodrigo, que nada fez para impedi-la. Em seguida, abriu-lhe o botão e zíper da calça, abaixando-a, junto à cueca Box preta extremamente sexy que usava. Pegou em seu membro, já ereto em seu máximo. Brincou com ele em sua mão enquanto beijava Rodrigo por alguns minutos, quando decidiu dar-lhe mais.

Abaixou-se, lentamente, beijando Rodrigo e encurralando-o na parede. Ajoelhou-se à sua frente e colocou seu membro na boca. E usou todos os seus truques. Fez um oral inesquecível que não só arrancava suspiros de prazer de Rodrigo como fazia com que escorresse de excitação. Rodrigo soltou seus cabelos, retirou seu avental que, por estar Aurélia ajoelhada, caiu ao chão. Pegou-a pela nuca, tomado de tesão e passou a conduzir o ritmo alternadamente com Aurélia. Esta, por vezes levantava os olhos em sua direção, encarando-o, com aquele olhar “de cigana oblíqua e dissimulada” que ela sabia que também o excitava. Permaneceu assim, chupando-o, dando o máximo de si, até que Rodrigo gozou. Dentro de sua boca. E Aurélia engoliu todo o sêmen. Limpou o pênis de Rodrigo com a língua, e em seguida vestiu-o novamente. Levantou—se. Rodrigo ofegava. Nunca havia sentido tanto prazer em um sexo oral como naquele momento. Decidiu que Aurélia merecia uma retribuição.

Levou-a à sala de estar. Não precisavam se preocupar com Diego, porque este estava adormecido como uma princesa encantada. Rodrigo deitou Aurélia no sofá e colocou a mão por baixo de sua saia. Através da meia calça e da lingerie pôde sentir o quanto ela estava excitada. Aurélia suspirou. Não tentava mais disfarçar o desejo que sentia. Rodrigo começou a despi-la. Tirou-lhe as botas, uma a uma. Calmamente tirou-lhe a meia calça e em seguida a lingerie que usava. Nenhum dos dois dizia palavra. Seus corpos se entendiam sozinhos. Nada precisava ser dito.

Rodrigo despiu a saia de Aurélia. Esta, por um impulso de desejo, abriu as pernas e olhou-o. Rodrigo fez-lhe um oral magnífico. Fez com que Aurélia tivesse uma série de orgasmos em sua boca. Até que não suportava mais de desejo. Despiu-se e, aproveitando-se dos vários orgasmos que proporcionou a Aurélia, penetrou-a sem hesitação. Aurélia estremeceu, como da primeira vez. Como na primeira noite.

Ambos possuíram-se. Os movimentos eram frenéticos e conduzidos por ambos. Não se preocupavam com os barulhos que o sofá fazia, ou com o volume de seus gemidos de prazer. Apenas consumiram-se naquele desejo reprimido durante meses. Rodrigo penetrava-a, forte, rápido, fundo, do jeito que Aurélia gosta e pedia a ele em meio aos suspiros. Enquanto isso, apertavam os corpos um do outro. Aurélia explorava cada centímetro de Rodrigo que suas mãos podiam alcançar enquanto este explorava cada curva do corpo dela.

Gozaram juntos, em um orgasmo de tanta intensidade que Rodrigo caiu sobre Aurélia, ambos suados, ofegantes. E, passados alguns minutos, dormiram. Nos braços um do outro. Satisfeitos e reconciliados após meses de atrito.





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