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Tio Eduardo - Cap 15


autor: Novinho16
publicado em: 19/12/15
categoria: gays
leituras: 2574
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Fonte: maior > menor


Quando chegamos na minha casa era por volta de seis e meia da tarde.
Entramos pela porta da frente.
Roberto estava sentado na sala.
- Onde você tava Iago? tentei te ligar mas você não atendeu.
Tirei o celular do bolso. Seis chamas perdidas.
- É, eu não ouvi tocar.
- Então? Onde você tava?
Tinha que inventar uma desculpa rápida.
- Eu sai pra comprar um livro novo...e...encontrei meu Tio lá no centro e peguei uma carona.
Roberto olhou pra minhas mãos.
- E onde está o livro?
Merda merda merda. Esqueci esse detalhe.
- HM, é...já tinha acabado.
Roberto pareceu acreditar.
Eduardo se meteu na conversa.
- Guilherme ainda está aí?
- Ta sim, lá atrás.
Eduardo foi até ele.
Subi pro meu quarto e adormeci, só acordei no outro dia de manhã.
Minha mãe tinha chegado, mas já voltaria ao trabalho no outro dia e Roberto também.
Passamos o dia juntos, minha mãe perguntou como passamos a semana e pareceu bem satisfeita por mim e Roberto estarmos tão próximos.
O dia passou rápido, e logo já era Segunda-feira, minha mãe voltou ao trabalho, Roberto também e eu fui para a escola.
Com o fim de semana agitado tinha quase me esquecido do meu namoro com Guilherme (se é que ainda se podia chamar de namoro)
Passamos o recreio juntos.
- Tava com saudades de você.
- Também.
Precisava terminar com Guilherme, não era justo, tinha traído Gui, com dois homens, precisava terminar. Agora.
- Guilherme, quero terminar.
Ele paracei assustado com minha objetividade.
- Mas por que? eu fiz alguma coisa?
- Não Gui, eu fiz, eu fiquei com meu Tio de novo.
Ele ficou calado.
- Espero que você me desculpe.
- Claro que eu desculpo Iago, eu sei que você gosta do seu Tio, da pra ver quando vocês se olham, isso era só questão de tempo.
- Que ótimo.
- Mas ainda vamos continuar amigos pow.
- vamos sim.
A aula acabou.
Voltei pra casa. Meu Tio não estava lá trabalhando.
Almocei e me sentei na sala pra assistir um pouco de TV.

Depois de meia hora Guilherme entrou na minha casa.
- Acho que vou ter que trabalhar sozinho de novo.
Ele falou rindo.
- Por quê?
- Seu Tio disse que vai demorar hoje, disse pra eu adiantar o serviço.
- Entendi.
Guilherme foi pros fundos da casa trabalhar.
Fiquei por mais uns minutos vendo TV e depois subi pro meu quarto.

Olhei pela janela do quarto e Guilherme estava lá, sem camisa, com a barriga definida toda suada.
Aquele cavanhaque ralo.
Até que não seria ruim uma última transa com ele.
Não não.
Nos terminamos.
Não vou dar falsas esperanças pra ele.
Peguei um livro e me deitei na minha cama.
Uns vinte minutos se passaram, vi um vulto na porta do meu quarto e abaixei o livro.
Guilherme entrou e deixou a porta aberta.
- você não devia estar trabalhando?
- Devia.
- E ta fazendo o que aqui em cima?
- Vim falar com você.
O olhar dele tinha segundas intenções.
Me levantei da cama e parei perto da janela.
- Pode falar.
- Bem, como eu disse, nós ainda vamos continuar amigos, certo?
- Certo.
- E amigos as vezes transam.
Nós rimos.
- Guilherme, não.vamos ser só amigos, sem sexo.
Ele me olhou mordendo o lábio e andando em minha direção.
- Mas acho que merecemos um última transa.
- Gui, nós terminamos, acho melhor não. E se meu Tio chegar? A gente ta ferrado.
- Ela me ligou, falou que só vai chegar daqui a uma hora ou duas.

