Um Ménage dos Sonhos - parte 4

  • Temas: Taboo, Romance, Sofreguidão.
  • Publicado em: 23/03/25
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  • Autoria: Ballack
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Natália e Christian

Era perfeita a atmosfera propiciada por aquela cafeteria em um sábado à tarde. Reunidos na mesa externa do lugar, Natália sentava-se em frente a Christian, caprichosamente chupando o canudo de seu milk-shake, Christian a olhava, sem perder a compostura diante do flerte aparente. Como ela cresceu, pensava. Eram apenas dois adolescentes, separados por uma distância quilométrica, quando o acaso de um algoritmo o lançou no discreto perfil do Face da menina - linda, alta, olhos verdes, rockeira, Meu Deus. Institivamente mandou o pedido de amizade, queria ver mais da desconhecida, e para sua felicidade, foi aceito entre seus ''amigos''.

- Então você não vai me contar mais detalhes do seu último término? - Com as pernas cruzadas, o doce dançando na língua, olhava-o

- Ah, você não precisa saber, Nat, não estou aqui pra lhe contar das minhas lamurias. Quando esfriar quem sabe um dia te conto. - Respondeu, desviando do olhar esverdeado que lhe fitava.

Agora dois jovens adultos, o estilo dos dois era mais moderno do que rebelde. Natália largou o estilo 100% rock para um mais de patricinha gastadora, guardando o estilo antigo para ocasiões carnavalescas. Como muitas outras, também virou uma rata de academia, entretanto, apesar do acompanhamento de personal, nutri e tudo mais, não ganhava tanta corpo como gostaria.

- E a academia? Como vai o projeto Gostosa? - Christian admirava a beleza contínua de sua companhia. Passavam os anos e cada vez mais esguia, alta e feminina se tornava. Temia que mais tônus ali e acola tirassem a aura sofisticada que luzia dela.

- Eu me mato de fazer exercício, mas parece que eu não cresço.

- Não sei porquê ficar se matado tanto assim, você já é linda do jeito que é. Sabe disso, né? - Agora foi ela que desviou do olhar prateado do garoto, um rubor subiu no seu rosto. Natália não negava que sentia uma certa atração, mas, por nunca ter recebido uma atitude contundente, não queria que fosse sua a iniciativa de algo a mais. Além do mais a relação mutua era boa como estava, se avançasse um passo a mais, poderia desatar o laço feito entre os dois, pelo menos era assim que pensava.

- E tu tá bem tomando bomba, né, com a grossura desses braços aí. - Responde num tom brincalhão e indignado ao mesmo tempo.

- Não tem comparação, Nat. E quem disse que eu tô tomando bomba? - Christian nunca avançou demais, simplesmente a satisfação da presença de Natália como amiga era o bastante, mas, naturalmente, nunca descartou ir além do limite artificial imposto por ele mesmo. Mas não iria ser hoje, porem. - Nossa, que torta gostosa, nesses dias em OFF meu não tem coisa melhor que isso.

O papo fluiu tão bem que, em um cenário fechado, não perceberiam a ação do tempo, a tonalidade natural de um céu azul sem nuvens começou a dar lugar para as luzes artificiais da cafeteria. Essa transição de cores puxou-os de volta.

- Caramba, vai dar 18h00, o tempo voa. - Deu sinal que teria que ir

- Você vai voltar pro Rio hoje, né? - Sorrindo, pergunta

- É, eu te levo de volta pra casa, tá?

Cada um pagou sua parte e retirou-se, como o condomínio era próximo da cafeteira, o tempo juntos a sós esticou, e tanto para Christian e Natália, o passo dado era o mais contido possível; era raro um encontro desses. Christian quis quebrar o gelo. Percebeu que os dois estavam em sintonia quanto às intenções. Pela experiências pregressas, sabia que é sempre dever do homem em situações assim tomar a atitude. Pegou-a pela mão, ao mesmo tempo sutil e firme, o coração, impassível até, pulsou com força pela atitude, e a consciência tensa pelo andamento do date, se tornou muito mais leve, o ar fluindo muito mais fácil.

- Já chegamos, Chris. - Diz Natália olhando-o e sentido a mão áspera dele. - Você quer entrar?

- Queria muito, mas eu tenho realmente que ir agora, eu já tinha marcado previamente com meu pai.

- Sim. - Soltaram as mãos. - Foi ótima essa tarde, marca mais vezes.

- Marcarei, sim.

- Te vejo depois - vira-se para o portão após as grades liberarem seu acesso, caminha lentamente, sente que está sendo olhada, até sair da visão dele com o fechamento do portão.

Suspira, finalmente, joga pra fora todo o ar preso e vaza voado dali.

- Caramba, até esqueci do meu celular - Disse, sentido o toque da chamada. Era seu pai perguntando por ele.

Carin

Sentada na beira da cama, Carin respirava fundo. Adornada com um camisola cetim, aquela seria só mais uma noite banal de sua vida pacata. Se não fosse por ele, ou por ela, ou por si mesma. Não sabia mais quem culpar. Quanto mais remoía o dia que viveu, mais o furor que sentia dentro de si aumentava, impossível tentar ser indiferente ao que fizera. Quis checar o Instagram da filha, entretanto a ansiedade travava qualquer contato com Carol, ou com ele. Tocou os lábios e a imagem sua beijando trovoa na sua mente; boa demais para ignorar. Os bicos estão salientes por debaixo do tecido de cetim, sente vontade de ficar nua e começar a se tocar ali, agora mesmo, gemendo com todo a força dos seus pulmões. Essa ideia só joga mais gasolina. Tocou na suas partes e sentiu o quanto estava molhada, trouxe os dedos para a face e o liquido criava uma teia viscosa entre seu polegar e indicador, hipnótica. Desceu de novo e mais desejo sentia, de volta a sua face se sorveu da viscosidade oriunda de si, encurralando a língua com os seus dedos como se fosse uma tesoura, imaginando que fosse outra coisa, mais viva e grossa, e quanto mais pensava mais gostoso ficava. De repente ouviu a maçaneta se movendo e a voz entrando.

- Oi, minha linda, tava te procurando. - Tentou evita-lo o máximo que fosse, mas agora era impossível. - onde você tava? Fugindo de mim, gata.

Carin esfrega as mãos, sua expressão se torna mais séria. Mas seu marido percebe sua excitação só de olhá-la.

- Nossa, tudo isso é saudade. E aqui hein... hmm, tá um lago aqui embaixo. - Disse rindo.

Sente-se invadida, se tornou incompatível com o homem, pensa em Christian em todo o momento, quem sabe assim foge dali. Bruscamente, o joga na cama, tudo vai acabar mais rápido assim, pensa.

- Você quer mesmo, né, me chupa então, safada. - O padrasto se desvencilha do samba-canção, Carin não hesita em fazer seu papel. Fecha os olhos e ignora cada baboseira proferida pelo careca. Imagina outro mundo, pensa na filha, pensa nele. Quando de repente o padrasto ergue as ancas e cruza a perna no joelho como se estivesse numa ociosidade qualquer. De olhos fechados, Carin sentiu o engasgo, imediatamente desvencilhando sua boca e, nesse momento, bate sua cabeça na panturrilha do homem.

- Você ficou maluco?! Idiota! - Carin corre, não quer mais saber.

- Chuchu, era uma posição nova! - A cara de tacho era impagável.

E agora nada mais impede de retornar de onde terminou. Respira fundo e caminha para o quarto da filha. Hesita por uns segundos ao tocar a maçaneta, sente uma repulsa momentânea, mas a corta fora e entra no quarto. Tudo está na mais perfeita ordem - os lençóis da cama lisos como uma pista de corrida, os travesseiros caprichosamente colocados. Não havia eco nenhum dos sons animalescos que ouvira um pouco antes. Assim era melhor, pensou. Sentou-se na cama e sua vontade retorna, crescendo como ondas. Tocou-se e começou a gemer, e conforme o prazer subia, mais alto os gemidos escapam de sua boca. Deita-se e começa a imaginar onde estaria com Christian caso Carol não a tivesse interrompido naquela hora - na cozinha sentido ele por trás, ou na piscina com uma sunga roçado no seu biquíni escolhido a dedo. Essa imagem a enlouquece. Lembra do vibrador que secretamente guarda no seu closet. Levanta-se e ligeiramente vai buscá-lo. Volta ao quarto de Carol, tranca a porta, tira a camisola que abraça seu corpo, joga fora sua manchada calcinha e a excitação atinge seu ápice. De quatro na cama, começa a quicar no seu consolo com a imagem gravada de Christian em sua mente, nas mais diversas situações possíveis. E a Carol? ''Você foi culpada disso, filha, trouxe esse menino pra cá, agora vai ter que dividir comigo. Não é Christian? Amor, eu sou tão boa quanto ela, posso te garantir, vida.'' Goza, rasga um grito no ar, e, imediatamente, tampa sua boca. Ensaia um choro e uma lagrima ameaça cair após retornar à claridade. Mas o prazer do gozo era demais para fingir arrependimento.

*Publicado por Ballack no site climaxcontoseroticos.com em 23/03/25. É estritamente proibida a cópia, raspagem ou qualquer forma de extração não autorizada de conteúdo deste site.


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