O Fogo do Amor (Quando a Chama Volta)

  • Temas: Amor, reencontro, hétero, ex, recordações, sexo
  • Publicado em: 04/12/25
  • Leituras: 2551
  • Autoria: Brends
  • ver comentários
Private Muse

A vida é cheia de surpresas, e uma das melhores que tive neste fim de ano foi reencontrar ela, a minha antiga vizinha.


Para contextualizar: Mariana sempre foi especial. Tão especial que me fez escrever meu primeiro conto, que esta aqui, com o título: Quer acender o meu cigarro? E que até ganhou uma parte dois. Mas agora, o que importa é o reencontro. E esse valeu por tudo, porque desta vez não havia impedimentos, não havia histórias paralelas, não havia nenhum “mas”. Só nós dois. E é assim que entramos juntos neste conto.


Eu me separei recentemente, faz poucos dias. Ainda estou me reorganizando, tentando entender os silêncios. E foi justamente em um desses momentos de solitude que o nome dela veio forte, quase como um chamado: Mariana


Abri o perfil dela sem pensar muito e, antes que a razão dissesse qualquer coisa, enviei a mensagem:

“Ei, como vai?”


Adivinha?


Deixei o celular de lado e fui fazer outras coisas. Quando voltei, a notificação não era do direct, mas de outro aplicativo. Era ela.


“Advinha o quê???”


Senti o impacto daquela provocação. Respondi sem rodeios:

“Estou solteiro.”


A resposta dela veio tão rápida quanto certeira:

“E o que você vai fazer hoje?”


Não pensei duas vezes.

“Te encontrar.”


Ela respondeu: “Hahaha, sério?”


E então começamos a combinar.


Combinamos de nos encontrar em um motel perto da casa dela. Eu fui de moto, o vento tentando organizar a ansiedade que já não cabia dentro de mim. Ela foi de Uber. Entrei primeiro. O quarto estava silencioso, com aquela luz meio âmbar que sempre parece pedir calma… ou pedir exatamente o contrário.


Minutos depois, ouvi a porta. Era ela.


Mariana wentrou devagar, quase tímida, mas os olhos entregavam outra coisa. Magérrima. Mais do que eu lembrava. Havia um tipo de fragilidade nova nela, mas também um fogo guardado, pronto para reacender.


Coloquei uma música do Pearl Jam, algo que enchesse o ar de nostalgia e provocação ao mesmo tempo. Acendi um cigarro. Ela se aproximou, pegou o cigarro da minha mão como quem pede licença com os dedos, tragou, soprou a fumaça na minha boca e me olhou com aquele sorriso de canto que sempre me desmontou.


“Você tá diferente”, ela disse.


“Você também”, respondi.


Ela deu um passo a mais. Só isso. E foi o suficiente para o corpo dela encostar no meu. O beijo veio simples, não urgente, mas cheio daquela certeza silenciosa que só existe entre duas pessoas que já se quiseram muito antes de finalmente se terem.


Beijamos devagar, como quem reconstrói uma lembrança. Depois sentamos na beira da cama, ainda próximos, dividindo o cigarro, o cheiro do quarto e a música que parecia pulsar junto com a gente.


“Eu não imaginava que a gente estaria aqui agora”, ela falou, olhando para frente.


“Eu não imaginava que você iria aceitar estar aqui agora.”, respondi.


Ela riu, e a risada dela sempre teve algo de convite.


A partir dali, a conversa começou a abrir caminhos, primeiro tímidos, depois inevitáveis. Falamos do tempo, das mudanças, do corpo dela, da minha vida bagunçada após a separação. E mesmo com tudo isso pairando entre nós, havia uma energia clara, simples, inevitável: estávamos ali porque queríamos estar.


E porque sabíamos exatamente onde aquilo ia dar.


Algum tempo depois, ela foi ao banheiro. O som do chuveiro começou a preencher o quarto, e então ouvi minha voz sendo chamada por ela.


“Ei… entra aqui comigo.”


