"Os mais excitantes contos eróticos"

 

63- SE DESCOBRINDO EM SEU CORPO


autor: bernardo
publicado em: 17/03/17
categoria: hetero
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Fonte: maior > menor


Já passava das duas da manhã, no quarto de Erica só se ouvia seus gemidos e o zumbido do vibrador Bullet vermelho que comprara em um sex shop online, já que não tinha coragem em entrar em um de verdade.

O motivo da sua “siririca” não era nenhum galãzinho de filme de vampiros ou da novela infinita da tarde e sim um homem de 55 anos, delegado de polícia e... seu padrinho!


Pernas enrijecidas, vagina “mordendo”, uma sensibilidade meio que dolorida ao tirar o objeto de seu clitóris marcaram mais um orgasmo chamando o nome dele. Antônio... esse era o nome que não saia da sua boca enquanto gozava sozinha, assim como quando tinha alguma dor ou algum pesadelo era por ele que ela chamava e não era para menos...

Ela sempre teve tudo o que quis, seu pai é um investigador de polícia corrupto e violento cujas traições e humilhações levaram a sua mãe ao suicídio quando ela ainda tinha 11 anos. Desde então Erica nutria uma raiva e um desejo de vingança por ele que só a fizeram mal.

O dinheiro sujo que o pai ganhava a possibilitou bons estudos, boas roupas, um gordo cartão de crédito, e se dissesse que algum dia ele lhe negou algo, estaria mentindo, mas o despeito era maior e logo que entrou na adolescência começou a usar drogas leves e a roubar apenas pelo prazer de lhe causar desgostos. Apanhou muito, mas chorou pouco, pois sabia que cada tapa que o pai lhe desferia, doía mais nele do que nela propriamente dito, não por amá-la e sim por saber que ela estava ferindo seu ego.

Um dia foi pega roubando uma loja de CDs. Sua bolsa estava cheia de títulos que ela nem curtia, mas pegou e nem fez questão de se esconder das câmeras, estava chapada de vodca e maconha e nem sentiu a brutalidade dos PMS que a enfiaram numa viatura sob os gritos de ladra da dona da loja.

Erica odiava policiais, sempre os considerou um bando de grossos e desonestos, e não era para menos, a imagem que tinha em casa não era a das melhores. Apesar de que sempre ouviu a mãe, quando viva, dizendo que seu padrinho era diferente, que sua madrinha era uma mulher de sorte, pois ele era honesto, fiel... mesmo assim Erica não acreditava e bastava seu pai gritar com ela para pensar que todos eram iguais.

Mas voltando ao fatídico dia da aventura com seus amigos doidos que nada queriam da vida. Estando em uma delegacia e já passava da hora de seu pai aparecer por lá gritando com meio mundo e a levando para casa abaixo de cascudos Erica já começava a se preocupar.

Vinte e quatro horas e nada... O efeito do álcool e da maconha já havia passado e realmente ela se sentia em apuros. No segundo dia já estava desesperada e chorava agarrada a um travesseiro malcheiroso enquanto tentava se esquivar dos olhares atentos de duas lésbicas mal-encaradas com quem dividia a cela, quando ouvi uma voz desconhecida, porém familiar. O sotaque meio italianizado “importado” da Mooca e a tosse constante não lhe era estranho.

-Pode soltar a moça.

Erica virou-se lentamente e deu de cara com o moreno alto de pele azeitonada e olhos verdes escuros que a olhava pela cela. O rosto não lhe era estranho...

-Lembra de mim princesa? – “princesa”... Só uma pessoa a chamava assim desde criança. E era o seu padrinho Antônio que não o via desde os seis anos.

-Toninho?

-Vim te levar para casa...

-Que casa? Não tenho mais casa.

-Tem a minha... Tá uma zona, mas... - disse rindo enquanto a carcereira abria a cela.

Se não fosse por ele Erica estaria sei lá onde. Não nega que por vezes teve vontade de mandar aquele cara grosso e mandão que a obrigou a arranjar um emprego e a chegar ao máximo as 22h00 hs em casa, para o inferno, mas quanto mais o tempo passava mais ela se sentia estranha em relação a ele. Até da foto sorridente da sua madrinha que falecera junto com a filhinha deles de um ano em um acidente de carro na estante da sala a irritava quando ela pensava que ele ainda a amava.

Não dava “o braço a torcer” e sempre que podia o contrariava, ouvindo seu rock pesado ou arranjando um namoradinho esquisito que ela nunca deixava ir além dos beijos, pois mesmo tendo aprontado de tudo nessa vida ainda era virgem e sonhava se entregar para o seu verdadeiro amor, mesmo que esse estivesse a quase uma vida longe dela.
O tempo passou e ela arranjou um trabalho, assim ele parava de lhe encher o saco e o que ela pensou que seria uma tortura foi a melhor coisa, pois conheceu algumas amigas e sempre tinha um dinheirinho para comprar coisas que queria. Sempre que tinha uma folga gostava de ir até a 25 de março comprar bijuterias e foi num desses passeios que se deparou com um sex shop com “preços populares”. Nunca havia entrado em um, mas naquele dia a curiosidade falou mais alto e foi conferir o lugar que todas as suas amigas do trabalho já tinham ido.

