A minha vida de fêmea . Cap. XI
- Temas: gay, transsexual, lesbica, bissexual, prisao, humilhacao
- Publicado em: 23/06/26
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- Autoria: jcb0909
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CAPÍTULO XI
Os dias seguintes foram estranhos.
O Carlos mal me falava. Andava irritadiço, arranjando sempre confusão sempre que algum recluso fixava o olhar em mim.
Diria mesmo que estava com ciúmes.
A única coisa que não mudou foi o sexo, em que o meu homem se mostrava insaciável.
Em mim, algo mudou também desde aquele dia.
Desde a conversa da transição de género, comecei a dar-me conta, de uma forma mais efetiva, da forma como era vista pelos outros. Visto…
O modo como me olhavam, como me tratavam, inicialmente considerava desprezível, depois passou a tolerável, mas agora funcionava como uma forma de empoderamento.
Empoderamento feminino.
Percebia o poder sexual que detinha sobre os homens e muitas vezes exibia perante eles poses provocadoras, somente por diversão.
Apenas para alimentar o meu ego, para além de, ocasionalmente, me provocar alguma excitação.
Diariamente olhava-me ao espelho, principalmente para as mamas e o rabo, tentando perceber as alterações que estavam a ocorrer em mim, depois de ter iniciado a terapia hormonal, mas para já não notava alterações.
No entanto, relativamente ao Carlos, permanecia numa posição de submissão completa. Tinha que manter disponibilidade permanente para todos os desejos do meu homem, independente da minha vontade.
Segundo ele, eu submetia-me aos seus desejos de livre vontade, lembrando-me amiúde de que sempre podia voltar para a ala 13.
Na verdade, a minha submissão àquele homem era feita contra a minha vontade, mas as coisas iam mudando lentamente e naquela altura já me tinha resignado àquela situação.
Eu era a fêmea e ele o macho. Ponto.
Sábado, dia 22 de maio.
Era dia da visita conjugal e era suposto o Carlos receber a Rute, sua mulher, mas quando já a esperava na sua “suite” ficou a saber que a mesma não iria comparecer devido a um acidente de automóvel que tinha sofrido quando se deslocava para o estabelecimento prisional.
Nada de grave, mas teria de ficar no hospital em observação até ao dia seguinte.
Voltou à nossa cela, irritado.
- Foda-se, tudo me acontece.
- O que se passou?
- A Rute teve um acidente e não veio.
- Foi grave?
- Não, mas os cabrões dos médicos internaram-na para observação. Cabrões, grandes cabrões.
Sempre foi para mim um mistério o facto da Rita se deslocar à prisão frequentemente, e a qualquer hora, ao contrário da Rute, que ainda só a tinha visto na televisão.
Embora me intrigasse, nunca me passou pela cabeça perguntar ao Carlos, não fosse ele ter mais alguma ideia das suas.
O Carlos andava de um lado para o outro, à medida que ia proferindo palavrões. Dirigiu-se ao seu armário, abriu a gaveta e começou a vasculhar qualquer coisa lá dentro.
- Despe-te. - Disse, sem sequer olhar para mim.
- Agora?
- Sim. - Disse, laconicamente.
- Mas estás muito nervoso. - Disse, com pouca esperança em demovê-lo. - Não te queres deitar, que te faço uma massagem?
- Com menos conversa já estavas nua. - Respondeu, asperamente.
Contrariado, lá fui tirando as peças que tinha vestidas, com exceção das cuecas rosa-choque que vestia.
Não gostava de me expor com a jaula de castidade, nem mesmo ao pé do Carlos. Por outro lado, ao manter as cuecas vestidas sentia-me mais segura, embora soubesse perfeitamente de que se tratava de uma falsa sensação de proteção.
Enquanto esperava, olhei-me ao espelho e, no estado em que estava, senti-me sensual. Se as minhas maminhas tivessem crescido um pouco estaria bem mais sensual. Terrivelmente sensual.
Enquanto me observava, o Carlos aproximou-se com o estimulador da próstata.
Atirou-o para a cama, segurou-me nas faces e beijou-me carinhosamente.
Primeiro só com os lábios, ao de leve, depois começou a saborear-me com a sua língua, que terminou a explorar cada recanto da minha boca.
As nossas línguas tocavam-se, entrelaçavam-se graciosamente, elegantemente, como numa dança de valsa.
As suas mãos foram de encontro aos meus mamilos, acariciando-os, beliscando-os ao de leve, fazendo-me gemer instantaneamente.
O fogo que se instalou em mim, levou-me a beijá-lo com luxúria, e fez com que, instintivamente, me começasse a roçar nele.
E continuava a gemer.
Finalmente, suavemente, o Carlos empurra-me os ombros na direção da cama, indicando-me que pretendia que eu me deitasse nela.
Assim o fiz.
De seguida coloca-se sobre mim e volta a beijar-me, suavemente, durante uns minutos, até que, por fim, se levantou e disse, esboçando um sorriso:
- Joana, comigo não precisas ser envergonhada! Vá, tira também as cuecas.
- Pensei que assim fosse mais sensual.
- Joana, sabes bem que gosto muito de ver como vieste ao mundo, especialmente a tua cona. Além disso trouxe o teu novo amiguinho. - Disse, apontando para o estimulador da próstata.
Aquele pequeno objeto… Que sensações magníficas me provocou com a Rita, mas neste momento, com o Carlos, não estava a sentir ambiente.
Mas teve de ser. Levantei-me, tirei as cuecas e voltei a deitar-me, de barriga para baixo, procurando evitar o contacto visual.
O Carlos não perdeu tempo, e deitou um pouco de gel no meu rego, que se mostrava bem apertadinho, já que mantive as pernas bem juntas.
Com um dedo, foi empurrando o gel até ao meu ânus, começando de imediato a brincar com ele.
Deslizava para cima, para baixo. Ainda tentou fazer movimentos circulares à volta do meu buraquinho, mas não era possível porque eu mantinha as pernas fechadas.
Depois, lentamente, foi introduzindo e retirando o dedo da minha vagina, o que me provocava sensações agradáveis, deixando a minha respiração ofegante.
Vagina não, ânus. Raios!
Ao fim de uns minutos retirou o dedo e começou, também lentamente, a introduzir o estimulador da próstata.
Senti cada milímetro daquele objeto a entrar em mim. Apreciei cada milímetro. O meu canal estava muito sensível e provocava em mim sensações que até há pouco tempo desconhecia existirem.
A minha respiração denunciava o prazer que estava a sentir.
- Vês, querida? A tua cona está a sentir prazer! Estou tão feliz. - Disse o Carlos, com aquele irritante tom de felicidade.
Depois de o introduzir até ao fim, despiu-se e deitou-se sobre mim.
Com os corpos bem colados, para além do seu calor, sentia o seu pénis no meu rego, que, com a pressão, fazia mover o estimulador da próstata, intensificando as sensações que me provocava.
Eu sentia leves movimentos de vaivém do Carlos, bem como a sua respiração quente e ofegante junto ao meu pescoço.
Aqueles leves movimentos iam ativando cada um dos centros de prazer do meu corpo, que reagiam desmesuradamente, enquanto desesperavam por um orgasmo.
As nossas pulsações aceleravam, a respiração também, os olhos reviravam. Ambos soltávamos breves gemidos de prazer.
Enquanto matinha aqueles movimentos, chegou a cabeça um pouco para cima e começou a mordiscar-me o lóbulo da orelha. Alternava com doces beijos ao longo de toda a orelha, deixando-me arrepiada.
Depois desceu para o pescoço.
Mais beijos, chupões, mordiscadelas…
Quando me dei conta, estava a gemer de prazer.
Os beijos na orelha e pescoço, aliados à pressão que era feita no estimulador da próstata, provocavam-me ondas de prazer vindas das minhas entranhas.
A minha vagina começava a funcionar e eu gemia cada vez mais, cada vez mais alto, como uma fêmea.
Toda eu estava em brasa, e sentia que o orgasmo podia estar perto, quando o Carlos simplesmente parou e se levantou.
Aquele seu movimento fez-me sair do transe em que me encontrava, e a minha primeira reação foi pedir para que não parasse, mas contive-me.
Embora estivesse de costas, percebia que o Carlos me estava a observar, a registar cada reação minha.
Não me rebaixaria ao ponto de lhe pedir que continuasse.
Procurei acalmar, normalizar a minha respiração, enquanto experimentava um forte sentimento de frustração. Estive tão perto…
- Vira-te ao contrário. - Disse, por fim.
Obedeci, evidentemente.
Quando me virei, dei conta de quão molhada estava a cama, tal a quantidade de líquido seminal que havia libertado.
Era a prova do prazer que o meu corpo havia experimentado. E que prova!
Colocou-se sobre mim, com o seu pénis ereto e lambuzado sobre a minha cara.
Passando os braços por trás das costas, alcançou os meus mamilos e começou a acariciá-los, o que me deixava louca.
Ao fim de pouco tempo comecei a gemer de novo, fazendo movimentos circulares com o quadril na tentativa de amplificar as renovadas sensações de prazer que brotavam das minhas entranhas.
O pénis do Carlos balançava bem por cima da minha cara. Sentia o seu calor, o seu cheiro. De tempos a tempos, caia uma gota do seu líquido seminal na minha cara, que eu não me atrevia a limpar, não fosse esse ato irritar o Carlos e ele resolvesse terminar com aquilo, que tanto prazer me estava a proporcionar.
Sentia o estimulador da próstata fazer um incessante movimento de vaivém, que, associado às ondas de prazer vindas das minhas entranhas, provocava doces sensações no meu canal vaginal.
Naquele momento sentia-me mesmo uma fêmea submissa ao seu macho.
Com o passar do tempo, no entanto, embora no início estivesse praticamente em transe, a intensidade das ondas de prazer foi diminuindo, tal como os meus gemidos e movimentos do quadril, fazendo com que, aos poucos, a frustração se começasse a apoderar de mim.
Quando já estava praticamente imóvel, o Carlos tentou colocar o seu pénis na minha boca, mas esquivei-me a tempo, virando a cabeça para o lado.
Com a mão, endireitou-me a cabeça e fez nova tentativa, mas virei-me para o outro lado.
Esquivei-me novamente a tempo, mas não impedi que umas gotinhas caíssem dentro da minha boca.
Não senti nojo, ao contrário de vezes anteriores, apenas o seu sabor salgado.
O Carlos tentava colocar o seu pénis na minha boca e eu esquivava-me, uma e outra vez, não sei quantas, mas estivemos naquilo durante bastante tempo.
Até que, num impulso, quando o Carlos me virava a cara mais uma vez para ele, abocanhei o seu pénis.
Voluntariamente.
Pela primeira vez sentia aquele membro na minha boca.
Era quente, suave, e soltava um abundante líquido viscoso e salgado que me escorria garganta abaixo.
A medo, comecei a massajá-lo com os lábios, para não o magoar, à medida que o Carlos fazia um leve movimento de vaivém.
- Isso, querida, começa a chupar. - Dizia o meu macho, ofegante.
Aquela situação era completamente nova para mim, e não sabia bem o que fazer àquele membro que tinha na minha boca.
Uma coisa é certa: já não sentia nojo.
Deixando-me ficar praticamente imóvel, enquanto o Carlos fazia movimentos de vaivém, simplesmente pude descobrir tudo aquilo que me era oferecido pelo meu macho.
O calor, o cheiro da transpiração, o sabor, aquele volume na minha boca, a sensação de ser invadida por aquele membro, que por vezes me fazia engasgar, quando ia mais fundo.
Finalmente o Carlos parou.
- Agora trabalha tu, querida.
A Maria já me tinha feito sexo oral por inúmeras vezes, mas a verdade é que eu apenas apreciava o ato, nunca tendo de prestar atenção ao modo como o fazia.
O facto do Carlos estar mesmo por cima de mim com o pénis na minha boca também não me dava muita margem de manobra, já que quase não me podia mexer.
- Deita-te. - Pedi-lhe, ao que ele assentiu.
Coloquei-me por cima dele, em posição de 69, oferecendo-lhe a minha vagina para que a pudesse estimular, enquanto eu abocanhava o seu membro, embora naquele momento já não tivesse esperança de atingir o orgasmo.
- Não. Vira-te ao contrário. Vamos ver-nos nos olhos enquanto de fodes o meu caralho.
Era ainda humilhante para mim partilhar um momento de sexo oral com o Carlos, mas era evidente que, para ele, era um fator de com pleno domínio sobre mim e motivo de grande excitação.
- Mas assim podias dar-me prazer. - Disse, bem sabendo que a probabilidade de o demover das suas intenções era muito reduzida.
- Não, querida, temos de partilhar juntos o momento em que me comes o caralho pela primeira vez.
Antes que me pudesse virar, o Carlos retirou-me o estimulador da próstata. Fê-lo de forma brusca, provocando-me um grito de dor.
- É para não te distraíres com nada, querida. Este é o nosso momento. Vá, vira-te. - Ordenou, enquanto me deu uma leve palmada no rabo.
Fiquei chateado com aquela atitude. Senti-me, mais uma vez, um mero objeto sexual, mas a verdade é que não tinha alternativa.
Fiz o que ele disse, é claro.
No entanto, em vez de ir direto ao ponto, acariciei-lhe os testículos, enquanto o beijava à volta do órgão e por entre as pernas, o que o levava, por um lado, à loucura e, por outro, ao desespero.
- Fode-o agora… agora… já!
Peguei-lhe na base do pénis e comecei a masturbá-lo muito lentamente, por entre algumas carícias.
Desesperado e com evidente falta de paciência, o Carlos pegou-me nas faces e levou-as até ao seu pénis em brasa.
- Abre a boca.
Mais uma vez coloquei aquele membro na minha boca, sentindo mais uma vez o seu cheiro e o seu sabor, que por aquela altura já não estranhava.
Sentia aquele pénis, quente e pulsante, temperado com as gotinhas que iam brotando à superfície, com sabor estranho, salgado, a invadir o meu ser, num incessante movimento de vaivém.
Tentava masturbá-lo com os lábios, para não o magoar, mas não o estava a estimular como desejava, fazendo com que o Carlos o enfiasse muito para dentro da minha boca, provocando novamente vómitos.
- Trabalha com a língua. - Ordenou. - E olha para mim.
Assim, à medida que fazia pressão com os lábios e chupava aquele pénis, comecei a acariciá-lo também com a língua, fazendo com que eu contactasse mais diretamente com o seu líquido seminal, amplificando muito o cheiro e o sabor a homem.
E ao mesmo tempo, ter de olhar para ele. Era, para mim, a humilhação suprema.
E, sendo certo que não queria, de todo, manter contacto visual, a verdade é que era difícil fazê-lo, também.
- Isso, querida. Estás a ir muito bem. - Dizia o Carlos, por entre suspiros de prazer.
De tempos a tempos, sentia o Carlos com a respiração mais ofegante, mas depois tranquilizava, sendo evidente que procurava retardar o seu orgasmo o mais possível.
Neste momento, o Carlos já não invadia a minha garganta com aquele pénis rijo e faminto.
Era eu que sujeitava aquele membro indefeso às minhas investidas com os lábios, língua e mãos.
Eu continuava concentrada na minha tarefa de satisfazer o meu homem, mas estava apreensiva com o que sucederia no momento final.
Parecendo ler-me os pensamentos, o Carlos disse:
- Isso, querida, vais muito bem… Chupa… Chupa tudo... Quando chegar o momento ficas com tudo para ti… Vais engolir tudo… Vou inseminar-te pela garganta,,,
É certo que a ideia de engolir o esperma do Carlos já não me repugnava como antes, mas o desconhecimento daquilo que estava para vir preocupava-me.
Como será o sabor? Será o mesmo do líquido seminal? Posso engasgar-me? Ou vomitar?
Para mim o momento não estava a ser nada erótico, mas o que importava agora era o meu macho, e eu estava ali para ele, exclusivamente.
- Está quase, querida… continua… estás muito bem…
Balbuciava, enquanto a sua respiração acelerava nitidamente, e o seu pénis ficava ainda mais duro e pulsante.
- Olha para mim, olha para mim. - Disse, segurando-me vigorosamente nas faces.
Tinha chegado o momento.
O Carlos olhava-me fixamente nos olhos, lembrando-me uma e outra vez para olhar para ele.
Primeiro senti um pouco de esperma na minha boca.
Depois um jato.
Depois outro.
E mais alguns, enquanto aquele pénis deambulava pela minha boca, esguichando por todo o lado.
O Carlos gritava de prazer, ora me olhava nos olhos, ora revirava os seus. Era mais forte do que ele. Estava em êxtase.
Eu apenas procurava cumprir a minha missão, não deixando de olhar para o meu macho e não deixando vazar uma gotinha que fosse.
Depois de muitos jatos, o Carlos finalmente acalmou.
Com o seu pénis ainda ereto na minha boca, retirei a minha boca cuidadosamente, não deixando cair uma gota que fosse do seu esperma.
Só nesta altura me dei conta da textura viscosa e do sabor do seu líquido, da prova do seu prazer.
Do prazer que eu lhe proporcionei.
Sem saber o que fazer, olhei para o Carlos.
- É todo para ti, querida.
Há dois minutos atrás parecia-me ser fácil engolir tudo, mas naquele momento, sentindo a minha boca cheia daquele líquido viscoso, comecei a sentir alguma relutância em fazê-lo.
- Para ti, querida, foi para ti que o fiz. - Disse, fazendo-me uma festa na face. - Engole-o. É a prova do teu amor. Olha para mim enquanto engoles. Vamos fazê-lo juntos.
Respirei fundo.
O odor e o sabor do seu esperma eram intensos, alastravam-se por todo o meu ser.
Tinha intenção de engolir tudo de uma vez, mas algo me impedia de o fazer.
Fui dando pequenos golinhos, que me provocavam vómitos, mas que ia conseguindo controlar.
Depois de alguns goles consegui finalmente chegar até ao fim, com algumas tossidelas pelo meio.
- Estiveste magnífica, querida. - Disse o Carlos com ar de aprovação, enquanto relaxava os músculos, afagando-me o cabelo.
Foi neste momento que senti um desconforto inesperado, que há muito não experimentava.
O meu pénis estava a arder de dor, com uma ereção tal que parecia que ia fazer explodir a jaula de castidade.
Raios.

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