Não pensei. Tirei a roupa e fui. Quando abri a porta do box, vi o corpo dela nu, e todos os momentos que já tínhamos vivido vieram inevitavelmente à minha cabeça. A beijei debaixo do chuveiro, e ela se encostou na lateral da parede. Virou de costas para mim. Eu já estava completamente excitado. Encostei meu corpo no dela e com meu pau duro, entrei nela com facilidade. Ela gemeu gostoso, e aquele som fez meu corpo reagir, fez meu movimento ganhar mais força, mais desejo, metendo cada vez mais ao seu som.

Meu dedo encontrou a boca dela, e ela o recebeu como se já soubesse exatamente o que eu queria. E aquilo foi só o começo de uma noite intensa.

Ainda molhados, com o chuveiro ligado atrás de nós, fomos para a cama. Ela se deitou, levantou as pernas, e o desejo ali, tão exposto, quase me desmontou. Me ajoelhei sobre o colchão e a envolvi de novo colocando meu pau naquela linda buceta, sentindo o corpo dela responder como se estivéssemos perfeitamente sincronizados.

Próxima ao volume do som, ela esticou o braço e aumentou a música. O quarto ficou tomado por aquele fundo rock, por uma liberdade quase selvagem, e ela gemeu mais alto, como se finalmente pudesse gozar.


Havia algo no olhar dela… uma sombra, talvez um segredo. Mas nada disso importava naquele instante. Importava o agora. Importava o vivido, não o imaginado.


O ritmo da noite foi um vai e volta delicioso: sexo, bebida, tragadas compartilhadas, conversas soltas, risos inesperados, mãos que não sabiam ficar quietas. A excitação nunca baixava por completo; ela só mudava de forma. Voltávamos um para o outro como se o quarto inteiro girasse em torno da nossa vontade.


A noite seguiu assim: entre toques, beijos, posições improvisadas e aquela sensação de que nada ali precisava ter limite, apenas presença.


Eu olhava para ela com uma mistura de lembranças e incredulidade. Depois de tudo, estávamos ali. Cada vez que ela me perguntava algo, eu demorava a responder. Era uma sensação diferente de todas as outras. Eu e ela podíamos simplesmente existir naquele espaço, sem medo, sem pressa, como se o mundo tivesse parado só para nós dois.


Depois de quase duas horas juntos, o celular dela vibrou. Ela olhou a tela e disse que precisava ir. Fomos para o banho, deixando a água levar o calor da noite enquanto nos tocávamos pela última vez. Ela se vestiu e saímos do quarto.


Lá fora, paramos diante da minha moto. Nos beijamos de novo, um beijo cheio de riso, de cansaço bom, de desejo que ainda não tinha terminado. Ela olhou para mim com aquele olhar atrevido que sempre teve.


“Você ainda me quer?”, perguntou.


Eu sorri. Ela se aproximou da moto, passou a mão pelo banco, me encarou e deixou escapar uma provocação que reacendeu tudo entre nós. A noite, que parecia ter acabado, ganhou outro fôlego. Havia algo proibido e livre naquele instante, ela se debruçou no banco, abriu as pernas e eu meti muito naquela buceta, até que ela disse, come meu cuzinho, eu sem pensar no que acabei de ouvir, tirei meu pau e devagar, fui colocando no cuzinho dela, tenho certeza que os gemidos deram inveja nos outros quartos, estávamos na garagem e sei que aquele delírio ecoava, que cuzinho gostoso o gozo foi inevitável.

Voltamos ao chuveiro e um chupada, a melhor chupada do mundo é a dela, terminou a nossa noite no quarto, ela me engolia que sentia as extremidades de sua garganta, aí vestimos a roupa e fomos embora, ainda na porta de sua casa, ficamos por mais uns quarenta minutos, conversando, bebendo e fumando, mas não fodendo.

O que aconteceu neste dia, ficou entre o barulho distante da rua, o cheiro de gasolina, nossos corpos ainda quentes e a sensação de que aquela história, por mais breve que fosse, tinha um lugar guardado na nossa memória.


Comentários: