"Os mais excitantes contos eróticos"


Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-9


autor: Rosário
publicado em: 05/09/17
categoria: bdsm
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(Continuação)
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Luisinha riu-se da pergunta; ficou uns momentos sem saber o que responder, e olhou para mim, interrogativamente.
Deveria revelar a relação — tácita mas bem real — de Domínio/Submissão que havia entre nós?
Esse pequeno jogo erótico (a que hoje damos o nome de BDSM, nomeadamente na sua componente D/S) era um segredo só nosso, nunca praticado em público nem revelado a ninguém.
Fazíamos disso um segredo delicioso, numa cumplicidade secreta, completamente oposta ao que hoje vemos em espaços como o Facebook, em que as pessoas expõem publicamente, perante estranhos de todo o mundo, a sua privacidade, as suas fotos, os seus anseios mais íntimos e as suas fantasias mais secretas.
Cada um sabe de si e vive essas fantasias como pode e quer, mas nós somos de um tempo em que a privacidade não era uma palavra vã, pelo que, comigo e Luisinha, não era assim.
Pelo menos até essa altura pois, ultimamente houvera uma grande novidade que podia alterar tudo:
Clarisse, que vivia com ela, revelara-se, através das suas cartas anónimas amplamente ilustradas, uma dominadora em potencial, uma perfeita conhecedora do fenómeno do BDSM... e do lado Femdom!
Ora, se já era excitante (para mim e para Luisinha) gerir essa situação de proximidade com Clarisse, o que agora sabíamos dela (acrescida da transformação que realizara em si mesma) colocava tudo noutra perspectiva.
A isso, havia que juntar a coincidência (e seria coincidência?) do convite para morar na mesma casa...
Por fim, e para tornar a situação ainda mais confusa e indefinida, continuávamos sem lhe revelar que sabíamos a verdade acerca dela. Durante quanto mais tempo isso podia durar?
Entretanto, Clarisse esperava a resposta à pergunta que fizera:
O que sucederia se o café não fosse bem tirado?
Luisinha, então, resolveu abrir um pouco o jogo — não muito, mas o suficiente para lançar a perturbação entre nós:
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— Bem... isso só sucedeu uma vez...
— E então? — Clarisse não desistia de saber a resposta.
— Então... Mandei-o fazer outro café.
— Só isso?
— E mandei-o também lavar a chávena...
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Clarisse riu-se:
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— Mas isso era o mínimo que ele teria de fazer! — comentou, dirigindo-se à amiga, ignorando-me.
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E foi como se eu ali não estivesse que a conversa entre elas prosseguiu.
Luisinha sentara-se na sua secretária, e bebia, sem reclamar, o café que eu lhe havia servido.
A outra tinha rodado a cadeira, ficando virada para nós, de pernas cruzadas e expondo as suas magníficas coxas. E eu, em pé ali no meio da sala, entre ambas, sem saber o que fazer nem o que dizer.
Clarisse, talvez conhecedora, há muito, da relação de D/S que havia entre nós, queria, por força, levar a conversa mais longe — manifestamente excitada, queria falar de castigos, nem que fosse a propósito de um café mal servido!
Ela bem sabia que era precisamente acerca disso que em breve teríamos de falar, quando chegasse a altura de tratar das minhas páginas — versando o tema perturbador dos maridos-escravos, tudo ilustrado com as imagens que ela mesmo escolhera!
No que iria dar aquilo tudo?
.
(Continua)




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