No começo quis rir, pênis de todas as cores e tamanhos pendurados nas paredes e vendedores atendendo as pessoas com a maior naturalidade, como se vendessem pão. Depois de muito fuçar os vidrinhos de gel para tudo que se possa imaginar, as fantasias de enfermeira, diabinha, colegial e os chicotes, Erica se deparou com o tal bullet vermelho que pareceu o ideal, pois dava prazer sem precisar de penetração. Tudo o que uma virgem curiosa e com um pedaço de mau caminho dormindo ao lado de seu quarto precisava!

Pagou a geringonça e o guardou bem dentro da bolsa temendo que alguém desconfiasse e continuou gastando seu salário com as bobagens que toda mulher adora e que a 25 tem aos montes.

Ao chegar em casa a alegria foi garantida. Aproveitou que seu padrinho estaria de plantão do DP naquela noite e fez a festa em sua cama sentindo seu cheiro nos lençóis. Acabou com duas pilhas novas em menos de 24 horas... E desde então o bullet vermelho passou a ser o seu companheiro em todas as horas.

Depois de gozar, levantou a calcinha e dormiu, mas esqueceu o bullet perdido pela cama o que não deu muita importância, pois só morava ela e o Antônio e ele não costumava entrar no quarto dela, mas o que ela não sabia era que com ele também acontecia algo diferente em relação a ela...

-Oi... - disse lhe Antonio, dando um beijo de bom dia na cabeça.

-Olá, bom dia - Erica respondeu morrendo de vontade de sentir aquele beijo na sua boca enquanto o via se espreguiçando.

Ele a olhou nos olhos com aquele olhar verde que a matava, sorriu e a beijou novamente na cabeça, se despediu dizendo que ia trabalhar.

-Espera...

-Que foi?

-Você tem plantão hoje?

-Para sua tristeza não - respondeu rindo e continuou - Hoje acho que chego mais cedo.

-Não é para minha tristeza.

-Achei que achasse... Como é que você diz? Um porre...

-Você é um porre, mas...

-Mas?

-Sinto sua falta, você trabalha muito – ela disse meio que envergonhada, na realidade seu desejo era contar a ele que estava apaixonada, mas a vergonha e o respeito falavam mais alto.

-E hoje tem jogo do Palmeiras...

-Você é corinthiana, por que quer ver o jogo do Palmeiras comigo?

-Para ver seu time levar um chocolate, oras!

-Besta! Tchau, chega cedo em casa, nada de ficar enrolando depois da hora, viu!.

Se despediram e o dia transcorreu normal. Ela pensando nele sem parar e enchendo os ouvidos da sua melhor amiga Luciana sobre ele.

Erica via suas amigas falarem dos namorados e dos maridos e não ficava em desvantagem, apesar de nunca ter visto um pênis ao vivo (sim, com toda a vida louca para essas coisas ela era uma pamonha) inventava que era casada e que adorava fazer um sexo oral bem caprichado no seu marido. O que elas nem desconfiavam é que o marido em questão era seu padrinho, um policial que devia considerá-la uma trombadinha maconheira.
Como disse o dia transcorreu normal, muitos clientes chatos ligando, reclamando de tudo, pedindo desconto... Resultado: mesmo trabalhando sete horas sentada, na hora de ir para casa estava exausta, não de cansaço físico, mas mental o que é bem pior.

Ela saía às quatro e meia da tarde e sempre enrolava um pouco, pois trabalhava no bairro do Brás, conhecido pelas lojas de roupas e com isso sempre ia olhar as vitrines com Luciana depois do expediente acabando por chegar mais tarde em casa.

-Olha Lú! Aquela camisola branca! - disse parada em frente a uma loja de lingeries apontando a peça de seda com detalhes rendados no busto.

-Que linda! Deve ser uma nota!

-Vamos perguntar? - entrou na loja puxando a amiga pelo braço e logo indagou a vendedora.

-Quanto tá a camisola?

-Trinta.

-Tem M?

-Sim.

-Aceita cartão de crédito?

-Acima de cinquenta...

Luciana a olhou com um sorriso sarcástico.

-Que foi baixinha folgada?

-Tenho dó do seu cartão!

-Ué, trabalho pra que? Aguento aquele bando de chato pedindo desconto a troco de que oras? - dizia enquanto pegava mais alguma coisa para completar o valor e após pagar, pegou o pacote e saiu de braços dados com a Lú, já sonhando com ele...

-Como será que ele gosta?

-Ele quem? Ah já sei o Dr.!

-Sim! Como será que ele gosta?

-Do que?

-De lingerie!

-Uma listradinha escrito 171 nas costas! -disse caindo na gargalhada e fazendo uma piada quanto à profissão de Antônio.

Deram mais uma volta e foram para o metrô quando já anoitecia, Erica estava tão cansada que até esqueceu a Coca Zero que tomava e cochilou todo o caminho de volta para casa. Acordou quase na estação onde descia, e se “lembrou” da sua nova aquisição que “dormia” na sacola cinza que carregava e mesmo apesar do frio de julho decidiu que a usaria naquele dia.

Ao chegar em casa nem notou se ele estava lá, queria mais era tomar um banho, vestir a camisola e comer o chocolate branco que comprara na estação deitada na cama enquanto ouvia música. Dessa maneira, largou a bolsa no sofá e foi direto para o banheiro se lavar não percebendo que Antônio estava em meu quarto.

Tomou seu banho e vestiu a camisola, porém não imaginava a surpresa que a aguardava ao entrar em seu quarto. Parado em pé na ponta da cama e com o bullet na mão seu padrinho a olhava de maneira inquisitiva.

-Me dá! - ela se precipitou por cima dele para pegar o aparelho, mas devido a diferença de altura (ele 1,80 e eu 1,52) foi impossível fazê-lo.

-Érica, o que significa isso? – perguntou-lhe o padrinho com o vibrador na mão.
-Não interessa me dá! – ela pediu, já começando a ficar nervosa e mais ainda envergonhada. Imagina ele descobrir que ela se masturbava!

Sem jeito ele tentava abrir o brinquedo procurando algo e ela quis rir quando o treco começou a vibrar na mão dele.

-O que você está escondendo aqui? De onde você roubou isso? Tá trazendo algum daqueles moleques aqui? Anda, pra que serve isso?

-Não acredito que você não sabe! -respondeu sarcástica e sem paciência.

-Vem cá que eu te mostro - num ato impensado ela tirou o aparelho de suas mãos e abaixando a calcinha o encostou em seu clitóris.

-Olha pra que serve! - disse com lágrimas nos olhos, pois se sentia humilhada.

-Meu Deus, você... Pára com isso menina! - ele dizia olhando-a atônito, pois mesmo conhecendo seu histórico nada bonito, duvidou que ele seria capaz disso, mas estava decidida a dar um basta naquela situação. Ela o amava e sentia que ele a considerava uma criança e desconfiou que o bullet fosse tudo: esconderijo de drogas, produto de furto, tudo menos um vibrador que ela usava para aliviar o tesão que sentia por ele.

-Quer saber o que é isso Dr. Antônio? - continuou, visivelmente fora de si.

-Isso é o que eu uso pra me aliviar, porque você não presta pra porra nenhuma!

-O que... O que você está dizendo? - Antonio perguntava sem entender mais nada.

-É isso o que o senhor ouviu! Eu te amo caralho! Te amo e morro de tesão por você, mudei por sua causa, e é isso que eu uso pra gozar pensando em você seu velho inútil! Ela dizia chorando enquanto mantinha o aparelho em seu clitóris.

-E sabe por que eu não enfio de uma vez um pau de borracha na minha buceta? Porque eu sou virgem! Olha como você é um inútil, uma virgem louca pra dar pra você e você só pensando na porra do seu trabalho, só pensando em me investigar, em me acusar.
Nessa hora ela já deixava o vibrador cair ao chão e se ajoelhava chorando com as mãos no rosto.

-Érica eu... - disse ele tentando se aproximar dela, mas logo ela o repeliu gritando para que ele saísse o que fez prontamente deixando-a no chão de madeira do quarto repetindo baixinho: “Eu te amo”...

Erica nem sabia ao certo o quanto lhe doía amar um homem que de certa maneira estava ligado a ela por um parentesco, afinal era seu padrinho. Naquela hora houve um misto de sentimentos nela: raiva, vergonha, medo... Lembra-se de ter-se recolhido na cama e chorado durante boa parte da noite. Várias coisas passavam em sua cabeça, e até o gosto do entorpecente cigarro de maconha em sua boca ela sentia ou o álcool descendo ardente pela goela, qualquer subterfúgio que lhe fizesse esquecer o que estava sentindo. Porém, no meio da madrugada o ouvi batendo na porta.

-Érica? Tá acordada princesa? - “princesa”... Sempre a chamava assim, mesmo quando estava bravo por ela aprontar alguma coisa.

Fingiu que dormia, mas não adiantou, pois aquele homem quando queria alguma coisa era o próprio capeta e mesmo sem ela responder ele abriu a porta do quarto, acendeu o abajur e se sentou ao seu lado na cama.

-Érica...-chamou-a mexendo em seus cabelos.

Ela insistiu em fingir, mas o maldito faro dele para “pegar mentiras” não falhava...

-Anda, eu sei que você está acordada - insistiu, uma, duas, três vezes... Até que na quarta ela se levantou da cama irritada (leia-se com o coração disparado e morrendo de vontade de se jogar em seu colo)

-O que você quer?

-Consertar a bobagem que eu fiz mais cedo.

-Não tem conserto...
Ele riu, e ela odiava aquele riso, era sempre o mesmo riso quando ela fazia uma bobagem no serviço e chegava em casa com medo de ser mandada embora, era o mesmo riso que ele a considerava uma criança apesar dos seus 22 anos.

-Não, não tem e me deixa dormir...

-Escuta, trombadinha... Primeiro o errado fui eu, não devia ter mexido nas suas coisas, mas é que...

-É o que?

-Nada... Não é nada. Eu sou um velho bobo mesmo.

-Bobo, besta, sem educação, grosso

-Ei, não precisa esculachar.

Ela quis sorrir para ele, na verdade ela não conseguia sentir raiva dele por muito tempo...

-Me desculpa?

-Não!

-E se eu disser que estava no seu quarto pra ler aquela idiotice que você escreve? Pra ver se tinha o nome de algum moleque? -disse se referindo a sua agenda.

-E por que você queria ler minha agenda?

-Porque eu morro de ciúmes de você menina...- disse acariciando seu rosto e nessa hora ela sentiu o sangue correr quente apesar do frio que fazia.

-Não sou sua filha pra você ter ciúmes de mim!

-Você não entende...

Nessa hora o carinho já se concentrava em seu ombro precipitando descer a alça da camisola e ela? Bem, ela nem acreditava que aquilo estava acontecendo, parecia tudo um sonho maluco e delicioso.

As lágrimas que desciam do seu rosto agora eram de alegria por saber que o homem que ela amava também a deseja e ofegante recebia os beijos dele em seus ombros.

-Antônio...

-Eu sempre fui louco por você menina, desde que te tirei daquele lugar.

-E por que nunca me disse nada?

-Eu poderia ser seu pai... Sou quase seu pai... Padrinho é quase pai -dizia sem parar de beijar seus ombros e seu pescoço, mas a torturava por não saciar-lhe a boca sedenta da sua.

-Por favor...

-Quer que eu te beije princesa?

-Sim...

-Não... Acho que você não merece beijo...Você tem sido uma menina muito malvada... Onde já se viu ficar mexendo na bucetinha hein? - ele dizia mordendo seu queixo lentamente. Ouvir aquele palavrão na boca dele a acendeu toda...

-Acho que você merece outra coisa mocinha... Cadê o treco?

-Que treco?

-Aquele negócio vermelho lá, o vibrador.
-Guardei, por quê?

-Pega...

-Pra que?

-Eu quero usar, você já se divertiu muito com ele agora é a minha vez - nessa hora ela não se segurou e riu.

-Aquilo não é pra você seu bobo!

-É sim pra mim e pra você... Pega o treco que eu te mostro -meio insegura, mas totalmente excitada ela pegou o bullet que tinha jogado com raiva dentro de uma gaveta e entregou para ele que ficou examinando o aparelho.

-Como liga?

-Assim... -disse girando o botão.

-Controla a velocidade?

-Sim é só ir girando o botão de ligar.

-Quero assim -disse escolhendo a velocidade média.

Erica, apenas o olhava tentando imaginar o que ele iria fazer...

-Tá usando alguma coisa por baixo?

-Não...Não.. -respondeu baqueada com a pergunta direta.

-Levanta a camisola e deita.
Assustada com tudo aquilo, afinal ela era virgem, seguiu suas ordens, pois no fundo sabia que ele jamais a machucaria.

-Abre as pernas -ela nada fazia apenas seguia as ordens do seu padrinho, seu protetor, seu homem, agora seu macho e seu amante.

Erica sentiu que perderia o chão quando ele afastou os lábios da sua vagina com os dedos a procura do seu clitóris e encostou o aparelho. Primeiro ficou olhando, um olhar malicioso e meio conservador, parecia que mesmo morrendo de tesão ele recriminava a cena que via.

De repente, se livrou da samba canção branca que vestida ficando apenas com uma camiseta cinza velha que usava para dormir. Ela confessa que nessa hora sentiu medo e pensou que ele fosse penetrar-lhe enquanto o bullet vibrava seu clitóris, mas não... Ele levantou o pênis o encostando nela e posicionou seu saco entre o bullet e seu clitóris causando-lhe uma sensação única ao mesclar a vibração com o calor de seu corpo e seu peso sobre ela.

O olhar verde escuro tão próximo.... Porque não me beijava? Seria castigo? - ela pensava. Ainda sentia medo, não sabia o que ele faria com ela ali tão submissa a suas vontades, meus olhos arregalados, o coração batendo louco no peito, as mãos imóveis...

Ele logo percebeu, assim como percebia todos os seus medos, seus desejos, seus sorrisos, suas lágrimas... Ele percebeu... Percebeu e acariciou seus cabelos sem dizer nada, depois seu rosto, olhando-a com um jeito “todo bobo” não acreditando que sua menina estava prestes a ser sua mulher e lhe dizendo sem nada dizer que jamais a machucaria que só queria lhe dar prazer...

Sua boca já se abria sedenta, seu corpo já experimentava os espasmos do orgasmo enquanto seu homem se mexia sobre ela. Suas pernas o enlaçavam e suas mãos apertavam seus seios num toque nada sensual, mas ansioso, ansioso de lhe sentir, de lhe ter como que se ele temesse acordar de um sonho bom. A camisola branca que não havia sido tirada já grudava na pele devido ao seu suor sem se importar com o frio que batia na veneziana.

-Minha gostosa.... Ela ouviu antes de receber o primeiro beijo que veio calmo e cheio de paixão enquanto suas mãos na medida do possível passavam pelas pernas e tentavam de alguma forma alcançar as nádegas.

Quando ela se deu por si, já matava sua sede naquela boca gostosa enquanto enfiava seus dedos por entre os cabelos negros com uns grisalhos teimosos em aparecer.

-Como eu te esperei meu delegado...

Com respiração ofegante... o apertou com as pernas enquanto ele a olhava arquear e acariciava seus cabelos amparando-a no primeiro orgasmo de verdade que ela tinha.

Beijou-a suavemente e sabendo que ela estava sensível retirou o aparelho que vibrava entre eles dois sem tirar seu corpo de cima do dela, fazendo-a sentir seu pênis completamente duro encostado em seu ventre.

-Você está bem?

-Não podia estar melhor...-disse rindo e acariciando seu rosto antes de ganhar mais um beijo.

-Quer continuar? Não vou fazer nada se você não quiser.

-Eu quero tudo com você Dr.

Não mentia com aquele homem, ela queria o que fosse possível e impossível, queria poder parar o tempo e prendê-lo no seu abraço.

-Então você vai fazer uma coisa pra mim -ele disse saindo de cima de seu corpo e de maneira séria e autoritária (coisa que a enlouquecia nele).

- O que?

-Me chupa...

Sim! Desse jeito... Com essa sutileza... Você leitor ou leitora, com certeza está ou rindo, ou boquiaberto/a, ou achando esse homem grosso e essa passagem nada sensual, mas não pode imaginar como a ordem foi gostosa para ela e como foi excitante vê-lo mandar chupar seu pênis grande, grosso e marrom tal qual seus lábios.

-Chupar? Mas... Você gosta disso?- perguntou-lhe com certo nojo que hoje sabe que nada mais era que insegurança, pois nunca havia feito aquilo.
-Gosto.

As respostas curtas que saíam da boca ladeada pela barba cerrada esquecida de fazer por uns dois dias no mínimo eram curtas e a qualquer mulher soariam grosseiras, ainda mais para uma virgem, mas para ela mexiam com todo seu corpo e faziam seu útero se contrair de tanto tesão.

Meio sem jeito, ela, colocou a cabeça do cacete dele na boca e logo tomou uma bronca.

-Assim não! O dente não pode encostar, senão você me machuca.

-Assim?

-Isso..., isso, assim mesmo princesa - respondeu de olhos fechados.

E assim ela começou meio desajeitada, mas acabou percebendo que o gosto não era nada do outro mundo e os gemidos tímidos dele e o movimento do pomo de Adão em sua garganta quando engolia seco lhe traziam sensações deliciosas em todo o seu corpo.

-Vira...-disse com voz languida, porém firme.

-Como? Ela perguntou sem entender e virando na cama de forma a ficar longe de seu pênis, o que ela não gostou, pois já estava adorado aquele gosto de macho em sua boca

-Não, princesa assim não, assim, olha. Disse-lhe remanejando seu corpo de forma que ela ficou com a vagina próxima a seu rosto e com aquela delícia toda ainda em minha boca.

A princípio ela pensou ser uma nova posição apenas e continuou se empenhando em chupar seu doce favorito, quão não foi seu susto ao sentir o toque quente, áspero e molhado em sua vagina...

Era seu macho gostoso chupando-a e fazendo-a ter as mais deliciosas sensações do mundo.

Lentamente passava a língua pelo seu clitóris enquanto o dedo maroto se precipitava a brincar na entrada, enquanto ela procurava caprichar o máximo para devolver a ele todo o tesão que ele lhe fazia sentir.

Lambia a cabecinha melada pela saliva e pelo liquido agridoce que já o lubrificava para lhe penetrar... Por vezes ria gemendo, pois os pêlos de seu saco faziam cócegas em seu nariz. Sentia ânsias ao tentar agasalhar aquele mastro grosso em sua garganta e sentia perder o chão quando a língua foi trocada pelo dedo e percebeu os movimentos de “vem cá” que ele fazia com o dedo médio entre seus lábios vaginais.

-Não aguento mais, quero ser sua! -disse decidida após mais um orgasmo em sua boca.

-Tem certeza? Não quero te machucar...-perguntou carinhoso.

-Antônio, certeza eu só tenho de uma coisa: eu amo você! E acho que isso já basta para você me fazer mulher...

Então ele a virou novamente. Era impressionante como ele fazia dela um joguete se quisesse, pois, ela sempre foi baixinha (1,52) e ele um homem de 1,80, com isso era fácil para ele “arrastá-la” para onde quisesse. Ela logo sentiu aquele corpo quente que tanto desejou sobre ele, os beijos em seu pescoço faziam a barba cerrada violentar suavemente a pele enquanto as mãos grandes apertavam seus seios sobre a camisola. Engraçado, parece que por mais que ambos desejassem viver aquilo, sentiam vergonha um do outro, pois nem ela e nem ele, ainda estavam completamente nus.

