"Os mais excitantes contos eróticos"


Ai, Luisinha, como és tão mazinha!-14


autor: Rosário
publicado em: 10/09/17
categoria: bdsm
leituras: 769
ver notas
Fonte: maior > menor


(Continuação)
.
Com toda essa conversa, já passava das 2h da manhã; e poucas horas depois iríamos ter a reunião final da Revista. "Final" para mim, pois ficavam prontas as três secções da minha responsabilidade para esse mês.
Depois, eu retomaria as actividades com que ganhava o meu sustento, e elas as duas fariam o resto do trabalho, que ainda era muito.
.
Quando cheguei à Redacção, vi que Luisinha tinha espalhado, em cima da sua enorme secretária, todo o material enviado por Clarisse como leitora anónima.
Chamou-nos, mandou-nos trazer as nossas cadeiras, e fez-nos sentar, um de cada lado da sua secretária.
.
— Não vos quero juntinhos — Disse ela, rindo — E agora dou-vos cinco minutos para escolherem 10 imagens. Ficam ao vosso gosto.
.
E recostou-se para trás, mostrando que não pretendia interferir; e eu também disse que deixava a escolha para quem as tinha enviado — e assim se fez.
A selecção acabou por demorar mais do que o tempo estipulado, mas valeu a pena, pois foi bem feita:
Clarisse, não se esquecendo de que o pretexto era "História de Arte", seleccionou um conjunto de desenhos, pinturas e gravuras (que ninguém poderia acusar de serem pornográficas) que cobriam um período de muitos séculos, desde a Antiguidade Clássica (com o filósofo Sócrates a ser cavalgado pela sua esposa, Xantipa) até meados do século XX — passando, é claro, por Cleópatra, que, só à sua conta, fez o que quis de Júlio César e de Marco António.
Era preciso, em seguida, fazer os textos, mas, como Luisinha decidira que não ia haver a habitual limitação de duas páginas, eu achei que poderia dar largas aos meus — supostos...- talentos de escritor.
Mas a nossa chefe tinha outras ideias para nós:
.
— Não podemos esquecer-nos de que o tema é "maridos-escravos", e de quem lê a Revista são mulheres, em 99% dos casos, ou mesmo mais. Essas leitoras vão reagir fortemente ao artigo e, pelo que sabemos, a maioria vai adorar.
— Mesmo as submissas?, achas? — Questionei.
— Tenho a certeza que sim; pelo menos, vão ler com muito interesse, pois já sabemos que o tema da Dominação/ Submissão, como mete sexo, atrai muito as atenções.
.
E, dirigindo-se à outra, desfechou, pondo na voz um timbre autoritário que me pareceu despropositado:

— Decidi que vais ser tu a fazer tudo, o texto e as legendas. Afinal, a maior parte do trabalho já o fizeste.
.
Eu olhei para ela, interrogativamente. A rubrica era a única que se publicava com o meu nome, e não me agradava nada essa usurpação de autoria!
Luisinha, entendendo o que se passava, esclareceu:

— A Clarisse vai escrever, sim; e depois, se quiseres, fazes uma revisão. É assim que eu quero, e é assim que vai ser. Se não concordardes, a rubrica sai sem o teu nome. Expliquei-me bem?
.
Noutras circunstâncias, eu ter-me-ia levantado, demitindo-me, e saído porta-fora. Mas nada daquilo que ali fazíamos era normal, e a autoridade da nossa chefe (pela sua conotação erótica) fazia parte dos atractivos da actividade...
Então, dócil como sempre, Clarisse pegou nas coisas e foi para a sua secretária trabalhar. E eu, ficando sem nada que fazer, achei que estava na altura de me despedir.
.
— Quem te disse que te podias ir embora?! Já nos serviste os cafés? Vamos, mexe-te, inútil!
.
O acordo tácito que nós tínhamos (segundo o qual o nosso BDSM era secreto) já tinha sido violado há algum tempo sem que eu me insurgisse, aceitando até a presença da outra mulher como um complemento muito agradável.
E foi o facto de saber isso que a fez arriscar, fazendo uma coisa que podia alterar tudo na nossa rotina:
Quando, depois de servir o café à Clarisse, eu me aproximei dela, Luisinha fez rodar a cadeira, cruzou as suas belas pernas provocantemente, olhou-me nos olhos, e, em silêncio, apontou para o chão, num gesto imperioso que só tinha uma leitura:
Ela queria que o café lhe fosse servido... de joelhos!
Reparei que a outra estava de costas para nós, e não se apercebera de nada. Mas hesitei, tendo perfeita consciência de que, quer obedecesse, quer me recusasse a fazê-lo, isso iria ter grandes consequências para a vida futura de nós três...
.
(Continua)




ver comentários

Aviso:

Todos os comentários aqui exibidos são de inteira responsabilidade do comentarista. O site Clímax Contos Eróticos deixa claro nas suas normas que manifestações de pedofilia, racismo ou de qualquer outro teor ilícito serão banidas, assim como seus autores. Publicações ou comentários ofensivos aos demais membros poderão ser removidos.

Faça um comentário:



Sua nota para este texto:

Quero receber email sobre novos comentários.