Me virei de costas pra ele e olhei lá pra fora.
Nesse tempo ele se aproximou mais de mim, me prendeu ali na janela e começou a sarrar em mim, com o pau meia-bomba, ele mordia minha orelha e eu tentava resistir em vão.
- Não Gui! Para.
Ele respirava na minha nuca, e me deixava todo arrepiado.
"Toc toc"
A batida na porta do meu quarto fez com que nós dois virassemos pra ver quem tinha feito o barulho.
Eduardo parado no batente da porta um com olhar de furioso sobre nós.
Meu estômago gelou, não sabia distinguir se meu coração estava rápido de mais ou devagar de mais, minhas mãos começaram a suar.
Ferrou ferrou.
Não tinha reação e Guilherme também não.
- Eduardo calma!
Foi só o que consegui falar, antes de Eduardo vir andando rapidamente na nossa direção e dando um soco no olho de Guilherme.
Guilherme bateu com força na parede e Eduardo deu mais um soco perto de sua boca, fazendo sangrar muito.
Guilherme revidou dando um soco em Eduardo.
Entrei no meio e empurrei Eduardo, parecia não funcionar, ele estava furioso, e era muito mais forte que eu.
Mesmo o empurrando com toda minha força Eduardo conseguiu dar mais um soco no estômago de Guilherme.
- Guilherme, ocorre!
Gritei.
Guilherme passou correndo pela porta do quarto.
- Volta aqui Guilherme - Eduardo gritou - Seu merda.
Eu continuava a segurar Eduardo pra ele não ir atrás de Guilherme.
Antes de descer as escadas Guilherme se virou e falou com Eduardo.
- Posso ser um merda, mas pelo menos não fui feito de trouxa.
Eduardo não respondeu e Guilherme foi embora. Ele parou de fazer força pra se soltar dos meus braços, e se sentou na beirada da minha cama.
A frase de Guilherme abriu os olhos de Eduardo e mostrou que não era dele que ele tinha que ter raiva, era de mim.

Ele abaixou a cabeça, percebi que ele estava chorando pelo movimento de seus ombros.
- Isso é sério Iago? - ele disse com a voz embargada levantando a cabeça - eu sinceramente achei que depois da nossa conversa nós íamos ficar juntos.
- Me desculpa Eduardo.
Não sabia o que dizer.
- Você colocou seu namoradinho pra trabalhar comigo, tenho certeza que era ele que estava aqui com você aquela outra vez não era?
Balancei a cabeça confirmando.
- Sabia, eu fui um trouxa mesmo.
- Eduardo eu terminei com ele.
- Eu ouvi a conversa Iago, mas não adianta ter terminado se ele estava aqui te agarrando.
- Por favor, me perdoa, eu te amo.
Ele ficou em silêncio.
- Eu já nem sei se eu amo mais.
Me ajoelhei na frente dele com os olhos lacrimejados.
- Não fala isso, a gente vai esquecer isso.
- Iago, eu fui traído pela minha mulher, não achei que ia superar isso, aí apareceu você e eu apostei todas as minhas fichas, e você me faz de bobo, assim na cara dura.
- Ele precisava do emprego Eduardo, eu não podia te contar se não o pai dele ia colocar ele pra fora de casa se ele não começasse a trabalhar.
- Se você tivesse conversado comigo no começo disso tudo talvez fosse diferente.
- Eduardo me perdoa.
Puxei a nuca dele e encostei meus lábios nos dele.
Ele não correspondeu e me empurrou com tanta força que eu cai no chão.
Ele se levantou.
- Não quero mas lembrar que isso aconteceu entre a gente Iago, enquanto eu estiver trabalhando aqui evita ficar perto de mim.
Me levantei do chão, parei na frente dele e agarrei o braço dele.
- Não faz isso Eduardo, eu te amo, e você me ama também.
- Chega Iago. Me solta.
- Não, não, por favor.
Ele segurou meus ombros e me empurrou na parede ao lado da porta.
Bati com força na parede.
- Pra mim já deu.

Ele saiu do meu quarto e foi pra sua casa.



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