Erica com a respiração ofegante se misturando a dele, logo pode sentir a cabeça de seu pênis roçando pela primeira vez a sua vagina, acariciando seu clitóris, o vibrando. Ele beijava a testa e acariciava seus cabelos acalmando-a mudamente, mas ela desejava que ele entrasse logo dentro dela, queria viver aquele momento em sua plenitude... E assim lentamente ele o fez. Ela não se lembra de ter sentido dor, apenas uma ardência leve. Gemia muito e metia os dedos por entre os cabelos negros que ela tanto amava.

-Me fode Dr. Me fode...-sempre desbocada, não era essa a melhor hora para se policiar e nem se corrigir.

Os movimentos rítmicos, a boca colada em seu queixo... Sempre carinhoso ele lhe perguntava se podia fazer mais rápido ao que ela respondia, gemendo com os dentes serrados que sim prontamente.

Aquilo era a mais deliciosa loucura que ela já havia vivido! Estava na cama com seu padrinho trinta anos mais velho do que ela e um dos melhores amigos do seu pai!

-Nossa...-disse caindo em si e espantada ao ver tanto sangue na cama, pois não havia sentido dor alguma só um desconforto.

-É normal princesa. Estou machucando você? -disse lhe agarrando a sua nuca.

-Não... Tô adorando esse pau gostoso dentro de mim...

-Tá? Então geme pro seu macho, geme enquanto eu como essa sua bucetinha apertadinha...

Uau! Ouvir aquilo foi como receber uma descarga de energia em todo o seu corpo! Que delícia seu padrinho ficava falando palavrão! Nessa hora Érica o imaginou interrogando um dos “malacos” (como ele dizia) que ele colocava na cadeia e falando muitos e muitos palavrões! Daí que ela se pôs a rebolar no seu mastro e não demorou muito para que gozassem juntos na melhor sensação da sua vida!

Exausto Antonio se deitou e a puxou para seu peito a qual ficou acariciando com a mão por dentro da camiseta. Ela nem se lembro de quanto tempo brincou com seus pêlos, só sabe que ficaram abraçadinhos sem nada dizer, até que ele quebrou o silêncio:

-A gente não devia ter feito isso... Eu... Eu podia ser seu pai!

-Mas não é, e se fosse por mim, teria tudo acontecido do mesmo jeito! Agora chega, quero dormir! -ela disse se aninhando em seus braços e ganhando um beijo em seus cabelos e carinhos nos ombros que duraram até ela adormecer na noite mais feliz da sua vida.

Se sonhou? Não se lembra, também, não havia sonho algum que superasse o momento que ela vivia, só se recorda mesmo de ter dormido profundamente, mas ter acordado sozinha.

Notou algum barulho que vinha de seu quarto e sonolenta e agarrada a um travesseiro foi até lá, onde o encontrou acabando de colocar a gravata para ir trabalhar.

-Oi...- disse bocejando e se deitando em sua cama.

-Oi... Eu acho que tô te devendo uma camisola nova...- ele disse com um olhar de cafajeste e um sorriso cínico lindo, olhando para a camisola que ela usava que estampava uma enorme mancha de sangue. Ela penas sorriu e continuou admirando aquele homem a se arrumar.

Como era lindo... Olhos verdes, feições másculas, marca azulada de uma barba fechada que depois de esquecida por uns dois dias acabava de ser feita. Era alto, tinha os cabelos bem pretos com um ou outro fio branco, enfim era o homem que ela amava, o homem mais lindo do mundo, até o nariz tipo italiano (tucano como ela gostava de ralhar com ele) combinava com aquela beleza rústica.

-Antônio...

-Hum...

-Posso te fazer uma pergunta?

-Pode.

-A gente tá namorando?- ela perguntou apreensiva pela resposta que poderia receber.

-Não...

Ao ouvir a resposta sentiu seu corpo gelar, mas mesmo assim insistiu.

-Então a gente só tá transando?

-Não...

-Então o que? -perguntou já sem paciência.

-Você não sabe? Você é muito tonta mesmo menina... -disse rindo e balançando a cabeça de forma negativa.

-Boba por que?-nessa hora ela se irritou e jogou um travesseiro nele.

-Escuta menina...-disse se aproximando dela e segurando seu queixo.

-Você ainda não percebeu, mas desde ontem que você é minha mulher! Agora eu vou trabalhar, porque sou um cara casado, tenho mulher para cuidar e você deixa a janta pronta que eu preciso comer quando chegar em casa.

Nessa hora seus olhos brilharam e se encheram de lágrimas...

-Faço o que você quiser meu amor...-disse beijando-o.

-Tchau princesa...

Naquele dia, Erica viveu nas nuvens, nem trabalhar conseguiu ir de tão feliz que estava, lembra que ligou para sua supervisora dizendo que estava doente. No dia seguinte arranjaria um atestado e estava tudo resolvido.

Estava arrumando a casa, a sua casa e do seu marido enquanto na panela de pressão cozinhava a sopa para o jantar já que o dia estava bem frio. Não comprou daquelas sopas prontas, fez questão de mesmo desajeitada fazer tudo sozinha para seu amor. Quando eram quase 14h00min horas notou que ele havia esquecido o Distintivo em casa, coisa que se que ele não se separava, com isso decidiu levar para ele já que a delegacia onde trabalhava não ficava tão longe de sua casa.

O caminho era curto, menos de 15 minutos de ônibus. Logo que chegou uma sensação estranha tomou conta dela, aquele lugar lembrava seu pai coisa que ela não gostava. Olhou para o objeto em sua mão e para a fachada do prédio, respirou fundo e entrou. Como era filha de um dos investigadores a escrivã, uma senhora que Erica já conhecia, sorriu e ela foi entrando até a sala de Antônio. Quando o ouvi conversando com o seu pai:

-Rubens, eu preciso falar com você e é sério.

-Olha Toninho, se é sobre aquela vagabunda que você botou dentro da sua casa eu não tenho nada a dizer.

Ao ouvir isso ela sentiu um gosto amargo na boca e quando percebeu que nem o tempo fizera seu pai criar um pouco de afeto por ela, mas logo a angústia deu lugar ao susto e a certo medo ao ver a reação do seu “marido”.

-Lava a boca para falar da Érica, entendeu sogrinho? -disse Antônio o segurando pelo colarinho.

-Como é?

-Sogrinho!- disse Antônio empurrando-o de modo que caísse sentado em sua cadeira.

Ela não entregou o objeto, voltou para casa e pediu à escrivã que nada dissesse sobre a sua ida até lá. Em casa resolveu ignorar o que havia visto e ouvido, por mais loucura que fosse (e era) queria começar uma vida nova ao lado do seu amor.

Casa arrumada, sopa quente na mesa... Quase dez horas ele chegou. Ar cansado no rosto, “bigode chinês” aparente pelo cansaço, a gravata afrouxada... Paletó pendurado em um dos ombros largos... Erica fitando aquele homem que ela tanto desejou na vida não acreditava que o via entrar pela porta e a chamar de seu amor.

Apenas trocaram um selinho, como se fossem um velho casal ignorando o tesão que os queimava e brotava em seus olhos pela descoberta em seus corpos. Ela notou que ele usava uma aliança dourada na mão esquerda, mas como não disse nada, também se calou.

-Não sabia que você cozinhava bem desse jeito!

-Você não sabe muito de mim Dr.

-Por que me torturou tanto tempo com aquele miojo horrível se sabe fazer uma sopa tão boa? -dizia já tomando o segundo prato.

-Naquela época você era só um cara chato que me enchia o saco, mas hoje...

-Hoje?

-Hoje você é o meu homem.

-Ah, já ia esquecendo - ele disse tirando uma caixinha de veludo do bolso e entregando a ela como se fosse qualquer coisa menos uma aliança dourada igual a que estava usando.

-Uma aliança? - ela perguntou, não se sabe de surpresa com o presente, ou com a forma nada romântica que ele a entregou e entendeu a resposta quando ele apenas sorriu.

-Coloca pra mim...- ela disse estendendo a mão esquerda para ele que titubeou.

-Faz tempo que eu fiz isso, acho que não me lembro mais.

-Se fez uma vez, pode fazer a segunda.

Assim o fez ao colocar a joia em seu dedo e terminar o jantar como se nada tivesse acontecido. Se essa era sua forma de dizer que a amava, então estava tudo bem.

Apesar do frio que fazia ela usava um vestido curto nessa noite, pois havia se esquecido de preparar a sobremesa e com isso...

-Toni...

Disse o chamando da cozinha.

-Oi...

-Vem cá.

Quando ele chegou até a cozinha ela estava sentada na mesa com as pernas ligeiramente abertas o suficiente para mostrar que havia “esquecido” de colocar a calcinha. Qual seria o preço de ver aquele olhar verde se acendendo e querendo queimá-la? Ela pagava... Não importava quanto custasse...

-Ainda tem espaço para sobremesa moço?

Ele nada respondeu apenas a beijou, não calmo como na noite anterior, mas com desejo e sem resquícios de respeito ou vergonha. O vestido fora rapidamente arrancado quase rasgado enquanto ela desajeitada tirava o nó de sua gravata e abria os botões da camisa branca que ele usava. Ela teve os cabelos puxados e o batom vermelho deliciosamente borrado por seus beijos enquanto o ouvia falar:

-Minha putinha...

Finalmente ela se livrou da camisa e pode admirar o peito que com certeza a acolheria mais tarde. Beijou e puxou os pêlos negros mesclados de branco causando dor e tesão ao seu macho que não deixou por menos e sugou seus seios enrijecidos até deixá-los levemente doloridos.

-Hum...

Ela sorriu maliciosamente já sentindo-o segurar seus cabelos e puxá-los para baixo até fazê-la se deixar de joelhos a sua frente.

Ela já sabia bem o que ele queria e não podia negar que sua boca também salivava naquele momento... Como foi excitante estar ali de joelhos a sua frente, desafivelar seu cinto e desabotoar suas calças olhando em seus olhos enquanto mordia os lábios como quem vê a fruta mais deliciosa do mundo. Só quem já passou por tal experiência sabe disso.

Primeiro passou a língua por toda a extensão da carne dura o enlouquecendo e fazendo-o quase implorar para que o chupasse, depois se deteve na cabeça que já lhe dava algumas gotas do tesão de seu homem onde matou sua sede. Aos poucos devorou aquela iguaria causando gemidos em seu padrinho que guiava sua cabeça fazendo-a acomodar mais e mais seu pênis em minha garganta.

Não demorou para ela sentir algo estranho na boca. Até hoje eles se lembram e riem, pois, o romantismo e o tesão ficaram em segundo plano quando inexperiente ela se engasgou com seu esperma.

-Tá tudo bem princesa? -perguntou rindo enquanto ela tossia.

-Te assustei? Desculpa, vem cá...-disse ajudando-a se levantar do chão.

-Tá tudo bem amor, só foi estranho. Ai que mico, tô me sentindo uma besta.

-Calma trombadinha, tem muita coisa que você precisa aprender ainda... Vem toma um pouco d´água. Melhorou?

-Sim, mas...

-O que foi?

-A gente ainda não terminou, como o Sr. disse Dr. Antônio, tem muita coisa para eu aprender ainda e eu gostaria que o Sr. me ensinasse...

-É? Pra isso eu sou um ótimo professor...- disse lhe beijando novamente agarrando-a pela cintura.

Em segundos ele a ergueu colocando-a sentada sobre a mesa e enquanto beijava seu pescoço seus dedos já tratavam de lhe masturbar ora entrando e saindo da sua vagina, ora acariciando seu clitóris, porém logo foram substituídos pela língua que agora sem encontrar nenhuma barreira penetrava-a provocando espasmos que pareciam pequenas descargas elétricas atingindo seu corpo. Quando ela se deu conta ele já havia acomodado seu pênis todinho dentro dela e ela gemia sentada na mesa enquanto com as pernas se agarrava a seu corpo.

-Minha menina... Você não sabe...

-Hum.... Não fala nada, deixa só eu te sentir em mim Dr. - ela calou seus lábios que queriam lhe dizer algo e o abraçou ainda mais forte para receber o orgasmo que para eles dois veio quase ao mesmo tempo.

Três anos haviam se passado e muita coisa mudado. Erica começou a fazer uma faculdade e foi promovida. Em casa era cada vez mais feliz. Na correria era difícil ver o marido, mas sempre que estavam juntos se amavam como nunca e quando ela saia do trabalho sempre ia até a delegacia onde ele trabalhava e iam junto ao parque Ibirapuera onde ficavam por algum tempo, as vezes namorado, as vezes apenas juntos, pois sempre ele levava uma bendita folha de algum inquérito para ler, enquanto acariciava seus cabelos, pois ela sempre deitava em seu colo.

Naquela tarde foi um pouco diferente:

Sentada em um banco enquanto ela lia, ele deitado em meu colo, sentia seus carinhos em seus cabelos. Crianças brincavam e pessoas corriam para se exercitar, até que ele a interrompeu mostrando uma moça com um neném no colo no banco a frente deles.

-Amor...

-Hum...

-Quando você vai me dar uma assim?

-Uma o que?

-Uma bonequinha assim, olha... -disse mostrando disfarçadamente a bebezinha, fazendo-a rir, pois nunca havia pensado em filhos e agora queria mais do que nunca terminar sua faculdade.

-Ah, sei lá, eu... Nunca pensei nisso...

-Dia dos Pais tá chegando, você podia bem me fazer uma surpresa...

-Mas amor e a faculdade? Eu não sei se ia dar conta e tem o trabalho...

-Érica, você ainda tem todo o tempo do mundo, mas eu não... A gente tem muitos anos de diferença e... Eu...

O que ela não fazia para ver aquele sorriso... No trabalho, tudo ia bem, a faculdade faltava pouco para acabar... Se ela o amava, por que não?

-Contanto que você não queira que o moleque seja palmeirense e policial como você, porque já não basta a preocupação quando um sai para trabalhar...

-Fica tranquila princesa eu quero uma menina, e quanto ao time, bem isso a gente pode deixar ela escolher, se bem que não faria diferença ela ser palmeirense, você nem gosta muito de futebol...

Disse rindo e beijando-a. Ele sabia o poder que tinham aqueles beijos sobre ela e não seria nada difícil se ela corinthiana roxa desse uma filha palmeirense a ele.

-Só tem um problema...

-Qual?

-Ela não pode ser linda como a mãe...

-Por que seu besta? -disse achando graça e mordendo seu queixo.

-É que vai me dar muito trabalho...

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