A minha vida de fêmea - Cap. IV

  • Temas: gay, transsexual, lesbica, bissexual, prisao, humilhacao
  • Publicado em: 28/03/26
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  • Autoria: jcb0909
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Private Muse

CAPÍTULO IV



Às 18: 00 tocou a campainha da saída. Era o fim do meu primeiro dia de trabalho na prisão.

Regressei à minha cela de cara fechada. Ia começar o pesadelo outra vez.

Quando lá cheguei já tinha o Carlos à espera, sentado na cama.

- Querida, finalmente chegaste. Anda, senta-te aqui. - disse, dando umas palmadinhas nas minhas pernas.

Obedeci, sentando-me ao colo dele, de lado, olhando fixamente em frente, para não o fitar.

- Joana, não me faças chatear! - disse, com uma cara mais fechada. - É essa a alegria que tens quando voltas para os meus braços? Vê lá se te portas como deve ser.

Suspirei uma vez mais. Era hora de mudar o chip. Voltei-me para ele e dei-lhe um beijo na boca.

- Desculpa. São muitas coisas, não estou habituado.

- Não estou habituada. - Corrigiu, colocando novamente ênfase no “a”.

- Sim, habituada.

- Vá, vamos esquecer isto, mas preciso que sejas mais carinhosa comigo, está bem?

De seguida segurou-me ambas as faces e beijou-me apaixonadamente.

A sua língua invadiu novamente a minha intimidade, mas não queria contrariar o Carlos e retribuí.

- Anda. - disse à medida que me dava uma palmada no rabo. - Vamos tomar banho.

Não sei se já me tinha habituado ao cheiro do esperma do Carlos nas minhas roupas ou se se tinha desvanecido.

A realidade é que naquele momento já não pensava no assunto, mas fiquei satisfeito por finalmente poder tomar um banho e mudar de roupa.

Mal me levantei o Carlos pegou-me na mão e puxou-me com ele em direção à casa de banho e começou de imediato a despir-se, dizendo de imediato, nitidamente feliz:

- Despe-te, vamos para baixo do chuveiro. Anda, vem lavar-me.

Mal entrei na banheira o Carlos colocou-me de costas para a parede e praticamente colou-se a mim, ficando por baixo do chuveiro.

Deu-me o sabonete para a mão e disse-me para começar, enquanto me começava a beijar.

- Invade-me com a tua língua. - disse, já ofegante.

Desta vez tinha que ser eu a beijá-lo ativamente, explorando a sua boca, juntando língua com língua.

Enquanto o fazia espalhava sabonete pelos seus braços, depois sovados, ombros, peito, costas…

Ele estava muito excitado. De tempos em tempos roçava o seu pénis ereto em mim, mas parecia querer conter-se.

Se era para ejacular ao menos que fosse debaixo do chuveiro.

Pôs-me as mãos nos ombros e empurrou-me para baixo.

Percebi o que queria.

Baixei-me e passei sabonete no seu pénis rijo que nem uma pedra.

Nessa altura afastou as pernas, puxando-me uma mão contra os seus testículos.

Ensaboei-os, seguindo o movimento para o períneo e depois o ânus.

Nesta altura o Carlos deu um pulo para trás.

- Então Joana!? O que estás a fazer?

- A lavar-te…

- A lavar-me? Quase que me meteste o dedo inteiro no cú!

- Desculpa, não te queria magoar.

- Quando me lavas o cú, é devagarinho, percebeste?

- Sim, desculpa.

- Pensas que sou paneleiro ou quê? Não sou paneleiro, ouviste?

- Claro que não.

Depois disto o Carlos saiu do chuveiro, visivelmente arreliado.

Receei que de alguma forma me quisesse castigar pelo sucedido, mas naquele momento pensei que o melhor era acabar o meu banho e ficar lá tanto tempo quanto possível, a ver se o Carlos se acalmava.

- Joana, despacha-te. Olha as horas.

- Já vou, já vou.

Quando saí do banho apareceu o Carlos, completamente despido.

Para variar tinha o pénis flácido.

- Dá-lhe um beijinho, que ele ficou ofendido contigo. - Disse, mais calmo.

Baixei-me, peguei-lhe no pénis e beijei-lhe novamente a base, passando-lhe ao de leve com a língua, como da última vez.

- Um beijinho na boca.

Suspirei, fiquei imóvel por uns instantes, à medida que sentia o pénis do Carlos a ficar novamente ereto.

Finalmente, fechei os olhos e beijei-lhe a glande com a ponta dos lábios.

- Podes fazer melhor, Joana.

Beijei-o novamente, passando ao de leve a língua.

Em bom rigor aquele pénis naquele momento não tinha sabor nem cheiro, mas a ideia de beijar o pénis de um homem ainda me repugnava.

- Linda menina! Vamos vestir-nos.

O Carlos deu-se por satisfeito. Suspirei de alívio.

Finalmente estava a vestir roupa lavada!

Um ato banal, durante toda a minha vida, tornou-se num momento excecional.

Estava deliciado a desfrutar daquele momento quando o Carlos me puxou pela mão.

- Vamos jantar.

Quando chegámos à porta da cantina, lá estava novamente o guarda Pires.

- Um… Que cheirinho a roupa lavada. - disse, enquanto me piscava o olho.

Em vez de estarem duas mesas postas, como de manhã, havia mesas para duas pessoas.

Logo percebi naquele momento que ia jantar sozinho com o Carlos.

Faltavam o Rogério e o Mota.

Havia duas mesas só com uma pessoa: A do José, que não tinha companhia, e outro, de quem não sabia o nome, que estava mesmo à minha frente.

Estava recostado na cadeira de olhos fechados, o que chamou a minha atenção.

- Estás a olhar para o Joaquim… O gajo gosta que a fémea dele o alivie antes de jantar. - Disse o Carlos a sorrir.

Não me atrevi a fazer qualquer comentário para não dar lastro a Carlos para me obrigar a fazer qualquer coisa do género ali.

Ao invés, continuei a olhar para o Joaquim, que de tempos a tempos deixava transparecer algumas contrações.

Entretanto chegou o Rogério com o seu par, que passaram mesmo em frente ao Joaquim, ignorando-o por completo e sentaram-se na mesa deles.

Então era o Mota que estava ali com o Joaquim, que agora deixava transparecer pequenos gemidos.

- Despacha-te, Joaquim, que queremos comer. - Grita lá do fundo o Júlio. - Foda-se, é sempre a mesma coisa.

O Joaquim agarrava-se agora às bordas da mesa, à medida que as contrações aumentavam em frequência e intensidade.

A certa altura deixou de estar praticamente imóvel e começou a esboçar movimentos involuntários, à medida que os seus gemidos aumentavam um pouco de intensidade.

De seguida ouviram-se uns gemidos um pouco mais altos, aliados a movimentos mais ou menos descontrolados do Joaquim, que deixaram transparecer sem margem de dúvida que atingira o orgasmo.

Depois recostou-se na cadeira e deixou-se ficar ali, imóvel.

Uns instantes depois o Mota saiu de baixo da mesa e sentou-se na sua cadeira.

- Finalmente. Gritou o Júlio. Sirvam lá o jantar.

Nem queria acreditar naquilo que acabara de acontecer.

O Carlos estava para ali a dizer qualquer coisa, mas eu não estava a prestar atenção absolutamente nenhuma, até que ele, apercebendo-se disso, levantou o tom:

- Joana, estou a falar contigo.

- Sim? Desculpa… Estava distraído.

- Distraída. - Corrigiu, enfatizando o “a”, como habitualmente

- Distraída…

- Fala-me de ti. Quero conhecer-te melhor.

Disse-lhe basicamente os meus dados do cartão de cidadão e o motivo porque me encontrava ali. Não queria partilhar a minha vida com ele, o que fazia que ele tivesse de me arrancar cada informação a saca-rolhas.

- Tens alguém? - Perguntou.

- Sou casado.

- Como se chama?

- Maria.

- Mário e Maria. Ela é lésbica?

- O quê? Claro que não.

- Então é melhor que passe a ser, querida. Assim posso deixá-la vir ter encontros amorosos contigo. Não me importo de te partilhar com mulheres.

De repente fiquei numa encruzilhada. Com a maldita jaula de castidade não podia ter orgasmos e não sei quanto tempo aguentaria sem eles, mas não queria que a Maria fosse arrastada para aquela situação.

- Não, não é preciso.

- Claro que é preciso. Quando cá vier vou falar com ela. E será ela a decidir.

- Mas não é preciso.

- Já disse! Assunto encerrado.

Ficámos uns momentos em silêncio, até que o Carlos quebrou o silêncio e começou a fazer comentários jocosos sobre a refeição.

Ao contrário de mim, estava com ar muito satisfeito.

No final da refeição, chegou-se para a frente e pediu-me um beijo.

- Aqui!?

- Querida, não há sítios maus para darmos um beijo.

Constrangido, obedeci, esperando que não me fizesse um linguado ali.

- Ó Carlos, queres fazer troca de pares esta noite? - Pergunta o recluso que estava com o Jacinto.

- Vai para o caralho, Raúl. - Responde-lhe o Carlos.

- Vamos embora. - Disse-me.

- Não podemos ficar a ver televisão? - Perguntei, tentando esquivar-me a nova noite de tormento.

- Temos tempo para isso, querida. Hoje temos coisas mais interessantes para fazer.

Pegou-me na mão para me levantar e de seguida apalpou-me lentamente uma nádega.

- Vamos.


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